Diabete/Diabetes - Diabetes insipidus
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Diabete/Diabetes

Diabetes insipidus

25/06/2003

 

Diabete insípido (diabetes insipidus) é uma condição incomum na qual a urina não é concentrada, e sim diluída ou semelhante a água. A concentração urinária que ocorre em pessoas normais é devida à secreção do hormônio antidiurético (ADH) pela porção posterior da glândula hipofisária e pela ação deste hormônio nos rins, onde ocorre a concentração urinária. Nos demais aspectos, a urina é normal.

Há dois tipos distintos de diabete insípido: o central, onde ocorre uma deficiência da glândula hipofisária em liberar o ADH, e que pode ser primário ou secundário. É primário quando não há uma lesão identificável na hipófise, podendo ser genético ou esporádico (idiopático); é secundário, quando há danos na hipófise ou no hipotálamo, como cirurgias, infecções ou traumas. O outro tipo de diabete insípido é o nefrogênico, onde a hipófise produz adequadamente o ADH, mas os rins não respondem em função de um defeito nos túbulos renais que interferem na reabsorção da água. Esta forma pode ser genética ou adquirida, ocorrendo em doenças como amiloidose, mieloma, síndrome de Sjogren, anemia falciforme e hipercalcemia crônica. Também pode ocorrer como um efeito do uso de medicamentos como glicocorticóides ou efeito colateral agudo do uso de diuréticos.

Os sintomas clínicos das duas formas são semelhantes e incluem: sede intensa, especialmente por água gelada, ingesta de grande quantidade de líquidos, aumento da freqüência urinária, suscetibilidade à desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos.

A avaliação do diabete insípido inclui uma coleta de urina de 24 horas para determinação do volume, concentração de glicose e creatinina, e também do sangue, para dosagem de glicose, uréia, cálcio, potássio e sódio. Os achados mais comuns são o aumento do volume urinário (até 20 litros por dia) e hipernatremia (aumento dos níveis de sódio). A diferenciação entre diabete insípido central e nefrogênico pode ser feita por um teste de estímulo com a vasopressina. A diferenciação com o diabete melito é feito pela medida da glicose urinária.

O diabete insípido central que aparece após cirurgias da região hipofisária geralmente é transitório e remite após dias ou semanas. Nos casos crônicos, a doença é mais uma inconveniência do que uma condição médica grave, e o tratamento permite o sono e atividades normais. Em casos não tratados podem ocorrer desidratação severa, hipernatremia e intoxição pela água.

O tratamento do diabete insípido central é com desmopressina, que pode ser usada por via intranasal, subcutânea, intramuscular e endovenosa. Ambos os tipos de diabete insípido respondem parcialmente à hidroclorotiazida (diurético).

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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