Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura - Leia sobre a Mostarda Negra
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Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura

Leia sobre a Mostarda Negra

04/02/2007

 

A mostardeira negra (Brassica nigra) é da família das Crucíferas.

Em pequenas quantidades, cortam-se e atam-se em feixes os talos, depois de as bainhas adquirirem um tom amarelado; estendem-se em seguida num pano. Os grãos de cor pardacenta-amarelada caídos conservam-se secos em recipientes de vidro, devendo com freqüência ser observados e agitados. A mostarda negra costuma cultivar-se também em terrenos pobres e climas duros; mas é melhor o solo arenoso que tenha húmus. A umidade do terreno encharcado é prejudicial. O esterco de animal fresco afeta a formação do fruto, favorecendo o desenvolvimento da folhagem. A sementeira efetua-se logo que não haja a recear as geadas. Semeiam-se em filas de 15 cm de distância, uns 100 ou 120 g em 100 m2. A germinação produz-se uns dez dias depois. A colheita por 100 m2 é de 7 a 14 quilos.


Nas grandes superfícies de cultivo, ceifa-se e enfeixa-se a mostarda madura, colocando em grandes panos sobre escadas. Para evitar que caiam muitas sementes, começa-se a sega às primeiras horas da manhã, enquanto as plantas ainda estão cobertas de orvalho. Colocando lonas, é possível evitar a perda de sementes.

Composição -- As sementes contêm óleo essencial, constituído por 90% de óleo de alho e de mostarda e de outras quantidades reduzidas de combinações sulfúricas ricas orgânicas, além de uns 26 a 28% de óleo gordo com ácido erúcico, oléico, linólico, linoléico, palmítico e lignocérico, o glicósido sinigrina, enzimas, o alcalóide sinapina, pentosanas e ácidos orgânicos.

Aplicações Médicas -- Conhece-se a sua eficácia em diversas doenças dos órgãos digestivos, normalizando os estados catarrais e equilibrando o funcionamento insuficiente. A sua eficácia deve-se principalmente ao aumento da circulação sanguínea nas mucosas gastrintestinais e nos órgãos glandulares. Além disso, é próprio das sementes de mostarda um efeito favorável no metabolismo.

Uma cura de sementes de mostarda é recomendável em todos transtornos funcionais de órgãos digestivos, isto é, para eructações, acidez, gastrite, úlcera do estômago e duodeno, dores e cólicas hepáticas, congestões e esclerose do fígado, inflamações crônicas dos condutos biliares, cálculos biliares, flatulências, catarros intestinais, prisão de ventre, oclusão e lombrigas. E também para todas as doenças causadas por auto-intoxicação intestinal que produz enjôo, dor de cabeça, subida do sangue à cabeça, cansaço, doenças cardíacas, etc. Para isso toma-se, uma hora antes das refeições, uma colher pequena de grãos de mostarda brancos, inteiros, com um pouco de água fria. Vai-se aumentando a quantidade nos dias seguintes até se produzir uma ligeira diarréia, eventualmente até três colheres pequenas três vezes por dia. Esta dose pode conservar-se durante várias semanas.

Emprego Como Revulsivo -- Emprega-se também exteriormente a mostarda para banhos parciais, pedilúvios ou sinapismos. Para isso, envolve-se todo o corpo numa toalha umedecida em água quente, à qual se juntaram duas ou três colheres grandes de mostarda em pó. Na forma de sinapismo, remexem-se sementes de mostarda pulverizada (farinha de mostarda) em água e aplica-se na parte do organismo que se vai tratar.

Um bom linimento para reumatismo muscular e nervoso é a mistura seguinte:

Óleo de mostarda ........11,00 g
Cânfora ...........................2,25 g
Óleo de rícino .................5,00 g
Extrato de trovisco..........0,75 g
Álcool.............................31,00 g

O glicósido do óleo de mostarda no uso externo exerce um grande efeito revulsivo na pele, que se faz notar, passado pouco tempo, por queimadura e vermelhidão. A mostarda em pó e o óleo de mostarda são, portanto, meios importantes para sistemas de cura revulsivos, que se aplicam no reumatismo articular e nervoso, assim como nas inflamações da pleura. Também nas bronquites agudas, inflamações febris e pneumonias, o sinapismo de farinha de mostarda produz rapidamente alívio nos órgãos congestionados e estimula a respiração e a circulação.

 

http://www.geocities.com/projetoperiferia4/cspa2.htm


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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