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Curiosidades da Dra Shirley

Retratos, recortes, retrospectos: iconografia dos acidentes com animais peçonhentos no instituto Butantan.

18/04/2008

TEMA LIVRE 01

 

Autor: ALINE SOLOSANDO

Co-Autores: SOLOSANDO, A.1,2,3; FAN, H.W. 1,3; FERNANDES, S. C.G1,2.

E-mail: a_solosando@butantan.gov.br

 

Instituição: 1. Laboratório Especial de História da Ciência do Instituto Butantan; 2. Museu Histórico do Instituto Butantan; 3. Hospital Vital Brazil do Instituto Butantan

Resumo: A preocupação do Instituto Butantan em resgatar sua memória histórica e científica fez aflorar uma série de projetos com a finalidade de promover o resgate do acervo institucional, compreendendo a catalogação, o restauro e as pesquisas de fontes diversas, dentre elas, as iconográficas. Decorrente de sua missão como órgão de pesquisa em venenos e animais peçonhentos, a instituição guarda e produz, desde a sua fundação no início do século XX, registros de acidentes com animais peçonhentos. Tais registros evidenciam a variedade na utilização de imagens fotográficas como ilustração médica, mas também configuram-se como elementos constitutivos da história das práticas médicas no Brasil. São exemplos de acervos: 1) Publicações, como Memórias do Instituto Butantan e Coletânea de Trabalhos do Instituto Butantan; 2) A Seção de Fotografias do Instituto, contendo imagens do final de 1930, e 3) O acervo do Hospital Vital Brazil, especializado no atendimento a acidentados por animais peçonhentos. Este último representa provavelmente o maior acervo deste tipo de agravo, iniciado com Gastão Rosenfeld, diretor do hospital entre 1954 e 1966, sendo mantida pelos médicos até os dias atuais. O material se apresenta sob a forma de slides e fotografias em papel relativamente bem conservados e organizados, cujas informações clínicas podem ser obtidas através dos prontuários médicos, igualmente mantidos no Butantan desde sua criação em 1945. Nos primeiros momentos, verifica-se o interesse predominante nas lesões cutâneas presentes no envenenamento (com predominância nos acidentes botrópico e aracnídico), revelando-se a fotografia médica como ilustração da descrição clínica. Posteriormente, verifica-se a preocupação em captar imagens segundo a especificidade dos quadros clínicos determinados pelos envenenamentos, cujas implicações terapêuticas são evidenciadas nas condutas referentes à soroterapia. O conceito de temporalidade, ou seja, a evolução do quadro em função do tempo decorrido entre picada e atendimento está evidenciada na seqüência das imagens de um mesmo paciente; associada às informações dos prontuários médicos, permite estabelecer parâmetros de gravidade que orientam as doses de antiveneno empregadas até hoje. Outro aspecto relevante diz respeito à interdisciplinaridade da clínica, ora com a biologia, ora com a pesquisa básica, expressa por meio das imagens de animais peçonhentos associados às lesões e resultados de experimentos realizados em laboratório. Essas abordagens, no entanto, não esgotam as possibilidades de análise no campo da História, na medida em que a fotografia deixa de ser mero instrumento ilustrativo da pesquisa para assumir o status de documento e matéria-prima na produção de conhecimento.

 


Fonte:

http://www.sbhm.org.br/index.asp?p=congressos_resumo&codigo=40

 

 




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