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Câncer/Oncologia/Tumor

Nanotubos no sistema sangüíneo : tratamento do câncer in vivo !

25/10/2008
NOVIDADES

Uma equipe de pesquisadores do grupo de Hongjie Daí, da Universidade de Stanford (Califórnia, EUA) utilizou nanotubos de carbono de parede única (SWNTs) para encaminhar medicamentos contra o câncer através do sistema sangüíneo. Os excelentes resultados obtidos com ratos são promissores para essa técnica se for provada a não toxicidade dos nanotubos para as células humanas.

A busca do Graal na terapia do câncer é administrar fortes doses de moléculas terapêuticas sobre os sítios tumorais para uma eficácia máxima, reduzindo os efeitos secundários. Infelizmente, pelo fato dos medicamentos serem rapidamente eliminados da rede sangüínea, fortes doses são necessárias para atingir os tumores. Assim, as células sadias são expostas a uma maior quantidade de medicamentos, o que engendra efeitos secundários nefastos.

Dai e seus colegas utilizaram o Paclitaxel (PTX), uma molécula medicamentosa com amplo uso em quimioterapia. Os pesquisadores recobriram os SWNTs com polietileno glicol (PEG), uma molécula que tem três ramos em uma extremidade, permitindo ligar três PTX por PEG. Um estudo precedente mostrou que os nanotubos recobertos com PEG, injetados em ratos, podem circular no sistema sangüíneo durante dez horas, o que lhe dá tempo suficiente para atingir o tumor e entregar os PTX, sem que sejam injetadas doses muito grandes, e são eliminados, em seguida, nos excrementos.





Molécula do Paclitaxel.

Créditos: Wikipédia


Todos os vasos sangüíneos são relativamente porosos, mas os poros são mais estreitos nos vasos sangüíneos que nos vasos do tumor. Jogando com o tamanho dos nanotubos (eles têm em média 100 nm de comprimento), os pesquisadores foram, portanto, capazes de fazer com que os medicamentos não escapassem para as células sadias (sendo os nanotubos bastante grandes), mas passassem através dos poros dos vasos do tumor para atingir as células tumorais. Isso permite conseguir uma eficácia importantíssima, porque as células sadias não absorvem os medicamentos, que vão mais especificamente, em maior quantidade, atingir as células doentes: a quantidade de medicamento a ser injetada é, portanto, menor, e os efeitos secundários são reduzidos.

Os pesquisadores testaram os SWNT-PTX em ratos nos quais injetaram células de câncer do seio. Aplicaram uma injeção a cada seis dias quando os tumores tinham atingido um tamanho específico. Administraram a um outro grupo de ratos doses similares de diferentes formas de PTX, cuja forma comercializada é o Taxol, mantendo um outro grupo de ratos não tratados. Após um período de 22 dias, observaram que os tumores tratados pelos SWNT-PTX tinham tamanho duas vezes menos importante que os tumores tratados pelo 2o tratamento mais eficaz: o Taxol, e quase 3 vezes menos importante que os tumores não tratados. Os tumores tratados com os SWNT-PTX tinham uma porcentagem de células mortas mais importante e uma porcentagem de células proliferativas mais fraca. Os pesquisadores acreditam que a assimilação de medicamentos que obtiveram graças a sua técnica é 10 vezes maior que com o Taxol.

No momento, Dai classifica isso como "focalização passiva", que utiliza a permeabilidade da parede dos vasos sangüíneos. Uma focalização mais ativa seria ligar peptídeos ou anticorpos ao SWNT, que atingiriam especificamente o tumor, aumentando ainda mais a eficácia do tratamento.

Os nanotubos de carbono oferecem uma alternativa bastante interessante para a administração de medicamentos, entretanto, é necessário provar sua não-toxicidade, antes de fazer qualquer utilização clínica. Os pesquisadores se mostram otimistas quanto ao futuro dessa técnica.

Science Daily, consultado em 21 de setembro de 2008 (Tradução - MIA).


Nota do Scientific Editor: o trabalho que deu origem a esta notícia, intitulado: "Drug Delivery with carbon nanotubes for in vivo cancer treatment", de autoria Z. Liu, K. Chen, C. Davis, S., Q. Cao, X. Chen e H. Dai, foi publicado na revista Cancer Research, volume 68, págs. 6652-6660 (2008).

http://www.lqes.iqm.unicamp.br/canal_cientifico/lqes_news/lqes_news_cit/lqes_news_2008/lqes_news_novidades_1214.html

 

 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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