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Endocrinologia/Glândulas

Leia: Terapia de Reposição Hormonal Contínua na Pós-Menopausa

29/04/2008

Arquivos Brasileiros de Endocrinologia& Metabologia

 

Arq Bras Endocrinol Metab vol.45 no.4 São Paulo Aug. 2001

doi: 10.1590/S0004-27302001000400012 

artigo original


Terapia de Reposição Hormonal Contínua na Pós-Menopausa: Ênfase no Hormônio do Crescimento, Insulina, Fator de Crescimento Semelhante à Insulina I (IGF-I) e Proteína Ligadora 3 do IGF (IGFBP-3)

 

Denise Ginzbarg
Rosimere J. Teixeira
Trude Dimetz
Jodélia L.M. Henriques
Hildoberto C. Oliveira

Disciplinas de Endocrinologia e
Ginecologia, Faculdade de Ciências
Médicas (FCM), Hospital Universitário
Pedro Ernesto (HUPE), Universidade
do Estado do Rio de Janeiro (UERJ),
Rio de Janeiro, RJ.

Recebido em 17/02/01
Aceito em 24/02/01

 

 

RESUMO

A importância da terapia de reposição hormonal da menopausa (TRHM) na qualidade de vida na pós-menopausa é inquestionável. Entretanto, nem todos os efeitos determinados pelo seu emprego estão bem estabelecidos. Este estudo tem como objetivo avaliar a influência da TRHM sobre os níveis séricos do hormônio do crescimento (GH), fator de crescimento semelhante à insulina I (IGF-I), proteína ligadora 3 do IGF (IGFBP-3), glicose e insulina. Realizamos um ensaio clínico controlado, prospectivo, longitudinal e comparativo, no qual 53 mulheres na pós-menopausa, natural ou cirúrgica, foram submetidas ou não a TRHM contínua, durante um período de 6 meses, com estrogênios conjugados (EC-0,625mg/d) associados ou não ao acetato de medroxiprogesterona (AMP-2,5mg/d), pela via oral. As participantes foram subdivididas em 3 grupos: Grupo EC + AMP > 20 mulheres com útero, que utilizaram EC e AMP; Grupo EC > 20 mulheres histerectomizadas, que usaram EC; Grupo C > 13 mulheres, sem TRHM. Ao início e ao final do estudo foram realizadas as dosagens basais do GH; IGF-I e IGFBP-3. Também realizamos o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) de 2 horas, com determinação dos níveis de glicose e insulina; a área abaixo da curva (AAC) de glicose e de insulina e o índice de resistência à insulina (IRI). O emprego da TRHM reduziu os níveis do IGF-I no EC + AMP (p= 0,01) e EC (p= 0,0007), sem alteração nos níveis do IGFBP-3. Os níveis do GH se elevaram mediante a TRHM, (EC + AMP: p= 0,004 e EC: p= 0,0003), entretanto, as concentrações séricas do IGF-I e do IGFBP-3 não parecem ser bons marcadores da secreção circadiana do GH. Aos 6 meses observou-se uma correlação negativa do IGF-I com a AAC de glicose nos três grupos (EC + AMP: r= -0,42, p= 0,06; EC: r= -0,58, p= 0,007 e C: r= -0,64, p= 0,01). O IGFBP-3 e a AAC de glicose apresentaram correlação negativa no grupo EC (r= -0,45, p= 0,04) e tendência no EC + AMP (r= -0,42, p= 0,06). A associação do AMP determinou o aparecimento de ITG em 30% das pacientes do grupo EC + AMP (n= 6). Nossos dados sugerem uma interação entre o metabolismo dos carboidratos com o IGF-I e o IGFBP-3. Os efeitos gerados pelo emprego prolongado da TRHM contínua na regulação do GH, IGF-I e IGFBP-3 ainda necessitam elucidação.

Unitermos: Hormônio do crescimento (GH); Fator de crescimento semelhante à insulina I (IGF-I); Proteína ligadora 3 do IGF (IGFBP-3); Terapia de reposição hormonal da menopausa (TRHM).

 

ABSTRACT

The importance of the hormone replacement therapy (HRT) in the quality of life at the postmenopause is unquestionable. However not all the effects determinated by its use are well established yet. This study has the aim to evaluate the influence of the HRT on serum levels of the growth hormone (GH), insulin-like growth factor I (IGF-I), insulin-like growth factor binding protein 3 (IGFBP-3), glucose and insulin. We performed a controlled, prospective, longitudinal and comparative clinical trial, in which 53 natural or surgical postmenopausal women were submitted or not to a continuous HRT, during a 6 months period, with conjugated estrogens (CE-0.625mg/d) associated or not to the medroxiprogesterone acetate (MPA-2.5mg/d), by the oral route. The participants were subdivided in 3 groups: Group CE + MPA > composed by 20 women with uterus, who utilized CE and MPA; Group CE > composed by 20 hysterectomized women, who used CE; Group C > formed by 13 women, without HRT. Basal levels of GH, IGF-I and IGFBP-3 were measured in the beginning and at the end of the study. We have also performed a 2-hour oral glucose tolerance test (OGTT), with determination of glucose and insulin levels; area under curve (AUC) of glucose and insulin and insulin resistance index (IRI). The HRT use decrease the IGF-I levels in CE + MPA (p= 0.01) and CE (p= 0.0007), without change in the IGFBP-3 levels. The GH levels increased during the use of the HRT (EC + AMP: p= 0.004 e EC: p= 0.0003), however the serum concentrations of IGF-I and IGFBP-3 did not seem to be good markers of the circadian secretion of GH. At 6 months, it was noticed a negative correlation of the IGF-I with the AUC of glucose in the three groups (CE + MPA: r= -0.42, p= 0.06; CE: r= -0.58, p= 0.007 and C: r= -0.64, p= 0.01). The IGFBP-3 and the AUC of glucose showed a significant negative correlation in the group CE (r= -0.45, p= 0.04) and a tendency in CE + MPA (r= -0.42, p= 0.06). The association of MPA determined the appearance of IGT in 30% of the patients from the group EC + AMP (n= 6). Our results suggested an interaction between the carbohydrate metabolism with the IGF-I and IGFBP-3. The effects caused by the prolonged use of continuous HRT in the regulation of GH, IGF-I and IGFBP-3 still require elucidation.

Keywords: Growth hormone (GH); Insulin-like growth factor I (IGF-I); Insulin-like growth factor binding protein 3 (IGFBP-3); Hormone replacement therapy (HRT).

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302001000400012

 

 


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