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Reações adversas a medicamentos atingem 61% dos idosos hospitalizados na Grande São Paulo

14/02/2007

Da Redação, Agência USP

Em um hospital público de Santo André, na Grande São Paulo, 61,8% dos idosos internados apresentaram reações adversas a medicamentos. Para 11,3% dos pacientes, a reação foi a própria causa da internação. As conclusões fazem parte da tese de doutorado da geriatra Maria Cristina Guerra Passarelli, defendida na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

A pesquisa avaliou 186 idosos admitidos na enfermaria da Clínica Médica do Centro Hospitalar de Santo André, com idade média de 73 anos. Do total do grupo, 115 (61,8%) apresentaram reações adversas, sendo que 24 deles tiveram reações em mais de uma situação.

O total de reações foi de 199, média de 1,07 por paciente. Em 21 idosos (11,3%), a reação causou a internação. Em 32 pacientes (17,2%), ela foi diagnosticada na internação, mas não foi a causa, e em 86 idosos os efeitos colaterais surgiram na hospitalização. Não apresentaram qualquer tipo de reação 71 idosos (38,2%).

De acordo com o estudo, a reação adversa que mais provocou internações foi a intoxicação digitálica, um tipo de arritmia cardíaca. Já a hipocalemia - queda do nível de potássio no sangue - foi a reação mais freqüente nos casos de óbito e efeitos colaterais. A maioria (91%) dos efeitos colaterais estava relacionada às propriedades farmacológicas dos medicamentos. Os remédios mais envolvidos em reações adversas foram o captopril, a furosemida e a hidrocortisona.

Riscos
Sobre a evolução das reações, a pesquisa observou que, em 155 pacientes (77,8%) os efeitos melhoraram ou desapareceram completamente, 21 (10,6%) prolongaram a internação e 6 (3 %) levaram à morte do paciente. As demais 17 (8,5%) pessoas se mantiveram inalteradas ou apresentaram evolução desconhecida. A geriatra esclarece que na literatura médica, o índice de mortes nesses casos varia de 2% a 5%. "A caracterização de uma reação adversa a medicamentos como causa de óbito, além de subjetiva, é mais difícil quando o paciente apresenta doença de base potencialmente letal."

Passarelli observa que 125 pacientes (67,2% do total) receberam medicamentos caracterizados como impróprios para idosos. "Os fatores de risco mais significativos para o aparecimento das reações são o número de doenças diagnosticadas por paciente, de medicamentos consumidos e o uso de medicação inapropriada."

De acordo com a médica, "estes medicamentos são usados em boa parte da rede pública de saúde, pois constituem a única opção para tratar determinadas doenças, embora existam opções mais modernas e seguras". No seu entender, "uma prescrição apropriada para o idoso é aquela na qual o benefício esperado à saúde excede por boa margem de segurança as possíveis conseqüências negativas". A revista científica britânica Drugs & Aging aprovou a publicação, na próxima edição, de um artigo científico baseado na tese de doutorado de Maria Cristina.

Mais informações: (0XX11) 3032-1092 / 3078-2356 ou e-mail cacilda.luna@serranoassociados.com.br

Fonte: Assessoria de Imprensa da FMUSP

 

http://www.usp.br/agen/bols/2005/rede1692.htm


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