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Álcool

Herpes disseminado em paciente alcóolatra

20/11/2007
 

Kanagusuko T; Pegas JRP; Santos LPV; Fagundes PPS; Tebcherani AJ

Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos, São Paulo

 

INTRODUÇÃO: O herpes vírus possui distribuição universal podendo, dependendo do tipo viral estudado, chegar a uma soroprevalência em adultos de até 100%. Manifestações graves ou disseminadas são encontradas em estados de imunodepressão do hospedeiro. Relatamos aqui um caso de herpes disseminado em paciente alcoólatra e hepatopata.
CASO CLÍNICO: P.P.S., 50 anos, masculino, branco, procedente de Guarulhos, procurou o pronto-socorro do Hospital Padre Bento em 31/08/04 com queixa de lesões pruriginosas no corpo há 4 dias, associada a dor abdominal. Possuia antecedentes de etilismo com acometimento hepático. Evoluiu com rebaixamento do nível de consciência e piora das lesões na pele. Colhido exames: Hb 13 leucócitos 18.200 (2 mielócitos, 5 metamielócitos, 47 bastonetes, 37 segmentados, 5 linfócitos, 2 monócitos) PLT 163.000 TGO 1752 TGP 833 BT 11,6 Uréia 153 Creatinina 2,7. Solicitado avaliação da dermatologia no segundo dia de internação. O paciente encontrava-se em MEG, sem resposta a estímulos verbais, ictérico, com vesículas disseminadas em tronco e membros, algumas hemorrágicas, poucas com crostas necróticas. Realizado teste de Tzanck, que revelou presença de células gigantes multinucleadas. Biopsia incisional mostrou padrão de degeneração reticular dos queratinócitos, vesículas intraepidérmicas sugestivas de infecção herpética. Realizado diagnóstico de herpes disseminado e introduzido aciclovir endovenoso, porém o paciente foi a óbito 24 horas após iniciada a medicação.
DISCUSSÃO: A imunidade celular inata ou adaptativa constitui o ponto central da resistência do hospedeiro às infecções virais. A imunidade humoral, apesar de secundária, também contribui de maneira significativa para a contenção da replicação viral. Portadores de imunossupressão de etiologias diversas podem apresentar infecções provocadas pelo herpesvirus com maior freqüência e gravidade. Apesar do desenvolvimento de outras drogas antivirais, o aciclovir continua sendo a medicação de escolha para o tratamento de imunodeprimidos, sendo porém o tempo da terapêutica mais prolongada. A resistência a esta droga é infrequente e sem impacto epidemiológico. As vacinas antiherpéticas continuam em estudo e mostram-se inviáveis até o momento.
MOTIVO DA APRESENTAÇÃO: Relato de caso raro.

 

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0365-05962005000900031&script=sci_arttext

 

 

 


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