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Tóxicos/Intoxicações

23 mil crianças são intoxicadas por ano

22/09/2008


19/9/2008

 

Muitas vezes, os pais não estão conscientes do risco, mas medidas preventivas podem evitar os casos de envenenamento.

Por mais que muitos pais acreditem que seus lares não apresentam riscos à saúde de seus filhos, os envenenamentos acidentais em crianças são mais comuns do que imaginam. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), referentes ao ano de 2006 (última pesquisa disponível), foram registradas 22.867 casos de intoxicação entre crianças de 0 a 9 anos, causados por remédios, produtos de higiene pessoal, materiais de limpeza ou outras substâncias tóxicas encontradas em casa. Os números, baseados em informações fornecidas por 30 dos 37 centros de assistência toxicológica em atividade no país, correspondem a cerca de 23% do total de ocorrências de envenenamentos naquele ano e se referem a sete grupos de produtos químicos fáceis de encontrar em casa: medicamentos, raticidas, domissanitários (desinfetantes e produtos de limpeza), cosméticos, produtos industriais, agrotóxicos de uso doméstico e produtos veterinários.

Apesar de os dados não estarem atualizados, eles continuam representando a realidade brasileira quando se trata de intoxicações acidentais entre crianças, de acordo com a supervisora técnica do Centro de Controle de Envenenamentos de Curitiba, Marlene Entres. “Os números até mudam um pouco, mas a proporção continua a mesma e sempre as crianças mais atingidas são aquelas que têm até 5 anos de idade”, afirma.

Segundo a coordenadora de projetos da organização não-governamental Criança Segura em Curitiba, Ingrid Stammer, isso acontece porque essas crianças se encontram na fase oral de seu desenvolvimento, na qual elas costumam colocar tudo na boca para experimentar. “É um momento no qual as crianças ainda estão conhecendo o mundo e a curiosidade faz com que coloquem tudo na boca mesmo”, alerta. “A única forma de evitar é tirar esses objetos do alcance delas.”

Para Ingrid, a população de uma forma geral ainda precisa aprender a adotar uma cultura de prevenção. “Os acidentes normalmente ainda são vistos como fatalidade e não como eventos evitáveis, mas, se houver prevenção, podemos evitar praticamente 100% dessas situações”, garante. “O problema é que a maioria dos pais não entende que as crianças não reconhecem o perigo e precisam de cuidados especiais. Não adianta tratá-las como pequenos adultos porque elas não são.”

Tanto ela quanto Marlene lembram que essa prevenção pode ser feita com simples ações dentro de casa, como manter os produtos tóxicos em locais seguros e trancados, além de manter as embalagens originais para que as crianças não os confundam com refrigerantes ou outros artigos comestíveis (veja infográfico).

 

Socorro imediato

 

No entanto, mesmo com tantas precauções, em muitos casos, a curiosidade das crianças acaba driblando as estratégias dos pais e os acidentes acontecem da mesma forma. Nesses casos, a melhor solução é levar a criança imediatamente à unidade de saúde mais próxima, em vez de tentar resolver o problema sem ajuda médica. “Nessas situações, muita gente tenta induzir o vômito na criança achando que isso vai resolver, mas, dependendo do produto que ela tiver ingerido, essa ação pode até piorar o seu quadro de saúde”, afirma a supervisora do ambulatório clínico do Hospital Pequeno Príncipe, Maria Cristina da Silveira.

De acordo com ela, o estabelecimento chega a atender mais de cem casos de intoxicação infantil por semestre todo os anos. Destes, a grande maioria ocorre em breves momentos de distração dos pais ou responsáveis, como é o caso da pequena Rafaela, de apenas 9 meses, que teve de ser levada às pressas para o hospital na semana passada. Após dar banho na filha, a fisioterapeuta Priscila Munhoz de Lima Borges, 24 anos, acabou deixando o frasco de xampu paraque ela brincasse enquanto terminava de vesti-la. “Me distraí um pouco e quando vi, ela já tinha ingerido um pouco do xampu, não deu nem tempo de tomar da mão dela antes que acontecesse”, conta a mãe. No entanto, Priscila estava bem preparada para a situação. “Quando vi o tinha acontecido, não tive dúvida, liguei para o pediatra dela, que aconselhou que eu a levasse para o hospital.” Por ter ingerido um produto específico para a higiene infantil, a menina não teve problemas graves, mas a mãe aprendeu a lição. “Nunca mais deixo ela brincar com essas coisas.”



Fonte: Gazeta do Povo

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Fonte:

http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=11649

 

 

 

 

 

 


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