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Teen/Hebeatria/Adolescência/Jovem

Dismenorréia em adolescentes escolares

21/03/2009
Adolescencia Latinoamericana
ISSN 1414-7130 versión impresa

 


Adolesc. Latinoam. v.3 n.1 Porto Alegre ago. 2002

 

Dismenorréia em adolescentes escolares

Ellen Schmidt , MD e Liliane Diefenthaeler Herter, PHD

Resumo
Objetivo: analisar a prevalência de dismenorréia, suas características e fatores associados em uma escola particular.
Material e métodos: foi realizado um estudo transversal através da aplicação de um questionário sobre dismenorréia num grupo de adolescentes entre 12 a 19 anos de idade em uma escola privada de São Leopoldo/Brasil.
Resultados: a prevalência da dismenorréia em nossa amostra foi de 69,6%. Houve associação de dismenorréia com o aumento da idade cronológica (p=0,002) e da idade ginecológica (p< 0,0001), com a presença de síndrome pré-menstrual (p=0,004; RR=2,03) e com história familiar (p=0,031, RR=1,6). O uso de anticoncepcional oral foi um fator protetor (p=0,01; RR=0,2)
Conclusão: a dismenorréia foi bastante prevalente em nossa amostra (69,9%) e foi influenciada pelo aumento da idade cronológica e ginecológica. Além disso, esteve associada à presença de síndrome pré-menstrual e à história familiar de dismenorréia. O anticoncepcional oral foi um fator protetor para a dismenorréia.

Unitermos
: Adolesc Latinoam 2002; 3 (1): Dismenorréia, menstruação, dor pélvica, adolescência.

 

Sumario
Objetivo
: fué analisada la prevalencia de dismenorrea, sus caracteristicas y los factores asociados en una escuela privada..
Material y Métodos: fué realizado un estudio transversal por intermedio de un cuestionário sobre dismenorrea en un grupo de adolescentes com edad entre 12 y 19 años, en una escuela privada de São Leopoldo/Brasil
Resultados: la prevalencia de dismenorrea en la muestra estudiada fué de 69.6%. Hubo asociación con el aumento de la edad cronologica (p=0.002) y la edad ginecologica, con la presencia de síndrome premenstrual (p=0.004; RR=2.03) y con historia familiar (p=0.031; RR=1.579). La utilización de contraceptivo oral represento un factor protector (p=0.01; RR=0.2)
Conclusión: la dismenorrea fué definidamente prevalente en la muestra estudiada (69.9%) y fué influenciada por el aumento de la edad cronologica y ginecologica. Además, estubo asociada com la presencia de síndrome premestrual y la historia familiar de dismenorrea. El contraceptivo oral represento un factor protector para la dismenorrea.
Palabras clave: Adolesc Latinoam 2002; 3 (1) - Dismenorrea; menstruación; dolor pelvica; adolescencia.

 

Introdução

O termo dismenorréia é derivado do grego e significa fluxo menstrual difícil (Motta, 2000). Acredita-se que cerca de 50% a 90% das mulheres apresentem cólica uterina em algum momento de suas vidas, sendo que 10% das pacientes tornam-se incapazes de desenvolver suas atividades habituais em decorrência da dor (Motta, 2000).

A dismenorréia é uma síndrome caracterizada por um ou mais sintomas que se manifestam no período pré ou intra-menstrual. Essa cólica menstrual habitualmente inicia no abdômen inferior e, ocasionalmente, é descrita como dolorimento ou peso no hipogástrio, podendo irradiar-se para a região lombar e face interna das coxas (Freitas et al., 1997). A dor geralmente é mais intensa no primeiro dia da menstruação e, em mais de 50% dos casos, é acompanhada por outros sintomas como náuseas, vômitos, palidez, cefaléia, diarréia, vertigem e desmaio (Fonseca, 2000).

A dismenorréia pode ser classificada quanto à sua intensidade e à sua etiologia (Bastos, 1988). Quanto à sua intensidade, existem formas leves, moderadas e graves. As duas últimas podem até mesmo, interferir no bem estar das pacientes, chegando a ser uma das mais importantes causas de ausência no trabalho e na escola (Motta, 2000). Quanto à sua etiologia, a dismenorréia pode ser classificada como primária ou funcional, e em secundária ou orgânica.

A dismenorréia primária se caracteriza por não apresentar causa orgânica que a justifique (Poli & Silveira, 1994) e é o tipo mais comumente diagnosticado entre as adolescentes (Strasburger, 1989). Segundo este mesmo autor, a dismenorréia funcional coincide com o início dos ciclos ovulatórios e regulares, o que costuma ocorrer com maior freqüência cerca de dois anos após a menarca (primeira menstruação). A maioria das adolescentes apresenta uma menarca indolor, iniciando com algum desconforto meses ou anos após a primeira menstruação. A partir dos primeiros episódios de cólicas, a freqüência eleva-se continuamente, alcançando um pico máximo por volta de 20 anos de idade e diminui a partir desta faixa etária (Nathan, 1983). De modo geral, a dismenorréia primária costuma iniciar juntamente ao fluxo menstrual, ou imediatamente a este (Sanfilippo & Schroeder, 1999) e apresentar duração de poucas horas a alguns dias (Strasburger, 1989).

A dismenorréia secundária compreende 5% das dismenorréias (Poli & Silveira, 1994) onde há uma causa orgânica que explique sua origem. Nestes casos, a dor pode se apresentar de modo atípico imediatamente a partir da menarca ou numa idade mais avançada (Nathan, 1983). A dor associada à dismenorréia secundária depende da causa básica. Dentre as causas de dismenorréia secundária com origem ginecológica, as mais comuns são: inflamações pélvicas, varizes pélvicas, tumores pélvicos, adenomiose, endometriose, pólipos, miomas, uso de DIU, cistos ovarianos, estenose cervical, malformações congênitas do trato urinário (Bastos, 1991).

Quanto à fisiopatologia, o fator mais importante parece ser a elevação dos níveis de prostaglandinas, o que favorece a exacerbação de contrações uterinas (Ylikorkalo, 1979). Essa contração exagerada promove a redução do fluxo vascular uterino, causando hipóxia e isquemia, aumentando ainda mais o quadro doloroso (Bortoleto, 1995). Além disso, a ação das prostaglandinas estimula contrações na musculatura lisa do estômago, intestino e vasos sangüíneos, resultando daí os sintomas associados como náuseas, vômitos, diarréia, irritabilidade e cefaléia (Rehme, 1996).

Alguns autores afirmam existir associação entre dismenorréia e uma quantidade menor de prática esportiva, assim como com ciclos menstruais regulares e com fluxo menstrual mais prolongado (Strasburger, 1989). Desajustes psicossomáticos, como rejeição da feminilidade e uma visão negativa da menstruação, também já foram propostos para tentar explicar a origem do quadro (Rehme, 1996).

Uma abordagem terapêutica adequada deve considerar, segundo Bastos (1998), o manejo durante a crise e, também, nos intervalos das crises. O manejo das crises possui uma conotação paliativa e de emergência na qual recomenda-se repouso, analgesia, antiespasmódicos, calor local e até ansiolíticos em casos selecionados. O tratamento fora das crises visa a cura da paciente, sendo profilático na dismenorréia primária através do uso de antiinflamatórios e de anticoncepcionais orais (ACO), e terapêutico nos casos orgânicos, sendo direcionado à patologia de base. Os anti-inflamatórios não esteróides (AINES) constituem a primeira escolha na terapêutica da dismenorréia primária e seu mecanismo de ação envolve a redução da síntese de prostaglandinas, bem como uma ação analgésica central (Bortoleto, 1995). A eficácia do tratamento com AINES costuma ser superior a 80% (Motta, 2000). Os contraceptivos hormonais orais diminuem a dismenorréia por sua ação anovulatória, bem como promovendo hipoplasia endometrial, diminuindo o fluxo menstrual e reduzindo as prostaglandinas (Rehme, 1996). A eficácia dos anticoncepcionais orais situa-se em torno de 90%. Algumas das vantagens dos AINES sobre anticoncepcionais orais são a sua administração de apenas alguns dias durante o mês e sua ação, também, nos demais sintomas associados à dismenorréia, como as náuseas, diarréia, palidez e cefaléia (Sanfilippo & Schroeder, 1999).

Material e Métodos

O estudo foi realizado na escola particular Centro Educacional Concórdia de São Leopoldo da 8ª série do 1º grau até a 3ª série do 2º grau de modo transversal. Das 110 alunas, 100 preencheram anonimamente um questionário sobre dismenorréia. As meninas tinham entre 12 e 19 anos (14,84 ± 1,89 anos). Foram selecionadas as 92 adolescentes que já menstruavam.

O ciclo menstrual dos últimos seis meses foi classificado como regular, quando os ciclos adiantaram ou atrasaram até sete dias em mais da metade das vezes e como irregular, quando os ciclos adiantaram ou atrasaram mais de sete dias em mais da metade das vezes.

A dismenorréia foi definida como dor ou desconforto durante a menstruação nos últimos seis meses. O fluxo menstrual foi analisado através da quantidade de absorventes usados durante o dia e do número total de dias. O fluxo foi considerado como aumentado quando houve uso de oito ou mais absorventes diários na maioria dos dias e/ou quando a duração da menstruação foi igual ou maior a oito dias. A influência do esporte sobre a dismenorréia foi analisada comparando-se as adolescentes que praticavam esporte apenas no colégio com aquelas que praticavam esporte no colégio e fora também. A síndrome pré-menstrual (SPM) foi definida como a presença de sintomas que se repetiam no período pré-menstrual nos últimos seis meses. Foi pesquisada a associação de dismenorréia e sintomas de SPM. Foram estudados, ainda, aspectos como o uso de anticoncepcional oral (ACO), tabagismo, aspectos psicológicos e história familiar de dismenorréia, correlacionando-os à presença ou ausência de cólicas menstruais, bem como caracterizando a dismenorréia quanto ao seu início e intensidade. A cor foi classificada em branca, mista e amarela.

A análise estatística utilizou um nível de significância de 0,05. Os resultados foram expressos em média ± desvio-padrão. Os testes utilizados foram o teste exato de Fisher, o teste t e o teste do qui-quadrado.

 

Resultados

Foram selecionadas as 92 adolescentes que já menstruavam. Destas, 91 sabiam a idade da menarca (11,90 ± 1,66 anos). A prevalência da dismenorréia nos últimos seis meses em pelo menos metade dos ciclos foi de 69,6% (n=64).

A idade cronológica das adolescentes com cólicas (15,48 ± 1,68 anos) foi maior do que a idade daquelas sem cólicas (14,21 ± 1,77 anos) (p=0,002). A prevalência da dismenorréia aumentou com a idade cronológica (p=0,002), conforme ilustra a figura 1. Dezessete adolescentes (26,56%) tiveram o início das cólicas junto com a menarca, onze (17,18%) após dois anos ou mais, oito (12,5%) um ano depois, cinco (7,81%) no primeiro semestre após a menarca, quatro (6,25%) no segundo semestre após a menarca, quinze (23,43%) não lembravam e quatro (6,25%) não responderam. A idade ginecológica das adolescentes com cólicas (3,70 ± 1,89 anos) foi maior que a idade das adolescentes sem cólicas (1,86 ± 1,43 anos) (p< 0,0001). A prevalência da dismenorréia também aumentou com a idade ginecológica conforme ilustra a figura 2 (p=0,00003).

 

 

 

 

Quanto à intensidade, doze (18,75%) tiveram cólicas leves, vinte e seis (40,62%) moderadas, dezesseis (25%) fortes, e dez (15,62%) muito fortes. Cinco adolescentes (7,81%) responderam que sempre ou quase sempre eram impedidas de realizarem suas atividades habituais em decorrência da dor. Em relação aos sintomas associados à dismenorréia, a cefaléia foi o mais comum (70,31%) conforme tabela 1.

