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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

A hipotermia

16/04/2009

HIPOTERMIA

    DEFINIÇÃO

    Definições variam, mas consideram geralmente como uma diminuição da
    temperatura corporal abaixo de 35°C (95°F).  Pode ser leve (32 a
    35°C), moderada (27 a 32°C), grave (20 a 27°C) ou profunda (< 20°C).

    CAUSAS TÕXICAS

    Álcoois
    Opióides
    Sedativos
    Alfa-bloqueadores
    Agentes hipoglicemiantes
    Nafazolina
    Fenotiazínicos

    CAUSAS NÃO TÓXICAS

    Ambientais
    Lesão de sistema nervoso
    Sepsis

    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

    Sinais e sintomas dependem do grau de hipotermia. Depressão
    progressiva de SNC é observada com a diminuição da temperatura
    corporal. O diagnóstico é feito através da medida de temperatura
    corporal abaixo de 35°C (utilizando termÔmetro para baixas
    temperaturas ou sensor térmico). Letargia geralmente ocorre com
    temperaturas abaixo de 32°C, e ausência de resposta aos estímulos
    verbais em temperaturas abaixo de 27°C. Na hipotermia leve para
    moderada, taquicardia, hiperventilação e tremores são observados. Mas
    com temperaturas abaixo de 27°C, estas respostas termorregulatórias
    são perdidas, os tremores cessam e progressiva bradicardia e
    hipoventilação são observadas. Na hipotermia profunda (abaixo de
    20°C), o paciente pode parecer aparentemente morto. Na hipotermia
    grave, o miocárdio é mais sensível e predisposto à fibrilação.
    Gasometria arterial é de difícil interpretação, mesmo quando corrigida
    pela temperatura. São também observadas anormalidades de ECG (
    depressão da condução miocárdica, ondas de Osborne, alteraçoes de
    segmento ST e onda T), bradicardia, hipotensão e hipovolemia relativa.

    INVESTIGAÇÕES RELEVANTES

    Eletrocardiograma
    Gasometria arterial
    Eletrólitos séricos, creatinina sérica, uréia sérica, glicemia,
    atividade da creatina fosfoquinase (CPK) e provas de função hepática.
    Raio X de tórax
    Investigação toxicológica

    TRATAMENTO

    Tratamento sintomático e de suporte. Fluidos administrados
    endovenosamente podem ser aquecidos até 40 þ 42°C.

    Em casos leves e moderados, aquecimento passivo externo é suficiente
    (uso de cobertores em temperatura ambiente).

    Aquecimento central ativo é geralmente reservado para pacientes com
    hipotermia grave, não responsivos ao aquecimento passivo externo e /
    ou com alterações do ritmo cardíaco (taquicardia ou fibrilação
    ventricular, assistolia). Pode ser atingido através da administração
    de oxigênio aquecido e umidificado; lavagem gástrica com fluidos
    quentes; diálise peritonial com fluidos aquecidos; reaquecimento
    extracorpóreo (hemodiálise, bypass cardiopulmonar ou femural-femural).

    Critérios para morte cerebral não são aplicáveis para pacientes
    hipotérmicos e, se necessário, ressuscitação cardíaca deve ser mantida
    até que o paciente esteja aquecido.
    Tratamento usual para fibrilação ventricular é geralmente ineficaz até
    correção da hipotermia.

    MONITORIZAÇÃO

    Temperatura (usando termÔmetro para baixa temperatura ou sensor
    térmico)
    ECG contínuo.
    Gasomentria arterial
    Eletrólitos séricos, creatinina sérica, uréia sérica, glicemia,
    atividade da creatina fosfoquinase (CPK) e provas de função hepática.
    Repetir análise toxicológica quando indicado.

    Manter monitorização até temperatura maior que 35°C.

    COMPLICAÇÕES TARDIAS

    Hipóxia pode determinar disfunçoes orgânicas tardias.

    AUTOR(ES)/REVISORES

    Autor:         Dr Albert J. Nantel,
                   Directeur, Centre de Toxicologie du Québec
                   Québec
                   Canada

    Revisores:     Cardiff September 1996: M. Burger, J. Deng, L.
                   Fruchtengarten, L Lubomirov, T Meredith, H Persson

    Tradutor:      Dr Ligia Fruchtengarten, Março 99
   

Fonte:

 

http://www.intox.org/databank/documents/treat/treatp/trt20_p.htm

 

 

 


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