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Geriatria/Gerontologia/Idoso

Hiper-homocisteinemia como Fator de Risco para Doença Aterosclerótica Coronária em Idosos

19/05/2008

 

Autora: Cláudia Felícia Gravina Taddei

Tese de Doutorado, defendida em São Paulo, 2003

Instituição: Faculdade de Medicina – Universidade de São Paulo (USP)

Orientador: Michel Batlouni

Correspondência:

Cláudia Felícia Gravina Taddei – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – Av. Dr. Dante Pazzanese, 500 CEP: 04012-909 – Ibirapuera – São Paulo, SP

Resumo

Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o Brasil terá a sexta população mundial em idosos em 2020. O crescimento da população idosa requer pesquisas direcionadas para esse grupo, que apresenta alta prevalência de doença cardiovascular. A hiper-homocisteinemia tem sido alvo de controvérsias como possível fator de risco para doença coronária. Realizou-se estudo caso-controle para investigar o papel da hiper-homocisteinemia como fator de risco independente para doença aterosclerótica coronária em população brasileira de idosos. Visou-se também estimar níveis sangüíneos de homocisteína, vitaminas B6, B12 e folato. Foram investigados 172 idosos que apresentavam cineangiocoronariografia solicitada por indicações clínicas. A cineangiocoronariografia foi confirmada por angiografia quantitativa em todos os pacientes do grupo controle, e em 70 pacientes do grupo caso. O grupo caso foi constituído por 84 idosos, e o grupo controle por 88 idosos. A homocisteinemia foi avaliada sob forma contínua e categorizada. Quando analisada sob a forma contínua, verificou-se que, na análise univariada, os idosos do grupo caso apresentaram média de níveis de homocisteinemia significativamente mais elevada que a dos idosos do grupo controle (14,33  4,59 mol/l versus 11,99  4,59 mol/l, p = 0,015). Na análise multivariada, a homocisteína associou-se a odds ratio para doença arterial coronária de 1,07 a cada aumento de 1 umol/L de homocisteína. Aumento de 5 mol/l correspondeu a odds ratio de 1,40. Sob forma categorizada, caracterizou-se a hiper-homocisteinemia como o valor acima do percentil 75 do grupo controle (14 mol/l). A hiper-homocisteinemia foi encontrada em 34% dos idosos, sendo 37,3% no grupo controle e 62,7% no grupo caso (p = 0,009). A hiper-homocisteinemia (homocisteinemia acima de 14 mol/l) constituiu fator de risco independente para doença aterosclerótica coronária em idosos, com odds ratio para doença arterial coronária de 2,03, com intervalo de confiança de 1,02-4,03. Não foi detectada diferença relacionada ao sexo na análise uni e multivariada. A homocisteinemia apresentou aumento significativo relacionado à idade apenas nos octogenários do grupo caso segundo análise univariada, o que não foi observado em octogenários do grupo controle. Apenas 4% dos idosos apresentavam déficit de folato, porém metade (47%) apresentava déficit de vitamina B12, e mais da metade (59%) déficit de vitamina B6. O folato correlacionou-se à homocisteína de forma significativa, embora fraca, apresentando correlação negativa e inversa aos níveis de homocisteinemia na amostra geral. A vitamina B12 não se correlacionou com a homocisteína na amostra geral, e nos grupos caso e controle. A vitamina B6 não se correlacionou com a homocisteína no grupo controle.

Hyperperhomocysteinemia as Risk Factor for Coronary Artery Disease in the Elderly

Summary

Projections of the Institute of Geography and Statistics indicate that Brazil will have the sixth highest population of elderly people in the world in 2020. The growth of the elderly population demands direct researches towards this group, which has a high prevalence of cardiovascular disease. Hyperperhomocysteinemia has been a subject of controversies as a possible risk factor for coronary disease. We carried out a case-control study to investigate hyperperhomocysteinemia as an independent risk factor for coronary artery disease in the Brazilian population of elderly. We also focused on estimating blood levels of homocysteine, foliate, vitamins B6 and B12. We investigated 172 elderly patients who had coronary angiographies requested for clinical reasons. The coronary angiographies were confirmed by quantitative angiographies in all control group patients, and in 70 case group patients. There were 84 patients in the case group and 88 patients in the case group and 88 patients in the control group. Homocysteine was analyzed as a continuous and as a categorized variable. When analyzed on the univariate analysis as a categorized variable. When analyzed on the univariate analysis as a continuous variable, we verified that the case group elderly showed higher average levels of homocisteine than the control group elderly (14,33 4,59 mol/L versus 11,99 4,59 mol/L p = 0,015). On the multivariate analysis, homocysteine showed an odds ratio for coronary artery disease of 1,07 for every raise of 1 mol/L of homocysteine; 5 mol/L increments conferred an odds ratio of 1,40. On the categorized form, we defined hiperhomocysteinemia as the values above the 75 percentile of the control group (14 umol/L). Hyperhomocysteinemia was detected in 34% of the elderly, being 37,3% in the control group and 62,7% in the case group
(p = 0,009). Hyperhomocysteinemia (homocysteinemia above 14
mol/L) was an independent risk factor for coronary artery disease in the elderly, with an odds ratio of 2,03, confidence interval 1,02-4,03. There were no gender differences on univariate and multivariate analysis. Homocysteine showed a significant age related increase only in octogenarians from the case group; the octogenarians from the control group did not show an age related increase on univariate analysis. Only 4% of the elderly showed folato deficiencies, but half (47%) showed B12 deficiency, and more than half (59%) showed deficiencies of B6 vitamin. There was a significant negative correlation between homocysteine and foliate on the general sample. There was no correlation between B12 vitamin and homocysteine on the general sample, nor on the case and control groups. There was no correlation between homocysteine and B6 vitamin in the control group.

1.

Taddei CFG, Batlouni M, Sarteschi C, Baltar VT, Salvarini NAC. Hiperhomocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica em idosos. Arq Bras Cardiol 2005; (in press).

 

 

Fonte:

 

http://www.dantepazzanese.org.br/siteDante/teses_areacardiologia/Hiper-homocisteinemia%20como%20Fator%20de%20Risco%20para%20Doen%E7a%20Ateroscler%F3tica%20Coron%E1ria%20em%20Idosos.doc

 

 

 


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