Dermatologia/Pele - Herpes
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Dermatologia/Pele

Herpes

25/06/2003



Dermatologia
Herpes: a gripe da pele


Ele ganhou o estranho apelido de gripe da pele pela facilidade com que ataca suas vítimas. Nosso vilão? O herpes simples, que atinge o lábio e os órgãos genitais. Causada por um vírus que fica incubado nas terminações nervosas, esta doença se manifesta quando as defesas de nosso organismo se vêem enfraquecidas.

Infelizmente, ela não tem cura: após a cicatrização de suas lesões, o vírus responsável por sua evolução continua escondido no corpo, sendo capaz de reaparecer periodicamente, sem aviso prévio.

Contudo, suas incômodas visitas podem ser controladas quando tratamos corretamente as lesões. Para tirar as principais dúvidas sobre o assunto, acompanhe as orientações da dermatologista Shirley Borelli, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME).

O herpes simples atinge boa parte da população

Certo

Todos nós, em algum momento de nossa vida, já entramos em contato com o vírus do herpes simples, que pode ser transmitido através de relações sexuais, saliva do beijo, outras secreções ou até pelas mãos de quem o possui. A boa notícia é que a maioria das pessoas portadoras do vírus não chega a desenvolver as lesões características da doença.

Por sinal, a propagação é rápida. A pele onde irá aparecer a lesão passa a ficar mais sensível e a coçar. Tem início um pequeno inchaço, que se transforma em bolhas, com freqüência bastante dolorosas. Quando elas se rompem, se agrupam e surgem feridas com secreções. Nesta fase, o vírus pode ser facilmente transmitido.

Os sintomas costumam ser mais graves nas primeiras infecções, onde o processo de cicatrização pode exigir até quatro semanas. No entanto, mesmo em tais casos, após alguns dias as feridas também começam a secar. Formam-se cascas e, finalmente, ocorre a recuperação.

O herpes zoster, a manifestação mais grave da doença, não tem cura

Errado

Ao contrário do tipo simples, o herpes zoster só ataca uma vez e consegue imunizar a pessoa. Costuma provocar uma dor desesperadora porque o vírus destrói o nervo onde está alojado. Como este demora muito para se regenerar, após o desenvolvimento do distúrbio, a dor pode permanecer por meses ou até anos.

Geralmente, ataca os nervos que ficam entre as costelas e o nervo trigênio do rosto, ou seja, o quinto par de nervos craniais que supre a pele da face, a língua e os dentes.

O beijo é um importante transmissor do herpes labial

Certo

Se a pessoa que contraiu o vírus beija outra durante o período das lesões, o contágio torna-se possível. Crianças freqüentemente adquirem herpes quando são beijadas pelos próprios pais ou por outros adultos que fazem parte de seu grupo social.

Para impedir a transmissão da doença, alguns cuidados tornam-se fundamentais. Ao identificar feridas labiais, lave sempre as mãos após tocá-las. Se você se esquecer deste cuidado e for apalpar os olhos, corre o risco de abrir caminho para inflamações graves, que podem até evoluir para um diagnóstico de cegueira.

Fonte: Artigos, Salutia

 


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