Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - Evolução natural das estenoses nas artérias ilíacas em pacientes com claudicação intermitente submetidos a tratamento clínico.
Esta página já teve 113.895.732 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.868 acessos diários
home | entre em contato
 

Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

Evolução natural das estenoses nas artérias ilíacas em pacientes com claudicação intermitente submetidos a tratamento clínico.

02/03/2007

Revista do Hospital das Clínicas
ISSN 0041-8781 versão impressa

 
 
 

Resumo

FERRARI, Fernando Bocchino, WOLOSKER, Nelson, ROSOKY, Ruben Aizyn et al. Rev. Hosp. Clin., 2004, vol.59, no.6, p.341-348. ISSN 0041-8781.

OBJETIVO: Apesar da longa experiência com o tratamento da Claudicação Intermitente, pouco se sabe sobre a evolução natural das estenoses nas artérias ilíacas. Com o advento do tratamento endovascular, esse conhecimento tornou-se importante. MÉTODOS: Foram avaliadas cinqüenta e duas estenoses, diagnosticadas por arteriografia, em 38 pacientes com claudicação intermitente acompanhados clinicamente. Após um intervalo de tempo mínimo de 6 meses, os pacientes foram submetidos a uma angioressonância para determinar se houve oclusão arterial. Principais medidas de avaliação: Foram avaliados os principais fatores que poderiam influenciar a progressão da estenose, como os fatores de risco (tabagismo, hipertensão, diabete, sexo, idade), a aderência ao tratamento clínico,o grau de estenose inicial, sua localização e o tempo de observação. RESULTADOS: O período médio de observação foi de 39 meses. Das 52 lesões analisadas, 13 (25%) evoluíram para oclusão. Quando houve oclusão, ocorreu piora clínica na maioria dos casos (63,2%), sendo esta associação estatisticamente significante (p=0,002). O grau de estenose inicial, sua localização, a aderência ao tratamento e o tempo de observação não apresentaram relação com a progressão da lesão. Os pacientes que evoluíram para oclusão eram mais jovens (p=0,02). Pelo teste de regressão logística, os fatores determinantes da piora clínica foram a oclusão do vaso e a não aderência ao tratamento clínico. CONCLUSÕES: A progressão da estenose para oclusão, que ocorre em 25% dos casos, gera piora clínica. O tratamento clínico, apesar de importante, não preveniu a oclusão arterial, que poderá ser alcançada com o desenvolvimento de drogas que possam estabilizar a placa aterosclerótica ou com intervenções endovasculares precoces.

Palavras-chave: Claudicação intermitente; Evolução natural; Aterosclerose; Artéria ilíaca; Estenoses.

        · resumo em inglês     · texto em inglês     · pdf em inglês


 

Faculdade de Medicina / USP

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0041-87812004000600006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos