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Biotecnologia/Tecnologia/Ciências

Cientistas descobrem molécula em plantas relacionada à fertilização

21/08/2007

 

 

Uma equipe científica identificou a primeira molécula em plantas que controla a explosão do tubo polínico, o que melhorará o conhecimento da fertilização vegetal, informou hoje o principal autor da pesquisa, o colombiano Juan Miguel Escobar.


- Podemos dizer que o óvulo e o tubo polínico se comunicam por meio de moléculas, e esta comunicação ajuda na fertilização e na formação de sementes - acrescentou o especialista, cujo trabalho foi publicado no último número da revista "Science". O estudo foi realizado por uma entidade científica da Suíça.

Escobar, membro da Universidade de Zurique (Suíça), destacou a relevância da pesquisa para "a humanidade, pois a maior parte da alimentação provém do evento da fertilização em plantas".


Os cientistas trabalharam com o gene mutante feronia da planta Arabidopsis thaliana. O feronia, que faz referência à deusa etrusca da fertilidade, danifica um gene que codifica uma proteína do tipo receptor.

O mutante foi gerado em laboratório pelos cientistas para identificar genes com relevância na reprodução das plantas, acrescentou.


Escobar afirmou que normalmente, uma vez que o tubo polínico (que carrega as duas células espermáticas) faz contato com o óvulo, este deixa de crescer e explode, descarregando seu conteúdo dentro de uma célula especial do óvulo, um requisito necessário para a fertilização das plantas.


- No mutante feronia o tubo polínico não consegue explodir dentro da célula correspondente do óvulo, onde este continua crescendo, mas sem conseguir fertilizar - explicou.

O gene feronia se expressa em células complementares, e sua proteína se localiza na membrana plasmática destas, funcionando como um receptor do tubo polínico.


Em outras palavras, "este receptor funciona como uma fechadura; uma vez que esta fechadura entra em contato com uma chave compatível do tubo polínico acende um mecanismo na célula correspondente que induz a explosão do tubo polínico", segundo o especialista.


- Quando a fechadura é defeituosa, como ocorre no mutante, a interação não ocorre, e por ali o tubo polínico não explode - explicou Escobar.


Os investigadores também trabalharam com alguns cruzamentos nos quais os tubos polínicos pertencem a uma espécie diferente a dos óvulos e comprovaram que, "quando a chave e a fechadura são de espécies diferentes, a interação não acontece, e por ali a fertilização não ocorre".


Isso indica que seria possível transferir o gene de uma espécie para outra, e assim fazer com que nestes cruzamentos a recepção do tubo polínico seja compatível.


No momento, as investigações pretendem realizar experimentos deste tipo e "buscar a molécula ou moléculas do tubo polínico que possam interagir com a fechadura feronia", acrescentou.




Fonte de pesquisa: EFE – Madri

 

 

Fonte:

http://www.paisagismobrasil.com.br/index.php?system=news&news_id=950&action=read


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