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Fertilização in vitro/Infertilidade/Reprodução

Efeito da Pentoxifilina Sobre a Motilidade e Concentração In Vitro dos Espermatozóides Humanos

13/04/2009

Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

 

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.20 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 1998

doi: 10.1590/S0100-72031998000100011 

Resumos de Teses

Efeito da Pentoxifilina Sobre a Motilidade e Concentração In Vitro dos Espermatozóides Humanos em Indivíduos Inférteis com Oligoastenozoospermia e Astenozoospermia

Dissertação de Mestrado, apresentada ao Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, em 13/02/98

Autor: Luiz Alberto Manetta
Orientador: Prof. Dr. Rui Alberto Ferriani

Retrospectiva: A motilidade espermática é um dos pré-requisitos para a obtenção da fecundação. A pentoxifilina é uma metilxantina que apresenta efeito inibidor da fosfodiesterase, com aumento nas concentrações de adenosina monofosfato cíclico (AMPc), com provável incremento da motilidade
Objetivos:
Avaliar se a adição de pentoxifilina em amostras seminais de indivíduos com oligoastenozoospermia e astenozoospermia induz elevação no percentual de espermatozóides com motilidade progressiva e na concentração espermática.
Casuística e Metodologia:
Um total de 15 amostras seminais de indivíduos com oligoastenozoospermia e 25 amostras seminais de indivíduos com astenozoospermia foram submetidas a um gradiente descontínuo de Percoll. Ao término do mesmo, uma alíquota sofreu adição de meio GPM (Gamete Preparation Medium) puro e outra a adição de meio GPM com pentoxifilina na concentração de 1mg/ml. Foram avaliados os parâmetros concentração e motilidade progressiva nos tempos zero, trinta, sessenta e cento e vinte minutos, na Câmara de Makler.
Resultados:
Não houve diferença em relação às concentrações de espermatozóides em ambos os grupos estudados (controle e pentoxifilina) para os tempos zero, 30, 60 e 120 minutos, tanto nas amostra com oligoastenozoospermia e astenozoospermia. Em relação ao percentual de espermatozóides com motilidade progressiva, observamos aumento nos tempos 30, 60 e 120 minutos quando comparamos o controle com a pentoxifilina tanto nas amostras com oligoastenozoospermia e astenozoospermia. Com relação aos espermatozóides hiperativados, somente as amostras com astenozoospermia apresenatram aumento significativo quando comparando o controle à pentoxifilina.
Conclusões:
A adição de pentoxifilina melhora o percentual de espermatozóides com motilidade progressiva nos indivíduos com oligoastenozoospermia e astenozoospermia, ao passo que somente as amostras com astenozoospermia apresentam incremento com relação aos espermatozóides hiperativados. Não há alterações das concentrações de espermatozóides após a adição da droga nas amostra seminais de ambos os grupos.

Palavras-Chave: Espermatozóides, Infertilidade Conjugal, Pentoxifilina, Alterações seminais, Motilidade Progressiva.

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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