-
Esta página já teve 132.449.425 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.706 acessos diários
home | entre em contato
 

Biotecnologia/Tecnologia/Ciências

Tomógrafos PET chegam ao Brasil

26/12/2006
 
Os tomógrafos PET, equipamentos que estão revolucionando o diagnóstico de câncer, já chegaram ao Brasil. As duas primeiras unidades foram inauguradas em junho em São Paulo, um no Instituto do Coração (Incor), ligado ao Hospital das Clínicas, e outro no Hospital Sírio Libanês, e está prevista a instalação de outras duas, ainda este ano, na capital paulista.

No Rio de Janeiro, o Hospital Samaritano deverá ser a primeira instituição Rio a ter um tomógrafo PET. A empresa Proecho, que administra a área de Medicina Nuclear para o Hospital, negocia com os fornecedores (Philips, Siemens e General Electric) do aparelho. A instalação, no entanto, só deverá acontecer no primeiro semestre de 2004, quando o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) deverá começar a produzir em escala comercial o radiofármaco FDG, que é utilizado pelo equipamento.

Os tomógrafos PET (tomografia por emissão de pósitrons) empregam uma tecnologia de alta resolução que permite um diagnóstico mais preciso de tumores malignos. Eles também são utilizados nas áreas de cardiologia e neurologia. A diferença entre os tomógrafos PET e os convencionais é a sua capacidade de mapear a distribuição e a concentração de glicose no organismo. Como os tumores malignos consomem glicose em grandes quantidades, onde houver maior concentração, ali estará o tumor.

O exame é realizado com a injeção no paciente do FDG (flúor-desoxiglicose) – uma substância formada pelo radioisótopo flúor-18 e uma molécula de glicose –, que se espalha por, praticamente, todas as células do organismo e se concentra nas células cancerígenas, onde o metabolismo celular é mais intenso. O FDG emite dois raios gama, que são captados pelo tomógrafo PET.

A tomografia por emissão de pósitrons pode ser utilizada no diagnóstico da maioria dos tumores malignos. Ela é fundamental, sobretudo, nos casos de tumores de difícil localização. Além de procedimentos desnecessários, contribui para reduzir o número de cirurgias.

Além da área oncológica, o aparelho é usado ainda para diagnósticos nas áreas cardiológica e neurológica. Na cardiologia, pode ser usado para determinar o grau de recuperação do músculo cardíaco após um enfarto. Já na área de neurologia, é útil para localizar focos de epilepsia e realizar diagnósticos mais precisos dos males de Alzheimer e Parkinson.

 
Produção
 

Os exames PET só podem ser realizados, atualmente, em São Paulo e no Rio Janeiro, os únicos estados que produzem o FDG. Devido à sua curta meia-vida – tempo que leva para a radiação cair pela metade –, que é de apenas 109 minutos, o flúor-18 precisa ser produzido perto do local onde será utilizado. O material é produzido sob encomenda.

Em São Paulo, a produção do FGD é realizada pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). No Rio de Janeiro, o processo, ainda em fase experimental, é feito no IEN.

“Produzimos essas moléculas três vezes por semana e já fornecemos, no Rio, para o Hospital Pró-Cardíaco e para a Clínica Villela Pedras. Ambos empregam o material em tomógrafos Spect (tomografia por emissão de fótons simples) adaptados para funcionar como PET. O que produzimos hoje, por dia, é o suficiente para atender quatro pacientes”, explica Julio Cezar Suita, chefe da Divisão de Radiofármacos do IEN. Até o fim do ano, o IEN deverá estar produzindo doses para, no mínimo, oito pacientes, atendendo a três hospitais.

O IEN construiu um novo laboratório e investiu US$ 1,5 milhão na aquisição de um ciclotron, para a produção do FDG. O projeto conta com o patrocínio da Agência Internacional de Energia Atômica.

 

http://www.cnen.gov.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=portal%5Fcnen&infoid=86&sid=13


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos