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Infecto-contagiosas/Epidemias

Ação emergencial contra a febre amarela

28/01/2008

 Informe Técnico

Secretaria de Estado da Saúde
Centro de Vigilância Epidemiológica
"Prof. Alexandre Vranjac"

Divisão de Zoonoses e de Doenças Transmitidas por Vetores

Ação emergencial contra a febre amarela - 16/01/08 atualizado em 22/01/2008

Em 21 de janeiro de 2008, a Secretaria de Vigilância em Saúde redefiniu a área geográfica para a indicação da vacina contra a febre amarela, seja para pessoas residentes ou pessoas que se deslocam para a região. Esta redefinição considerou a análise da ocorrência atual de epizootias e/ou casos humanos de febre amarela silvestre que se apresenta em área circunscrita (Boletim Diário sobre a Situação da Febre Amarela Silvestre no Brasil)

Em nota à imprensa, em 13 de janeiro de 2008, o Ministério da Saúde informou 24 casos de febre amarela notificados como suspeitos pelas secretarias estaduais de saúde ao ministério, 2 foram confirmados, sendo um óbito de uma pessoa residente em Brasília, e um caso que evoluiu para cura, de um residente de São Paulo, cujos locais prováveis de infecção foram zonas de mata de Goiás e Mato Grosso do Sul, respectivamente, e 5 casos foram descartados.(Nota à imprensa do MS)

 Frente à situação epidemiológica atual de febre amarela, a Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo utilizará a definição de caso suspeito estabelecida em nota técnica do Ministério da Saúde divulgada em 11 de janeiro de 2008.(Nota Técnica Epizootias macacos janeiro 2008 MS)

Definição de caso suspeito de febre amarela:

   indivíduo com quadro febril agudo acompanhado de icterícia e/ou hemorragia, residente ou procedente de área de risco para febre amarela silvestre nos últimos 15 dias, sem comprovação de vacinação contra febre amarela  nos últimos dez anos.

Diante de um caso suspeito de febre amarela:

-   Notificação imediata a Secretaria Municipal de Saúde, que avaliará se o caso se enquadra na definição de caso suspeito e encaminhará a notificação ao Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) e à Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) regional;

  O GVE deverá notificar por telefone (0800-555466) a Central de Vigilância Epidemiológica do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), utilizando a ficha de Investigação Epidemiológica. Para apoio às medidas de controle a serem adotadas, são imprescindíveis constar informações sobre: data de início dos sintomas, data de coleta da amostra, quadro clínico, deslocamentos realizados pelo suspeito durante o período de transmissibilidade e vacinação contra febre amarela;

   Nos casos que cumprem a definição de suspeito, amostra deverá ser encaminhada, após preenchimento da ficha de notificação e SINAN, ao Instituto Adolfo Lutz para realização de exame confirmatório. Não esquecer de anexar à solicitação do exame a data do início dos sintomas, data da coleta da amostra e vacinação contra febre amarela.
(procedimentos para encaminhamento de amostras ao IAL)

   Medidas de controle são de extrema importância e visam impedir a ocorrência de casos secundários.  

  • Notificação do caso suspeito à SUCEN regional para ações de controle vetorial, em conjunto com o município;  

  • Vacinação de bloqueio: a avaliação deve levar em consideração diversos fatores como a presença de Aedes aegypti, índices de infestação predial do vetor, coberturas vacinais, densidade demográfica, disponibilidade da vacina e capacidade operacional. Esta ação deve ser discutida caso a caso com o CVE e a SUCEN.  

Para confirmação de um caso de febre amarela, além do resultado laboratorial, todas as demais informações devem ser avaliadas conjuntamente entre Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde. Na hipótese de confirmação, é necessária a revisão em conjunto com o CVE e SUCEN, das medidas de controle adotadas anteriormente para intensificação e redirecionamento, se necessário.

A Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo recomenda:

  • Intensificação da vigilância epidemiológica da febre amarela;  
  • Vacinar, a partir de 6 meses, as pessoas que se dirijam para os estados de GOIÁS, TOCANTINS, DISTRITO FEDERAL e os seguintes municípios:
MINAS GERAIS MATO GROSSO DO SUL
Arinos Anastácio
Buriti Aquidauana
Cabeceira Grande Bonito
Cascalho Rico Dourados
Luislândia  
Santo Antonio da Prata   
  • Vacinar, a partir de 9 meses, as pessoas que se dirijam para ÁREAS DE MATA, RESERVAS E FLORESTAS dos estados de AMAPÁ, AMAZONAS, ACRE, PARÁ, RONDÔNIA, RORAIMA, MARANHÃO, MATO GROSSO.

    (clique aqui para visualizar a nova área para vacinação de viajantes)

Vacina contra febre amarela:

O Certificado Internacional de Vacinação é emitido somente nos postos da ANVISA em portos e aeroportos, além do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais do Hospital das Clínicas.

A vacina é contra-indicada em grupos com condições especiais:

-      Imunodeficiência congênita ou adquirida (imunodeficiência grave associada à infecção pelo HIV), transplantados, imunodepressão secundária a neoplasia, quimioterapia, radioterapia, corticoterapia (doses maiores ou iguais a 2mg/Kg/dia de prednisona ou equivalente, para crianças e maiores ou iguais a 20mg/dia, para adultos, por um período maior que 14 dias);

-      Para indivíduos soropositivos para HIV e que se desloquem para áreas de risco de transmissão de febre amarela deve ser indicada a vacinação levando-se em conta a contagem de CD4 e carga viral, devendo ser avaliado cada caso;

-      História de reação anafilática relacionada a ovo de galinha e seus derivados;

-      Gestação em qualquer fase constitui contra-indicação relativa, devendo ser avaliado cada caso.

São condições de adiamento da vacinação doenças agudas febris moderadas ou graves até a resolução do quadro.

 

Fonte:

http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/zoo/fa08_informe.htm

 

 


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