Curiosidades da Dra Shirley - O papel do estado na metrologia
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Curiosidades da Dra Shirley

O papel do estado na metrologia

24/10/2008
METROLOGIA

 

Ao comprar um produto ou um serviço o cidadão espera receber a devida proteção e garantia, por parte do Estado ou de organismos que agem por delegação do Estado, ou ainda, por organismos privados (supervisionados ou não por outros de maior abrangência), que assumem o papel de fiador, dentro de certos limites, da qualidade do produto ou serviço adquirido, poupando o consumidor de um estudo, de uma pesquisa e uma investigação que jamais poderia executar individualmente, para verificar se o produto tem, de fato, as características apregoadas.

A metrologia básica, por exigir investimentos elevados, com pouco retorno financeiro direto, certamente necessita um fomento substancial por parte do Estado. Essa responsabilidade não pode ser abandonada ou deixada para a iniciativa privada, pois deixaria a descoberto áreas essenciais que, se não forem desenvolvidas, poderão comprometer todo o sistema e sua credibilidade. Existem ainda setores que, pelo seu papel estratégico e por envolverem meio ambiente, a segurança e a saúde da população, devem ser assumidos e/ou subsidiados e supervisionados pelo Estado, enquanto perdurarem estes condicionantes.

A conquista do desenvolvimento e das novas tecnologias depende de uma preparação e adaptação que não pode ser improvisada, deve ser planejada e envolve investimentos em recursos materiais e humanos significativos. Além disto, a extensa parcela da população do País que está alienada de todos estes desenvolvimentos deve ser incorporada à sua parte desenvolvida. A metrologia, como elemento formador de cultura, da cidadania e da defesa dos direitos do consumidor e do cidadão, deve ser explorada como um instrumento para esta incorporação.

O IPT, como ferramenta operacional da política pública do Estado na área da metrologia, tem de estar devidamente aparelhado em termos de equipamentos e treinamento de pessoal, para que não se frustre a responsabilidade desse mesmo Estado e a expectativa do cidadão.

METROLOGIA E DESENVOLVIMENTO

A metrologia vem desempenhando um papel central e básico para o desenvolvimento dos países que participam do movimento da globalização das economias. Esse papel, no Brasil, só poderá ser assumido de forma efetiva, eficiente, confiável e economicamente viável se as organizações que participam do Sistema Metrológico Nacional se adaptarem às novas exigências, tanto no que concerne ao desenvolvimento de novos instrumentos, métodos e procedimentos para efetuar as medições, como nos instrumentos de gestão necessários à coordenação das várias atividades envolvidas no processo metrológico, dando-lhes a rastreabilidade e a confiabilidade necessárias para servir de lastro à credibilidade dos resultados das medições, exigida pelos usuários/consumidores desses resultados.

ATIVIDADES DO IPT EM METROLOGIA E CERTIFICAÇÃO

Por ocasião da edição do II Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PBDCT) em 1974, "as atividades de metrologia, normalização e certificação de qualidade são eleitas como avanços indispensáveis à racionalização do setor industrial brasileiro".

Muitos anos antes desse reconhecimento, o IPT tinha bem clara a importância de tais atividades para o setor produtivo. Em 1905, com a publicação do "Manual de Resistência dos Materiais" pelo Gabinete de Resistência dos Materiais, ficou patente a preocupação em avaliar a qualidade dos materiais usados na construção civil, por meio de métodos e parâmetros padronizados. Em 1931, o IPT publicou "Deficiências na Recepção dos Materiais nas Repartições Técnicas: Necessidades de Especificações" e, em 1933, o "Método de Ensaio para Cimento", de Ary Torres e Rômulo Romano. Em 1934 é atribuída ao IPT a função de laboratório estadual de metrologia.

A Seção de Metrologia do IPT importou, ainda em 1934, os primeiros padrões do metro e do quilograma do país, certificados e intercomparados ao padrão internacional mantido pelo “Bureau Internacional des Poids et Mesures – BIPM”, sediado em Sèvres, na vizinhança de Paris. Em 1940, por ocasião de 3ª Reunião dos Laboratórios Nacionais de Ensaios, promovida pelo IPT, foi criada a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), sendo a primeira norma estabelecida com base na especificação E1 do IPT, para recebimento de cimento portland comum.

Em 1943, o IPT determinou experimentalmente a aceleração da gravidade com exatidão estimada em ± 0,004 cm/seg2, com o auxílio de um pêndulo reversível de Invar projetado e executado pela Seção de Metrologia do Instituto.

Adicionalmente às atividades de pesquisas, o Instituto prestou serviços rotineiros de verificação, atendendo a indústrias e órgãos públicos. Por outro lado, respondendo à necessidade de disseminação dos conhecimentos, o Instituto organizou em 1945 o primeiro curso de Metrologia oferecido no Estado de São Paulo.

Com a criação, em 1973, do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro), que congrega como fórum normativo o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) e como órgão executivo o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), este passou a ser o organismo credenciador brasileiro.

Em 1982, o Laboratório do Centro de Desenvolvimento Ferroviário, hoje Laboratório de Veículos e Componentes da Divisão de Tecnologia de Transporte, tornou-se o primeiro laboratório de ensaio credenciado pelo Inmetro. Posteriormente outros laboratórios foram credenciados junto às redes brasileiras de laboratórios de ensaios e de calibrações.

O Instituto atua também nos programas interlaboratoriais, no contexto dos quais os laboratórios comparam periodicamente seus resultados quanto à exatidão do processo de medição, obtidos em processos metrológicos, com os resultados de outros laboratórios que atuam no mesmo setor. Esta comparação permite identificar se os desvios cometidos são devidos a erros aleatórios ou sistemáticos e tomar ações corretivas necessárias, assegurando assim maior confiabilidade metrológica aos processos de medição, fundamental para conferir méritos aos resultados de pesquisas científicas e de desenvolvimentos tecnológicos

Entre 1970 e 1974, vigorou o convênio de intercâmbio de novas tecnologias com o National Institute of Standards Technology (NIST), então chamado National Bureau of Standards (NBS), o que permitiu a diversos laboratórios do IPT desenvolver e coordenar programas interlaboratoriais em suas áreas de atuação. Entre 1976 e 1996, foram desenvolvidos 13 programas, com 121 ensaios, dos quais participaram mais de 200 laboratórios de empresas públicas e privadas. Esses programas foram recentemente oferecidos a outros países do Mercosul.

O IPT, fiel ao seu papel histórico de pioneirismo, fez parte da criação do Sistema Brasileiro de Certificação e seus técnicos têm participado do Comitê Nacional de Credenciamento de Laboratórios e do Comitê Brasileiro de Metrologia. Em 1998, o IPT assumiu a coordenação do Subcomitê de Metrologia em Química, com papel de destaque no estabelecimento de procedimentos e critérios para garantia da qualidade e confiabilidade dos resultados das análises químicas, indispensáveis ao bom desempenho das indústrias do setor e das pesquisas básicas em química. Atua também na produção de Materiais de Referência, na coordenação de programas interlaboratoriais e nas ações de treinamento e qualificação do pessoal.

MISSÕES DA METROLOGIA DO IPT

O IPT encara como suas missões fundamentais na área metrológica os seguintes conceitos:

Servir como base confiável e rastreável às medições dos experimentos científicos e tecnológicos

Buscar o reconhecimento nacional e internacional dos certificados metrológicos

Promover o aumento da produtividade e da competitividade dos diversos setores produtivos

Proteger a saúde e a segurança do consumidor e preservar o meio ambiente

 

Fonte:

 

http://www.ipt.br/institucional/organizacao/metrologia/

 

 

 


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