Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura - Saiba mais sobre a Carqueja
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Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura

Saiba mais sobre a Carqueja

05/01/2007


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CARQUEJA
Nome Científico: Baccharis trimera   Person, Syn
                            Baccharis trimera Less.
Nome Popular: Carqueja, Cacalia Amara, Caclia doce, Carqueja Amara, Carqueja amarga, cuchi-cuchi, quinsu – cucho, três – espigas, Bacanta, Bacárida, Cacaia – Amarga, Cacália Amarga, Cacália Amargosa, Carqueja – do –  Mato, Carquejinha, Condamina, Quina – de – Condomiana, Tiririca – de – balaio, Vassoura.
Família:Asteraceae
Aspectos Agronômicos:
 Ocorre espontaneamente em quase todo o país, crescendo abundantemente em regiões de campos e pastagens, beira de estradas, linhas de cercas, terrenos baldios, terrenos secos e pedregosos, e também nos lugares úmidos, ribanceira de rios etc.
 A reprodução se dá por sementes, mas de preferência através de estaquia, retiradas de uma planta adulta. Desenvolve-se  melhor em terrenos úmidos e expostos ao sol, sendo porém uma planta muito resistente, que se adapta à condições bem agrestes (terrenos secos e pedregosos) e até a 2800m do nível do mar, no pico de Itatiaia.

Parte Utilizada: Toda a planta, principalmente a pare aérea.

Constituintes Químicos:
-Lactonas diterpênicas, flovonóides, resina e pectina, saponina, vitaminas, esteróides e ou/ triterpenos, polifenóis, taninos.
-Óleo essencial: acetado de carquejol, carquejol, nopineno, ? e ? cardineno, calameno, eledol, eudesmol.

Origem: Origem remota nos Andes Peruanos; América do Sul.

Aspectos Históricos:
 A origem do nome Baccharis vem do grego Bakkharis antigo nome para algumas plantas arbustivas. Trimera vem do grego trimeres que quer dizer trímero, por causa dos ramos trialados.
  O chamado “ grupo trimera”  é formado por plantas nativas numa região compreendida pelo Uruguai, norte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil Meridional. Nesse grupo, particularmente Baccharis trimera, é muito comum na região sul do Brasil.
 Ela é infestante de pastagens, onde tende a ocupar áreas sempre maiores, com touceiras e com isso reduzindo o espaço para as plantas forragueiras. Essas plantas não são comidas pelo gado. (Kissmann; Groth. BASF, 1992).
  A Carqueja é uma planta que há muito tempo compõe o arsenal terapêutico, sendo conhecida como carqueja amarga.

Uso:
* Fitoterápico: Tônica, estomáquica, hepática, anti–diarréica, febrífuga, aperiente, eupéptica, diurética, depurativa, vermífuga, sudorífica, antidiabética, amarga, antiasmática.
Planta toda: Afecções gástricas, intestinais, dispepsias, afecções hepáticas e biliares (ictérícia, cálculos biliares, etc.), diabetes, afecções das vias urinárias, verminose, afecções febris, enfermidades do baço, hidropisia.
 Asma e bronquite asmática, reumatismo, gota, feridas e úlceras, doenças venéreas, lepra.
Estomatite, gengivite, amigdalite, faringite e afta.
Foi observada ação hipoglicemiante, moluscocida (contra Biomplalaria glabrata,  hospedeiro intermediário do verme Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose) e anti – Trypanosoma cruzi (causador da moléstia de Chagas).

* Farmacologia:
 Exerce ação benéfica sobre o f´gado e intestinos, em decorrência de seus princípios amargos. Purifica e elimina as toxinas do sangue pela  ação diurética que exerce. Tem também propriedades hipoglicemiantes, muito útil no caso de diabetes. Além de proporcionar bom funcionamento dos intestinos.
 Experimentos demonstraram baixa toxidade do carquejol. Em outros experimentos observou-se também a redução do colesterol em 5 a 10%.
 Devido ao seu efeito dissolvente, diurético e depurativo, a carqueja presta bons serviços também em casos de gota, reumatismo, feridas, chagas venéreas e mesmo em casos de lepra. Para estes fins, além de tomar-se o chá, fazem-se também abluções com decocção forte dessa planta, sobre as partes afetadas.
 O gargarejo com decocção da planta dá bons resultados em anginas e inflamações da garganta.

Riscos: Não há referência na literatura.

Dose Utilizada:
Fitoterápico:
Uso Interno:
Infuso ou decocto a 2,5%: 50 a 200mL ao dia.
Tintura: 5 a 25mL ao dia.
Extrato Fluido: 1 a 5mL
Dose: 1 a 4g ao dia.

Uso Externo:
Chá por decocção forte, 60g em 1 litro de água, sob forma de banhos parciais ou completos, ou compressas localizadas.
Chá por decocção sob forma de gargarejo ou bochecho.

Bibliografias:
-Balbach,A. As plantas Que Curam. São Paulo: Vida Plena, 1997, 2ªedição, p.83-85.
-Caribé,J.; Campos,J.M. Plantas Que Ajudam o Homem. São Paulo: Pensamento, 11ªedição, 1999, p.145-146.
-Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ª edição, 1989, p. 80.
-Côrrea,A.D.; Batista,R.S.; Quintas,L.M. Do Cultivo à Terapêutica.Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.101-102.
-Júnior,C.C.; Ming,L.C.; Scheffer,M.C. Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal: Unesp/Funep, 2ªedição, 1994, p.90.
-Tesk,M.; Trenttini, A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997, p. 85-86.
-Kissmann,K.G.; Groth,D. Plantas Infestantes e Nocivas. São Paulo: BASF, 1ªedição, 1992, p.186-189.

Revisão Bibliográfica:
Francyane Tavares Braga – Aluna do 2º ano de Biologia – FELA / UEMG.
Lorenza Coimbra de Carvalho – Aluna do 3º período de Ciências Biológicas – FELA / UEMG.

 

http://www.unilavras.edu.br/cepe/fotos/carqueja.htm


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