Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura - Saiba mais sobre o Eucalipto
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Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura

Saiba mais sobre o Eucalipto

03/01/2007

 


A família das Mirtáceas conta com numerosas espécies de Eucaliptos, gênero originário da Austrália e amplamente cultivado na Ásia e na América. Numerosas plantações destas árvores têm sido efetuadas com o objetivo de sanear os terrenos pantanosos, na luta contra o paludismo e no reflorestamento. O eucalipto é uma árvore que cresce rapidamente e pode atingir grande altura, chegando em casos de corpulência gigantesca a 155 metros.

Composição e Propriedades -- Da casca de eucalipto obtém-se, mediante incisões, uma resina que se torna muito espessa depois de algumas horas, endurecendo pela ação do sol. Este produto chama-se quina. A quina é uma espécie de goma que se obtém igualmente do Eucaliptus corymbosa, Euc. cetriodora, Euc. resinifera e do Pterocarpus marsupium, e que contém como produto ativo o ácido quinotânico, de cor parda, numa proporção de 75-80%. Este ácido, mediante, cocção com ácidos minerais diluídos, cinde-se em vermelho de quina e glicose. A quina entra também na composição de substâncias para curtir e para colorir, tendo ainda hoje muito valor.

As folhas de eucalipto (Folia eucalypti) têm um cheiro aromático muito agradável e são um pouco acres ao paladar. Contêm em média 1,5% de óleo essencial, além de tanino, substâncias amargas, resinas e 6 % de cinzas. Empregam-se estas folhas como infusão, em doses de 1 a 3 gramas com efeitos antissépticos e febrífugos nos catarros bronquiais e vesiculares, assim como combinadas com fricções no reumatismo.

O óleo de eucalipto obtém-se mediante destilação das folhas de diversas espécies de eucalipto. Forma um líquido transparente ou de cor levemente amarelada, de cheiro penetrante, mas de sabor refrescante. O óleo de eucalipto contém cineol ou eucaliptol até 70%, além de pineno, canfeno, sexquiterpenos e aldeído valérico.

Indicações Médicas -- O óleo de eucalipto, especialmente quando é empregado em forma de inalações, atua sobre as mucosas e a pele produzindo uma inflamação de caráter local, que decorre com intensa produção de mucosidade, no que se radica precisamente o seu efeito curativo. Emprega-se preferentemente no tratamento de bronquites agudas malignas e crônicas nas bronquites pútridas e na gangrena pulmonar, para inalações ou como prescrição para o interior. O seu caráter antisséptico e antipirético também o tornam muito útil no paludismo e no cólera, assim como também é de grande efeito terapêutico em fricções no caso de reumatismo. Tem dado nomeadamente bons resultados como vermífugo, administrado em doses diárias de 5-20 gotas.

O grande poder antisséptico e desodorante do óleo de eucalipto torna-o especialmente valioso nas lavagens da boca e no cuidado ordinário da dentadura.

Dosagem e Contra-Indicações -- A dosagem tem de se manter estritamente nas normas indicadas em cada caso, porque excedendo os três gramas podem aparecer sintomas de intoxicação e se a quantidade administrada exceder grandemente as doses toleradas podem chegar a produzir-se convulsões tônicocrônicas.

A dose prescrita para tomar oscila de 10 a 15 gotas, duas vezes por dia, com açúcar.

O eucaliptol ou cineol pode obter-se por destilação fracionada como um dos componentes mais importantes do óleo de eucalipto, e aparece como uni líquido incolor de aroma canforado e de sabor refrescante «sui generis». Costuma empregar-se nas receitas médicas como óleo de eucalipto em doses de 0,1-1,0 grama.

 

http://www.geocities.com/projetoperiferia4/cspa2.htm



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