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Fertilização in vitro/Infertilidade/Reprodução

Envelhecimento ovariano: idade x infertilidade

15/10/2008

 

 

 

O adiamento da gestação é uma importante mudança social que tem contribuído para um aumento na incidência de subfertilidade. Existe uma aparente discrepância entre a habilidade em manter um padrão de ciclo ovulatório regular e a cessação muitos anos antes da fertilidade feminina. Este último é largamente explicado pelo aumento relacionado à idade na não-disjunção meiótica acarretando aneuploidias cromossômicas e perdas gestacionais precoces, de tal forma que mulheres após os 42 anos, a maioria de seus embriões são cromossomicamente anormais e raramente progridem no desenvolvimento.

As mulheres nascem com um número aproximado de 1 milhão de óvulos. Estes óvulos estão em contínuo processo de depleção, iniciado ainda na sua vida intra-uterina, mesmo antes da criança nascer. Na verdade, as mulheres têm cerca de 5 milhões de óvulos quando no útero de sua mãe. Todo mês uma pequena porcentagem desses óvulos são perdidos e a medida que a mulher se aproxima dos 35 anos a porcentagem de óvulos perdidos comparados com o número total destes aumenta.

Quando a mulher atinge os quarenta anos sua fertilidade declinou significantemente. Não somente o número total de óvulos diminui como também a qualidade dos óvulos restantes é pior. Eventualmente, todos os óvulos da mulher são depletados, a produção de hormônios femininos é cessada e a mulher pára de menstruar. Estas mudanças marcam a instalação da menopausa. Os ovários como outros órgãos, envelhecem e finalmente perdem a sua função. A menopausa marca o fim definitivo da vida reprodutiva da mulher. A idade média da menopausa é 51 anos.

No entanto, a menopausa pode ocorrer em qualquer idade, dependendo do número de óvulos que a mulher nasce com ou o quão rápido é essa perda. Isto tem uma importante implicação clínica na qual a medida sérica do hormônio folículo estimulante (FSH), avaliada no início do ciclo menstrual (terceiro dia), pode ser um valioso índice prognóstico, no entanto, a idade cronológica mantém-se importante.

Diferente dos espermatozóides que são constantemente renovados (a cada 90 dias tem-se novos espermatozóides para serem ejaculados), os óvulos tem a mesma idade cronológica da mulher. Isso dá suporte então para que um óvulo com 35-40 anos possa ter acumulado mais danos devidos à mutações genéticas espontâneas, exposição à substâncias químicas no ambiente, do que uma mulher com 20-25 anos. Enquanto mulheres mais velhas têm óvulos que parecem normais, estes têm mais anormalidades genéticas que limitam a chance de gravidez ou resultam num embrião anormal, o qual é provável que ocorra o abortamento.

O questionamento do que determina o envelhecimento ovariano ainda continua. O fator ambiental que mais consistentemente é relatado é o fumo. Este influenciaria no número de folículos disponíveis para desenvolvimento a cada mês, no eixo hipófise-ovário, e afeta o metabolismo dos hormônios sexuais. Também foi encontrado substancias químicas no cigarro que estimulam o gen da morte celular programada (apoptose) aumentando assim o dano folicular e falência ovariana prematura em camundongos.

Genes ou interação de genes com fatores ambientais são desta forma bons candidatos em ter um maior impacto no envelhecimento ovariano. Identificar estes genes e suas funções, nos ajudará no entendimento do envelhecimento reprodutivo da mulher.

 

Fonte:
Alessandro Schuffner - alessandro@clinicaconceber.com.br

 

Colaborador do site: www.drashirleydecampos.com.br

 


Research Fellowship no Jones Institute for Reproductive Medicine, Norfolk, EUA.

Integrante da Comissão de Endocrinologia Reprodutiva da Soc. Brasileira de Reprodução Humana - SBRH   
Integrante do Comitê de Reproduçao Humana da Soc. Ginecologia e Obstetrícia do Paraná - SOGIPA
Conceber - Centro de Medicina Reprodutiva

www.clinicaconceber.com.br
Av. República Argentina, 210/17º andar
Curitiba - PR
41 3039-5556

 

 

 


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