- Saiba sobre a Medicina do Adolescente
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Saiba sobre a Medicina do Adolescente

22/02/2008
 

A Organização Mundial de Saúde classifica adolescente o indivíduo na faixa etária entre 10 e 20 anos.
As duas maiores modificações no desenvolvimento biopsicossocial do homem são o nascimento e a puberdade, ambas decorrem em um curto período de tempo. Hoje já estamos mais voltados para o envelhecimento fazendo parte também desse processo de modificação, porém o envelhecimento ocorre de uma forma mais lenta, dando maior oportunidade para o ajuste necessário do indivíduo.

As transformações biológicas que acontecem no período da adolescência são denominadas de Puberdade e tem como características a aceleração e desaceleração do crescimento físico, mudanças corporais, desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, masculinos e femininos graças ao auxilio dos hormônios sexuais que eclodem nesse período.

Psiquicamente as evoluções ocorrem de maneira mais lenta e gradual, diferenciando-se das transformações físicas que são bem definidas, a área mental é mais elástica e, normalmente sofre influência pelas modificações do corpo e do ambiente. As fantasias, o pensamento abstrato, passam a ser companheiros constantes do adolescente.

Esses novos pensamentos impulsionam o adolescente a começar a questionar o que já existe e que foi transmitido a ele e a buscar uma nova posição no mundo, uma posição que seja escolhida por ele sem a interferência dos pais.

As transformações caracterizadas pelo que Knobell e Aberastury convencionaram chamar de Síndrome do Adolescente Normal e que se manifestam através da busca da identidade, a tendência grupal, o desenvolvimento do pensamento abstrato, a vivência temporal singular, as variações de humor, a evolução da sexualidade, a separação progressiva dos pais, somadas as modificações biológicas, torna o adolescente um paciente que requer maior atenção no seu atendimento.

Os Serviços de Saúde começaram a prestar atendimento à saúde integral do adolescente no início da década de 70 em nosso País.

Sendo o adolescente um paciente que requer um atendimento de maior disponibilidade, faz-se necessário que o profissional de saúde (médicos, psicólogos, enfermeiros, fonoaudiólogos, etc.), possuam uma visão de atendimento integrado e biopsicossocial.

O primeiro atendimento ao adolescente pode ser realizado de duas maneiras:
:: Adolescente em companhia dos familiares.
:: Adolescente sozinho

No primeiro tempo a participação dos pais ou outro responsável é importante para esclarecimento dos antecedentes pessoais e familiares do jovem.
No segundo o adolescente acaba criando uma situação de maior confiança com o profissional, aqui se destaca a inviolabilidade e a privacidade desse momento.
As atitudes dos profissionais que fazem atendimento ao adolescente devem ser de imparcialidade, evitar criticas ou acusações, evitando atitudes de preconceitos e julgamentos de valor moral. Não ter comportamento de adolescente e nem tratá-lo como criança.

O sigilo do atendimento—o profissional deve esclarecer ao paciente o aspecto confidencial das informações que serão passadas na consulta e da necessidade de quebra de sigilo em situações de risco à própria vida deste ou de outros. O encorajamento a discussão dos problemas com os pais deve sempre ser realizado.
A confidenciabilidade verbal é mais fácil de ser respeitada do que a escrita no caso dos atendimentos ao adolescente, principalmente se os dados forem inseridos em computador, nesses casos o certo é criarmos siglas e abreviaturas que identifiquem as questões que estão sendo tratadas, para melhor uso de todos os membros da equipe de saúde.

O que devemos sempre questionar e nos mostrar interessados: rendimento escolar; relacionamento familiar, sexualidade, prevenção de tabagismo e alcoolismo, do uso de drogas ilícitas e o risco de acidentes.

No exame físico deve-se evitar a exposição do corpo do adolescente quando não houver necessidade, respeitando as situações de inibição e pudor. O ideal é evitarmos o exame da genitália na primeira consulta.

É importante que se passe com clareza e honestidade as informações ao jovem. Não trair a confiança do jovem. Mostrar disponibilidade para continuar o seu atendimento, dando-lhe responsabilidade em cumprir a agenda marcada antecipadamente.

Uma consulta bem conduzida nos mostrará perceber com quem o adolescente vive, como são as relações com a família, às situações de risco que estão expostos e quais as maneiras que podemos auxiliar.

Como concluir a consulta? Quais os itens importantes, nesse momento?
:: Discutir com o adolescente planos ou estratégias para o seu caso
:: Passar as informações com clareza e honestidade
:: Discutir com os pais e orientá-los sempre na presença do adolescente
:: Nunca trair a confiança do jovem, respeitando o sigilo combinado.
:: Remarcar as consultas, mostrando disponibilidade para continuar o seu atendimento.
:: Abordar temas de maior risco.
:: Não desperdiçar as oportunidades para indagar sobre aspectos da prevenção como: acidentes (por exemplo, uso de bicicletas, motos), nutrição (hábitos alimentares), escola, postura, e vacinas.


Dados Bibliográficos:

1.Guia de Adolescência: Sociedade Brasileira de Pediatria (triênio1998/2000). Orientação para profissionais da área médica

2.Saito, MI; da Silva LEV. Adolescência: Prevenção e Risco. Editora Atheneu-2001

3.Françoso LA.; Gejer, D; Reato, LFN; Sexualidade e Saúde Reprodutiva na Adolescência : Série Atualizações Pediátricas: Departamento de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo; Editora Atheneu, 2001

 

   

Dra. Maria Ivone Freitas de Oliveira
E-mail: marivone@amazon.com.br

http://www.sopape.com.br/SPP%20SociedadeParaense%20de%20Pediatria_arquivos/artigo01.htm

 

 

 


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