 

 

Trinta e nove meninas (60,9%) apresentaram ciclos regulares, dezoito (28,1%) irregulares e sete (10,9%) não souberam classificar seus ciclos. A dismenorréia não esteve associada ao padrão menstrual (p=0,11). Apesar disso, as meninas com ciclos menstruais regulares apresentaram 1,3 mais chances de terem cólicas. Não houve associação entre a cor das adolescentes e a dismenorréia (p=0,499). Nenhuma relação foi verificada entre a presença de dismenorréia e o número de dias de sangramento (p=0,78) ou o número de absorventes por dia (p=0,165).

Dentre as 92 adolescentes que já menstruavam, 76 (82,6%) referiram ter apresentado pelo menos um sintoma de SPM nos últimos seis meses. Há evidências da relação entre SPM e a presença de cólicas menstruais (p=0,004). Os dados indicam que mulheres com SPM apresentam mais cólicas menstruais do que aquelas que não têm (RR=2,03). O sintoma de SPM mais freqüente foi a irritabilidade, conforme ilustra a tabela 2.

 

 

Quanto ao fato de menstruar, das 64 adolescentes que apresentaram cólicas nos últimos seis meses, vinte e sete (42,18%) odiavam menstruar, trinta e sete (57,81%) achavam necessário e normal e nenhuma respondeu gostar de menstruar. Não houve relação entre o fato de odiar menstruar e ter mais cólicas (p=0,488). As adolescentes que odiavam menstruar tiveram 1,1 mais chances de apresentarem cólicas. Por outro lado, as que tiveram cólicas apresentaram 1,3 mais chances de odiarem o fato de menstruar.

A prática esportiva não esteve associada à dismenorréia neste estudo (p=0,436). O uso do ACO foi um fator protetor (p=0,01; RR=0,2). As meninas que usavam anticoncepcional oral apresentaram menor probabilidade de apresentarem dismenorréia do que aquelas que não usavam.

Houve relação entre história familiar e dismenorréia (p=0,031; RR=1,6). Das pacientes que tiveram dismenorréia nos últimos seis meses (n=64), quarenta e três (67,1%) tinham história familiar materna de dismenorréia, dezessete (26,56%) tinham história familiar em tias, avós ou primas e quatorze (21,87%) em irmãs. Cabe observar que uma mesma adolescente pode apresentar história familiar positiva em mais de um familiar. O tabagismo foi questionado, mas não foi incluído na análise dos dados por que em nossa amostra, apenas duas pacientes eram tabagistas.

 

Discussão

A dismenorréia é uma síndrome álgica, cuja prevalência em adolescentes encontrada na literatura é de 50% a 90%. Em nosso estudo, a prevalência encontrada foi de 69,6%.

Verificamos uma relação entre o aumento da idade cronológica e o aumento da freqüência das cólicas, já que aos doze anos, 40,0% das adolescentes apresentavam cólica, e aos dezessete anos, 90,9%. O mesmo foi verificado em estudo epidemiológico realizado por Klein e Litt (1981), utilizando 2.699 adolescentes, no qual a prevalência de dismenorréia entre meninas de doze anos foi de 39% e entre as de dezessete anos foi de 72%.

Ao analisarmos a intensidade das cólicas, verificamos que 15,62% (n=10) das adolescentes apresentavam cólicas muito fortes, estando este fato de acordo com o trabalho de Sanfifilippo (1999), o qual cita 12% de casos severos. Além disso, a dor foi incapacitante em 7,81%, enquanto Kein e Litt encontraram 14% (1981).

A literatura descreve a relação entre dismenorréia e regularidade dos ciclos menstruais (Bastos, 1998). Esta relação parece lógica ao considerarmos que a dismenorréia aumenta com a idade, e que, também, com o aumento da idade ginecológica os ciclos tendem a se tornar ovulatórios e regulares. Em nosso estudo, a dismenorréia não esteve associada a ciclos regulares. No entanto, verificamos que a presença de ciclos regulares aumentou em 1,3 as chances de ter cólicas menstruais. O tamanho da amostra pode ter influenciado nestes resultados.

