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Câncer/Oncologia/Tumor

Câncer anal

18/09/2007

 

O ânus é o músculo que controla a saída das fezes, localizado na extremidade do intestino grosso.

Tumores anais são aqueles que ocorrem no canal e margens anais. O canal anal (parte interna do ânus) é a região entre a fenda anal e o anel anoretal, marcado pela musculatura puboretal. Tumores no canal anal são mais freqüentes no sexo feminino e tumores na margem anal (parte externa do ânus) são mais freqüentes no sexo masculino. Esses tumores exibem diferentes tipos histológicos sendo o tipo carcinoma epidermóide aquele que ocorre em cerca de 98% dos casos.

O câncer anal é raro, correspondendo apenas a 4% de todos os tipos de câncer que acometem o intestino grosso.

Fatores de Risco

Alguns aspectos infecciosos, como o HPV e o HIV, estão relacionados com o desenvolvimento do câncer anal. Uma dieta pobre em fibras, a prática de sexo anal, o alto consumo de produtos do tabaco, e a fístula anal crônica (doença caracterizada pela presença de um trajeto entre o canal anal e a margem do ânus com secreção purulenta) são outros fatores de risco.

Prevenção

Uma dieta balanceada com boa ingestão de fibras e que seja pobre em gordura são consideradas medidas preventivas. É importante estar atento para alterações nos hábitos intestinais e para presença de sangue nas fezes, e caso ocorra, deve ser procurado o médico.

Detecção Precoce

Quando detectado em estágio inicial, o câncer anal possui grandes possibilidades de cura. É importante que as pessoas a partir dos 40 anos realizem exames laboratoriais para detecção de sangue nas fezes, e também o exame de toque retal.

As pessoas que possuam casos de câncer na família, pólipos e outras doenças associadas ao intestino grosso devem buscar uma avaliação médica periodicamente. Para detectar pequenas lesões intestinais é realizada uma colonoscopia (endoscopia realizada pelo ânus).

 

 Sintomas

O câncer anal apresenta como sintomas mais comuns: coceira, dor ou ardor no ânus; sangramento nas evacuações; secreções incomuns no ânus; feridas na região anal e a incontinência fecal (impossibilidade para controlar a saída das fezes).

 

Diagnóstico

Inicialmente realiza-se um exame de toque, e se for necessário uma retossigmoidoscopia. O diagnóstico será realizado através de biópsia de uma amostra do tecido. Outros exames, como ultra-sonografia e ressonância magnética, podem ser solicitados pelo médico para detectar a extensão do tumor e o melhor tratamento.

 

Tratamento

A escolha do tratamento depende do estágio do câncer anal.

O tratamento mais utilizado é uma combinação de quimioterapia e radioterapia. Esta combinação oferece uma taxa igualitária em termos de cura ao tratamento de ressecção abdômino-perineal utilizada anteriormente, com a vantagem da preservação esfincteriana.

Em estágios iniciais, o tratamento cirúrgico normalmente é eficiente para remover a parte da região afetada (lesão)

 

 

 

 

 

http://www.fcecon.am.gov.br/programas_01.php?cod=5849082

 

 

 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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