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Fertilização in vitro/Infertilidade/Reprodução

Morfologia espermática e sua correlação com fertilização humana

14/10/2008

 

 

Quando van Leeuwenhoek, em 1679, escreveu uma carta à Royal Society em Londres, desenhando a morfologia de um espermatozóide humano, é que foi dada importância à morfologia espermática e aceito que formas normais e patológicas poderiam aparecer simultaneamente numa amostra seminal.

Mas apenas em 1930 que a função da morfologia espermática recebeu mais importância no processo de fertilização.

O primeiro Manual da Organização Mundial de Saúde (OMS) a descrever de forma muita básica a avaliação da morfologia do espermatozóide foi publicado em 1980.

Todos os sistemas de classificação de morfologia espermática eram baseados no que se pensava ser um espermatozóide “normal”. Isto foi derivado de um consenso de várias opiniões ou baseado numa descrição do modelo de espermatozóide visto numa amostra seminal ejaculada. A introdução do Critério Estrito de Kruger trouxe um novo conceito para o campo da avaliação espermática.

Pela primeira vez, a descrição do chamado espermatozóide “normal” foi baseado em evidências biológicas para normalidade de formas de espermatozóides selecionados por um processo fisiológico natural. Baseado nesse critério, guias mais estritos e classificação de espermatozóides foram desenvolvidos. Neste critério, os espermatozóides chamados de “normal borderline” são classificados como anormais. O critério estrito de Kruger foi originalmente desenvolvido em um laboratório e em situações in vivo e sendo então aplicado em situações in vitro.

O critério estrito de Kruger para um espermatozóide normal ideal, como originalmente descrito por Menkveld (1987) é, dessa forma, baseado na morfologia do espermatozóide pós-coital encontrado ao nível do orifício interno do colo uterino, consistindo na maioria da vezes uma população espermática aparentemente homogênea, em contraste para a população espermática encontrada na porção inicial e mais baixa do canal endocervical. A morfologia desses espermatozóides encontrados ao nível do orifício interno formam a base para o critério estrito de Kruger para o espermatozóide ideal normal, levando em consideração a pequena faixa de variação biológica normal nessa população.

Provavelmente o aspecto mais importante na avaliação desse critério, é que a faixa permitida para que seja considerada normal essas variações é mantida o menor possível para garantir avaliações reproduzíveis. É por isso que o Critério Estrito de Kruger, diferentemente dos outros sistemas de avaliação, considera o espermatozóide com formas da cabeça levemente anormal ou borderline como anormal.

Os guias para o critério estrito de Kruger são suportados por achados morfológicos de espermatozóides encontrados firmemente aderidos à zona pelúcida humana, como visto no teste de penetração da hemi-zona e in vitro. A morfologia dos espermatozóides firmemente aderidos à zona pelúcida é muito próxima daquela encontrada num bom teste pós-coital e é uma indicação a mais de uma seleção natural de espermatozóides definida como morfologia normal por esse critério.

Como valores normais, Kruger e cols em 1986 relataram uma taxa de fertilização de 82% quando pacientes apresentavam >= 15% de formais normais e uma queda acentuada para 37% nessa taxa quando pacientes apresentavam =< 14% de formas normais. Posteriormente, Kruger e cols., em 1988 observaram dois padrões neste grupo de pacientes com formas normais =< 14%; um padrão de bom prognóstico quando entre 5 e 14% e um grupo de pior prognóstico quando =< 4%. Para a fertilização in vivo o mesmo ponto de corte (cut-off) =< 4% para espermatozóides morfologicamente normais pode ser estabelecido.



 

Alessandro Schuffner -

 

alessandro@clinicaconceber.com.br

 

Colaborador do site www.drashirleydecampos.com.br

 

 

Research Fellowship no Jones Institute for Reproductive Medicine, Norfolk, EUA.
Integrante da Comissão de Endocrinologia Reprodutiva da Soc. Brasileira de Reprodução Humana - SBRH   
Integrante do Comitê de Reproduçao Humana da Soc. Ginecologia e Obstetrícia do Paraná - SOGIPA
Conceber - Centro de Medicina Reprodutiva

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