Não foi possível estabelecer uma relação entre a cor e a presença de dismenorréia, até mesmo porque em nossa amostra não havia nenhuma paciente negra. Klein e Litt verificaram que apesar de as meninas negras não apresentarem incidência maior de cólica, elas faltavam mais à escola que as adolescentes brancas, devido à dor, mesmo quando a situação sócio-econômica era levada em consideração. Nós não encontramos nenhuma paciente preta e também não avaliamos o nível sócio-econômico.

Embora esperássemos encontrar associação entre dismenorréia e fluxo menstrual mais intenso, devido ao aumento de prostaglandinas, tal associação não foi verificada em nosso estudo. A associação entre cólicas e fluxo menstrual foi analisada e comprovada em estudo realizado por Teperi e Rimpela (1988) quando estudaram 3370 meninas.

Nítida associação foi demonstrada entre síndrome pré-menstrual e dismenorréia. Fisher e colaboradores (1989), ao avaliarem 207 meninas, verificaram que as adolescentes com sintoma de SPM mais pronunciados eram, também, as que tinham severa dismenorréia. Todavia, não houve como identificar em nosso estudo causa e conseqüência, apenas podemos afirmar que são situações associadas, pois ambas decorrem de flutuações hormonais.

No passado, os fatores psicológicos eram considerados importantes na etiologia da dismenorréia. Julgava-se que as cólicas menstruais estivessem relacionadas à rejeição do papel feminino. Outros estudos não têm encontrado significativas relações entre fatores psicológicos e dismenorréia (Strasburger, 1989). Em nossa pesquisa, o fato de ter uma visão negativa da menstruação não esteve associado às cólicas.

Há descrições de que atividades esportivas possam apresentar redução da intensidade da dismenorréia. Em trabalho realizado com 764 adolescentes por Izzo e Labriola (1991) foi verificado que a dismenorréia se mostrou menos intensa naquelas adolescentes com maior prática esportiva. Em nossa pesquisa,no entanto, este fator não foi relevante.

Os anticoncepcionais hormonais orais (ACO) são comumente usados no controle da dismenorréia por proporcionarem menor desenvolvimento endometrial e menor concentração de prostaglandinas no fluxo menstrual e menor contratilidade uterina (Motta, 2000). Num estudo realizado por Davis (2001) os ACO foram considerados ideais no tratamento de dismenorréia em adolescentes. Em nosso trabalho, as adolescentes que faziam uso de ACO tiveram menos chance de apresentar cólicas.

Encontramos importante relação entre dismenorréia e história familiar de dismenorréia, fato que tem sido descrito na literatura (Strasburger, 1989).

Conclusão

A dismenorréia foi muito prevalente (69,9%) neste grupo de adolescentes e foi influenciada pelo aumento da idade cronológica (p=0,002) e da idade ginecológica (p=0,00003). Além disso, esteve associada à presença de SPM (RR=2,0) e à história familiar de dismenorréia (RR=1,6). O uso de ACO diminuiu as chances de apresentar a cólica menstrual.


Abstract
Objective: to analyse the prevalence of dysmenorrhea, its characteristics and associated factors in a private school.
Material and Methods: a transversal study was done using a questionnaire about dysmenorrhea in a group of adolescents between 12 and 19 years old in a private school of São Leopoldo/Brasil.
Results: the prevalence of dysmenorrhea was 69.6%. We observed association between dysmenorrhea and the increase of chronological (p=0.002) and gynecological age (p< 0.0001), with the pre-menstrual syndrome (p=0.004; RR=2.03) and family history (p=0.031, RR=1.6). The use of the oral contraception was a protective factor (p=0.01; RR=0.2)
Conclusion: dysmenorrhea was quite prevalent (69.9%) and was influenced by the increase of chronological and gynecological age. Moreover, it was associated with the pre-menstrual syndrome and family history. The oral contraceptive was a protective factor to dysmenorrhea.

Key Words
: Dysmenorrhea: menstruation, pelvic pain, adolescence.


 

 

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CORRESPONDÊNCIA:
Dra. Liliane D. Herter
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