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Gastroenterologia/Proctologia/Fígado

Saiba sobre a colelitíase

16/02/2007

 

 

Definição: Pedras na Vesícula Biliar.

A principal função da vesícula biliar é armazenar a bile produzida pelo fígado e concentrá-la.

Quando a pessoa se alimenta, a vesícula biliar se contrai ocorrendo liberação de bile, que passa por um canal chamado colédoco, até chegar ao intestino e encontrar o alimento.

Ela está localizada sob o lobo hepático direito e tem o formato de uma pêra.

Etiologia:

Genéticos; Ambientais; Idade; Sexo e Hormônios; Paridade; Obesidade; Hiperlipidemias; Diabetes; Doenças intestinais;  Cirrose; Doenças hemolíticas; Infecção biliar ou parasitose; Hiperparatireoidismo; Cirurgias Gástricas; Porfiria; Estenose do ducto biliar principal

Patogenia: A bile é composta por três substâncias: o colesterol, os sais biliares e lecitina. Juntos em quantidades proporcionais mantêm a bile em estado líquido . Quando o colesterol ou os sais biliares são produzidos em excesso pelo fígado por alguma razão , há precipitação desta substância formando pequenos grânulos. Estes grânulos são o início das pedras. Cerca de 90% das pedras são formadas de colesterol. O restante é composto de sais biliares (bilirrubina).

Os cálculos biliares quanto a sua composição podem ser:

de Colesterol (10 a 15%)

de Pigmentos (biliares) (5 a 10%)

de Carbonato de Cálcio (raros)

Mistos, os mais frequentes (aproximadamente 80%)

Fisiopatologia:

Fatores de risco: 3M:1H (20-60a); Mulheres que tiveram múltiplas gestações; O risco aumenta com a idade e a obesidade.

Quadro clínico:

Grande parte dos portadores de litíase vesicular são assintomáticos.

Os pacientes sintomáticos podem apresentar dor na parte superior e central do abdome (região epigástrica) ou no quadrante superior direito do abdome.

Na cólica biliar a dor costuma iniciar-se subitamente e termina gradativamente.

A dor geralmente é intensa, contínua, com períodos de exacerbação, as vezes irradiando para as costas.

É freqüente a presença de náuseas e vômitos.

Complicações: cólica biliar; colecistite aguda; coledocolitíase; colangite; pancreatite;

De uma maneira geral os cálculos podem bloquear a saída de bile da vesícula biliar promovendo um aumento de pressão da mesma, causando crises de Cólica Biliar que podem cessar, repetindo de tempos em tempos.

No entanto pode evoluir com inflamação e possivelmente uma infecção. Esse quadro é chamado Colecistite Aguda.

A colecistite aguda pode evoluir com necrose da parede da vesícula e consequentemente perfuração.

Muitas vezes evolui para empiema (secreção purulenta no interior da vesícula).

Pode evoluir para infecções graves com risco de sepses (infecção generalizada), sendo mais grave nos diabéticos e idosos.

A colecistite aguda pode ainda evoluir para uma forma crônica com possibilidade de períodos de agudização.

Quando os cálculos são menores estes podem migrar para dentro do canal biliar principal (colédoco) provocando obstrução do fluxo de bile e consequentemente icterícia (cor amarelada da pele e dos olhos, semelhante a quem tem hepatite), ou algumas vezes podem ocluir também o ducto pancreático ao nível da papila podendo apresentar pancreatite desde uma forma leve (edematosa) até uma forma grave (necro-hemorrágica), muitas vezes fatal.

Quando a vesícula está inflamada (Colecistite), ela pode ser bloqueada por uma alça intestinal que adere a parede da mesma, e uma fístula (comunicação) entre estas duas estruturas pode ocorrer. Os cálculos existentes mesmo de grande tamanho podem migrar para o intestino. Estes cálculos maiores podem causar uma obstrução intestinal (íleo biliar).

A maioria das pessoas com câncer de vesícula biliar possui cálculos de vesícula biliar, sendo raro pessoas com câncer de vesícula sem cálculos. Portanto a litísase é considerada um fator predisponente ao câncer de vesícula.

Diagnóstico: ultrassonografia (ecografia)

Diagnóstico#: Devido a localização e irradiação da dor, pode ser confundida com problemas do estômago, renais ou até mesmo da coluna vertebral.

Tratamento:

Colecistectomia; Dissolução oral através de medicações; O índice de sucesso varia de 40-80% e o tratamento dura de 6 a 12 meses , com altos índices de recorrência.

Destruição dos cálculos através da Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque; o índice de complicações é grande e a maioria dos serviços que possui o aparelho de litotripsia abandonou o método.

No caso de migração de pedra para o canal da bile, esta pode ser diagnosticada e retirada no pré-operatório através da colangiopancreatografia retrógrada endoscópica e papilotomia endoscópica respectivamente.

 

http://www.geocities.com/claudio2ubr/medicina/gastro/colelitiase.htm

 


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