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Ultra-sonografia x Ressonância magnética: vantagens e desvantagens

03/12/2007
 


A ultra-sonografia (US) e a ressonância magnética (RM) são excelentes métodos de diagnóstico por imagem em medicina esportiva. Ambos têm suas vantagens e desvantagens.

Estas técnicas se destacaram nessa área da medicina porque permitem uma ótima avaliação das estruturas de partes moles do sistema músculo-esquelético: músculos, tendões, ligamentos.

A US tem uma história mais antiga no Brasil. Por muitos anos foi a única opção no diagnóstico dessas lesões. Por isso, acabou sendo um método mais difundido e com o qual mais radiologistas se tornaram experientes. Além disso, este é um exame mais barato e acessível a uma parcela maior da população, enquanto que a RM, devido aos grandes custos do aparelho e de manutenção, tem um exame com preço mais elevado e não está disponível em muitas cidades brasileiras como a US. A RM tem sido amplamente solicitada em casos mais complexos, pré e pós-operatórios.

Costuma se dizer que a US é um método operador e equipamento dependente. Entende-se com isso que a qualidade do exame depende da experiência do médico radiologista e da qualidade do aparelho. Isso ocorre, porque em se tratando de um exame dinâmico, a capacidade em se diagnosticar uma determinada lesão está diretamente relacionada ao momento do exame. Já a RM tem uma documentação padronizada: seus filmes podem ser levados de uma parte a outra para serem avaliados por diferentes radiologistas e assim, obtermos diferentes opiniões e diagnósticos.

Por ser dinâmica, a US permite que o examinador, ao pedir que o paciente faça flexão ou extensão de uma articulação, obtenha informações adicionais sobre rupturas musculares ou tendinosas, por exemplo. O radiologista poderá “assistir” o comportamento da lesão ao movimento, enquanto que na RM, estática, isso não é possível.

A RM, no diagnóstico por imagem, é a que tem a melhor definição e contraste entre as estruturas de partes moles e é o método a ser escolhido por ser mais abrangente. Produz também imagens que englobam toda uma região anatômica de uma só vez, ao contrário da US que produz imagens segmentares. Assim, a RM é uma valiosa ferramenta no diagnóstico das lesões nos esportes. Por exemplo, na pesquisa de lesões em joelhos de atletas, a RM será superior à US porque poderá analisar as estruturas profundas da articulação, que não são acessíveis pelo ultra-som: cartilagem, ligamentos cruzados, meniscos. Um exame normal de US não afasta a possibilidade de lesões diagnosticáveis pela RM. A RM será sempre superior à US em diagnosticar lesões intra-articulares, como por exemplo: do ombro, tornozelo, quadril, punho, etc.

Lesões musculares sutis podem passar despercebidas pela US e serem detectadas pela RM, que tem indicação precisa nesses casos, principalmente em atletas de alta performance. Pode-se considerar o seguinte algoritmo: US normal, com persistência de dúvida diagnóstica, indicação de RM. Lesões musculares mais evidentes, com rupturas parciais ou totais são mais facilmente diagnosticadas pela US e podem ter seu acompanhamento por este método.

Ambos os métodos necessitam ser aplicados por radiologista com experiência na área, que será útil nos casos em que for necessário um diagnóstico diferencial (lesões outras que não decorrentes do esporte). Da mesma forma, o radiologista músculo-esquelético que dominar as duas técnicas poderá usá-las de isoladamente ou combinadas a fim de garantir um diagnóstico mais preciso da lesão.

Fonte:

http://www.milton.com.br/esporte/saiba_mais/texto_3.htm

 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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