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Gastroenterologia/Proctologia/Fígado

Adesão ao tratamento medicamentoso de pacientes com doenças inflamatórias intestinais acompanhados no ambulatório de um hospital universitário

25/07/2008

Arquivos de Gastroenterologia

 

Resumo

DEWULF, Nathalie de Lourdes Souza, MONTEIRO, Rosane Aparecida, PASSOS, Afonso Dinis Costa et al. Adesão ao tratamento medicamentoso de pacientes com doenças inflamatórias intestinais acompanhados no ambulatório de um hospital universitário. Arq. Gastroenterol., out./dez. 2007, vol.44, no.4, p.289-296. ISSN 0004-2803.

RACIONAL: A adesão ao tratamento medicamentoso nas doenças inflamatórias intestinais apresenta grande importância clínica e social. Porém, são escassos os estudos sobre este tema em nosso meio. OBJETIVO: Investigou-se a adesão ao tratamento medicamentoso prescrito, bem como a influência de alguns fatores sobre a adesão, de pacientes com doenças inflamatórias intestinais em acompanhamento em ambulatório de Gastroenterologia de um hospital universitário ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS). MÉTODO: Realizou-se estudo transversal, com métodos indiretos, para avaliar a adesão ao tratamento de 26 casos da doença de Crohn, 26 pacientes com retocolite ulcerativa e 4 com colite indeterminada, que faziam uso contínuo de medicamentos, dos quais 89,3% eram fornecidos pelo SUS. Os pacientes foram classificados como tendo alto ou baixo grau de adesão, com base em dois diferentes instrumentos. RESULTADOS: A análise dos medicamentos utilizados revelou baixa adesão em 15,4% de pacientes com doença de Crohn e 13,3% com retocolite ulcerativa. Porém, o teste de Morisky, que avalia hábitos de uso dos medicamentos, mostrou 50% de baixa adesão na doença de Crohn e 63,3% na retocolite ulcerativa. Análise univariada evidenciou na doença de Crohn relação entre baixa adesão e maior duração da doença, estado marital instável, residência próxima ao hospital e envolvimento do cólon. Na retocolite ulcerativa observou-se relação entre baixa adesão e atividade da doença e maior número de medicamentos em uso. Porém, a análise multivariada não evidenciou relação estatisticamente significativa que indicasse influência de qualquer fator sobre a adesão ao tratamento. CONCLUSÕES: Proporções elevadas de pacientes com doenças inflamatórias intestinais apresentam hábitos de uso de medicamentos indicativos de baixa adesão, difíceis de prever a partir de dados demográficos e clínicos, o que aponta para a necessidade de maior atenção dos profissionais de saúde a este importante aspecto do tratamento.

Palavras-chave : Enteropatias inflamatórias [quimioterapia]; Doença de Crohn [quimioterapia]; Colite ulcerativa [quimioterapia]; Uso de medicamentos; Cooperação do paciente; Pacientes ambulatoriais.

        · resumo em inglês     · texto em português     · pdf em português

 

 

http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2007000500001&lng=pt

 

 


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