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Nutrologia/Alimentos/Nutrição

Fortificação de farinhas com ferro – prós e contras

17/02/2009

Graciela Cristina dos Santos – Farmacêutica Bioquímica com Habilitação em Alimentos, Mestre em Ciência de Alimentos e Doutoranda em Ciências Nutricionais pela FCFAR/UNESP – Membro da Associação Brasileira de Nutrigenômica..

Fortificação de farinhas com ferro – prós e contras

Um estudo realizado na Universidade de Brasília (UnB) alerta que a obrigatoriedade da adição de ferro em farinhas de trigo e de milho, que vigora no País desde 2002, está resolvendo um problema e pode estar criando outro. Isto acontece porque, ao mesmo tempo em que ajuda a evitar à anemia ferropriva, a medida pode atuar como fator para o aumento de doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes e câncer. O ferro é um nutriente essencial na dieta alimentar, pois está envolvido na síntese das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as partes do corpo.

Neste estudo foram analisadas a dieta e a quantidade de ferro no sangue de 134 moradores do Distrito Federal, entre 18 e 86 anos de idade, e ficou constatada a relação entre danos provocados a moléculas do organismo e a ingestão de dietas com maior quantidade de ferro. As pessoas que apresentaram maior quantidade de ferro no organismo apresentaram danos em lipídeos e proteínas corporais.

Esse prejuízo às moléculas acontece porque o ferro atua nas reações químicas de formação dos radicais livres. Por isso, quanto maior a presença de ferro, mais substância o organismo tem para catalisar esse processo. Por conseqüência, há um aumento também dos radicais livres. Como é difícil mensurar os radicais livres no organismo, a solução acaba sendo avaliar seus estragos em lipídios, proteínas e DNA, seus principais alvos. O problema é que estudos têm mostrado uma relação entre o aumento de radicais livres e a maioria das doenças crônicas. Também já foi comprovado que os lipídios danificados podem resultar em doenças cardiovasculares, pois eles se ligam à parede dos vasos sangüíneos e geram inflamações que favorecem a formação de placas nesses locais.

O desconhecimento dos problemas causados pelo ferro resulta em atitudes de boa intenção, mas com resultados que devem ser discutidos e mais estudados.

Bibliografia consultada:
Mendes, J. F. R. ; Arruda, S.F. ; Siqueira, E.M.A. . Biomarcadores do estado nutricional de ferro e estresse oxidativo em adultos no Distrito Federal. In: 9º Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, 2007, São Paulo. Nutrire - Revista da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, 2007. v. 32. p. 238-238.

Fonte:

http://www.abran.org.br/

 

 


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