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AIDS / HIV

Vacinação contra influenza em crianças infectadas pelo HIV: alterações imunológicas e na carga viral.

05/06/2008

Archivos de Pediatría del Uruguay
ISSN 0004-0584 versão impressa

 
 
 
 

Resumo

DE CARVALHO, AROLDO P, DUTRA, LUIZ CARLOS e TONELLI, EDWARD. Vacinação contra influenza em crianças infectadas pelo HIV: alterações imunológicas e na carga viral. Arch. Pediatr. Urug., jun. 2005, vol.76, no.2, p.159-172. ISSN 0004-0584.

Resumo Objetivo: verificar se a vacinação contra influenza em crianças infectadas pelo HIV aumentaria a carga viral e reduziria os linfócitos T CD4+, conseqüentes à ativação da imunidade com antígenos dependentes do linfócito T. Métodos: estudo prospectivo descritivo, com 51 crianças infectadas pelo HIV, vacinadas contra influenza em 1999, em Florianópolis, Brasil. Coletaram-se amostras de sangue no dia da vacinação, 14 a 20 e 60 a 90 dias após, para determinação dos níveis da carga viral do HIV e de linfócitos T CD4+. A análise estatística constou dos testes ANOVA de Friedman, t de Student para amostras dependentes, Correção de Bonferroni e Wilcoxon. Resultados: a média de idade foi de 6,08 anos (1 a 12,9 anos). A mediana da contagem de linfócitos T CD4+ no dia da vacinação e nos dois momentos subseqüentes foi de 789, 645 e 768 células/mm 3 . Observou-se redução significativa na contagem de linfócitos T CD4+ entre a primeira e a segunda determinação (p=0,0001, teste de Wilcoxon), o mesmo não ocorrendo entre a primeira e a terceira . Não houve diferença significativa nas porcentagens de linfócitos T CD4+ entre a primeira aferição e a segunda. A mediana da carga viral em log 10 cópias/ml foi de 4,38, 4,30 e 4,25, nos três momentos, respectivamente. Oito de 44 pacientes (18,2%) evidenciaram elevação >0,5 log 10 cópias/ml na carga viral entre a primeira e segunda aferição, quatro dos quais retornaram aos níveis basais na terceira. Conclusões: não se observou alteração significativa na porcentagem de linfócitos T CD4+, apesar de ocorrer elevação da carga viral do HIV, de forma transitória, após vacinação contra influenza. Recomenda-se uma certa prudência na aplicação da vacina contra influenza para as crianças com condição clínica e imunológica não estável, principalmente se essas não estiverem sob terapêutica anti-retroviral eficaz.

Palavras-chave: INFLUENZA; VACINA CONTRA INFLUENZA; INFECÇÕES POR HIV; CARGA VIRAL;  LINFOCITOS T CD4-POSITIVOS.

        · resumo em inglês     · texto em espanhol


 

 Sociedad Uruguaya de Pediatría

 

 

http://www.scielo.edu.uy/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0004-05842005000200015&lng=pt&nrm=iso

 

 



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