Diabete/Diabetes - Saiba mais sobre Diabetes e o Peso
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Diabete/Diabetes

Saiba mais sobre Diabetes e o Peso

01/06/2007

 

quadro 
    O excesso de peso é maléfico para qualquer indivíduo. Isso porque pode trazer complicações para o nosso corpo, como doenças cardíacas, derrames cerebrais, diabetes tipo 2, certos tipos de câncer, gota (dor nas articulações devido a ácido úrico em excesso), doenças biliares, apnéia no sono (interrupção da respiração durante o sono) e a osteoartrite (desgaste das articulações).

Quanto maior o sobrepeso, maior a propensão a problemas de saúde. Muitas pessoas com excesso de peso enfrentam dificuldades para chegar ao peso ideal para seu tipo de corpo, porém, na prática, é possível melhorar o estado da saúde com a perda de apenas cinco a dez quilos.

As pessoas com diabetes precisam ter um cuidado especial com a balança, pois se manter no peso ideal ajuda, e muito, a controlar a doença. Isso porque a ingestão diária de calorias e carboidratos influencia no controle glicêmico. Os exercícios físicos também são indicados, não só para manter o peso, como para aumentar a eficácia da insulina, entre outros.

Estudos mostraram que indivíduos obesos, com diabetes ou não, apresentam, em jejum, níveis de insulina aumentados e a liberam mais após sobrecarga oral de glicose (curva glicêmica). Quando este aumento de insulina (hiperinsulinismo) estiver associado ao aumento de triglicérides, diminuição do HDL- colesterol, aumento da pressão arterial e obesidade central, constituirá importante fator de risco para doença coronariana - "Síndrome Metabólica' ou "Síndrome de Resistência à Insulina".

Os portadores de obesidade central, abdominal ou andróide (depósitos de gordura predominantemente no abdome e nas víceras) apresentam maiores fatores de risco do que os de obesidade ginóide (predominantemente no quadril e subcutâneo), pois a obesidade central é uma manifestação da síndrome de resistência á insulina ou seja, com maiores níveis de insulina no sangue e maior incidência de diabetes.

Têm-se dado muita importância ao reconhecimento precoce desta síndrome, pois medidas adequadas - redução de peso, exercícios e medicamentos -, reduzem ou mesmo evitam o aparecimento de diabetes.

Quando uma pessoa se submete a uma dieta de baixo teor calórico, o número de receptores aumenta paralelamente à redução dos níveis de insulina, sugerindo que o excesso alimentar é o responsável pelo hiperinsulinismo e resistência periférica, mais que a massa de tecido gorduroso.

Aumento de Insulina

O professor Dr. Gerald M Reaven, em seu livro "Clinician´s Guide to Non-Insulin-Dependent Diabetes Mellitus", fornece-nos alguns dados importantes para julgar se determinada pessoa apresenta aumento de insulina acima de valores normais, quando submetida ao tese de tolerância à glicose oral (curva glicêmica).

Veja esses valores na tabela abaixo (valores médios normais de insulina no sangue após a sobrecarga oral de 75g de glicose (curva glicêmica) em indivíduos magros e que não possuem diabetes)

Tempo em Minutos
Valores Normais de Insulina em U/ml de plasma
0
10 a 20
30
50 a 80
60
70 a 80
120
40 a 45
180
10 a 20


Indivíduos magros, com intolerância à glicose oral podem apresentar neste teste valores aumentados de insulina nos tempos 30-60-120-180 minutos (aumento da resistência periférica).

Pessoas obesas, sem diabetes, geralmente apresentam valores de insulina em jejum e após a glicose oral superiores aos dos magros e sem diabetes, e este aumento é proporcional ao seu peso (aumento da resistência periférica).

Indivíduos com diabetes, magros ou obesos, geralmente apresentam valores de insulina comparativamente menores que os dos não diabéticos, tanto em jejum como após a sobrecarga à glicose oral (ou pós-alimentar). Essa redução se acentua quanto maiores forem suas glicemias ou hemoglobinas glicadas, ou seja, quanto pior for seu controle do diabetes.

Produção diária de insulina (durante 24 horas)

Sem diabetes  
Magros (Peso Normal) 31 unidades/dias
Obesos 114 unidades/dias
Com diabetes tipo 2  
Magros (Peso Normal) 14 unidades/dias
Obesos 46 unidades/dias
Com diabetes tipo 1  
Jovens 4 unidades/dias


Índice de Massa Corpórea

É importante ressaltar a necessidade de manutenção de peso normal nas pessoas com diabetes e naqueles sem diabetes com antecedentes familiares da doença. Uma das formas para definir o peso ideal é o índice de massa corpórea (IMC). Consideramos um IMC normal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se este valor estiver entre 18,5 e 24,9 kg/m2. Obtemos esse índice com a divisão do peso em quilogramas pela altura ao quadrado em metros.

IMC =      Peso (kg)
         Altura x Altura (m)

IMC maiores que 25 indicam sobrepeso, maiores que 30 significam obesidade grave e maiores que 40, obesidade mórbida. Como exemplo, podemos citar uma pessoa com 80kg e 1,70m de altura.

IMC = 80 / 1,70 x 1,70 = 80 / 2,89 = 27,68 (maior que 25).

O tratamento da obesidade é sempre necessário e implica, primeiramente, em firme determinação, tanto do paciente obeso como de seu médico. Como a obesidade, na maioria das vezes, resulta de maior ingestão de calorias em relação às calorias gastas, é importante a instituição de dietas hipocalóricas. Ou seja, o total de calorias consumidas deve ser inferior ao calculado para necessidade calórica basal (mínimo de calorias que o corpo precisa para manter os órgãos vitais funcionando).

*Consultoria Dr. Marco Antônio Vívolo, membro do Conselho Científico do Site da Sociedade Brasielira de Diabetes).

 

 

 

Fonte:

http://www.diabetes.org.br/aprendendo/obesidade/peso.php

 

 

 

 

 

IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo


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