-
Esta página já teve 132.525.257 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.702 acessos diários
home | entre em contato
 

Fertilização in vitro/Infertilidade/Reprodução

Congelação de tecido ovariano: passado, realidade, e futuro

18/10/2008

 

 

O transplante ovariano não é novo. Em 1895, Robert Tuttle Morris pela primeira vez relatou sobre o transplante ovariano; tendo implantado seções de ovários de mulheres férteis em outras mulheres que tiveram os seus ovários retirados. Ele afirmou um único sucesso em 1906 quando uma paciente teve êxito em levar a gestação até o nono mês, cinco anos após o implante da seção do ovário de outra mulher.

Em estudos conduzidos em camundongas, na década de 50, relataram crescimento folicular, produção hormonal e até mesmo obtenção de prenhez após transplante de tecido ovariano congelado-descongelado.

Em anos recentes o ressurgimento da indicação do transplante ovariano humano tem ocorrido em alguns serviços. Estes relatos esporádicos de casos de transplante ovariano, sendo à fresco ou congelados em nitrogênio líquido à –196oC (criopreservação) foram efetuados em diferentes cenários clínicos.


Esse ressurgimento na indicação do transplante ovariano ocorre devido à melhoria da taxa de sobrevivência a longo prazo em pessoas jovens, portadoras de doenças malignas, devido ao uso de tratamentos agressivos para câncer incluindo quimioterapia e radioterapia. Como resultado, um grande número de pacientes jovens têm sido curadas das suas neoplasias mas deixadas com várias seqüelas destas terapias, inclusive a esterilidade.

No entanto, em situações onde se faz necessário a quimioterapia e radioterapia, a remoção ovariana antes desses tratamentos, sua criopreservação e posterior transplante na própria paciente poderão minimizar o dano ao tecido ovariano, e dessa forma reduzir a incidência de falência ovariana.

O transplante ovariano de tecido criopreservado demonstrou que este tecido é efetivamente tolerante ao congelamento e descongelamento. Gosden e colaboradores já em 1994, após criopreservação do tecido ovariano, em ovelhas, o transplantou para a pelve. O padrão hormonal retornou à níveis normais, ocorrendo inclusive gravidez em alguns animais. Um grupo americano informaram que uma paciente que se submeteu a um transplante de tecido ovariano autólogo (para ela mesmo) criopreservado para a pelve resultaram em ovulação e subseqüente menstruação. Esse mesmo grupo relatou um caso de transplante de tecido ovariano autólogo para o antebraço direito numa paciente portadora de carcinoma de colo uterino, com posterior verificação de produção hormonal pelo tecido transplantado.

Em vista disso, o desenvolvimento dessa nova tecnologia é altamente desejável devido à sua alta aplicabilidade em pacientes jovens que são submetidas, com sucesso, à tratamentos agressivos contra as mais diversas neoplasias.

O banco de tecido ovariano pode oferecer esperança para pacientes com tais patologias e que queiram resguardar a sua fertilidade contra quimioterapia e radioterapia destrutivas.

Da mesma forma, mulheres já adultas poderiam optar em guardar vários oócitos, através do congelamento de parte do tecido ovariano antes que esse perca a sua função, usufruindo também dessa tecnologia, possibilitando assim uma gravidez futura mesmo estando já menopausada.

 

Fonte:

 

Alessandro Schuffner -

 

alessandro@clinicaconceber.com.br

 

 

Colaborador do site: www.drashirleydecampos.com.br

 

 

Research Fellowship no Jones Institute for Reproductive Medicine, Norfolk, EUA.
Integrante da Comissão de Endocrinologia Reprodutiva da Soc. Brasileira de Reprodução Humana - SBRH   
Integrante do Comitê de Reproduçao Humana da Soc. Ginecologia e Obstetrícia do Paraná - SOGIPA
Conceber - Centro de Medicina Reprodutiva

www.clinicaconceber.com.br
Av. República Argentina, 210/17º andar
Curitiba - PR
41 3039-5556

 

 

 

 

 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos