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Meio Ambiente/Ecologia

Juçara: preservação é muito importante

28/05/2009

JUÇARA E A PRESERVAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA.

A polpa de juçara, muito similar ao açaí originário da Amazônia, é extraída a partir dos frutos desta palmeira (Euterpe edulis) nativa da Mata Atlântica, ameaçada de extinção devido ao corte predatório e ilegal para produção de palmito.
Através do IPEMA (Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica) desenvolveu-se o Projeto de Educação Agroflorestal, que tem como objetivo geral a promoção de agroflorestas e o manejo sustentável dos recursos naturais para a conservação da Mata Atlântica, gerando renda e fortalecendo as Comunidades Tradicionais existentes no entorno e interior do Parque Estadual de Serra do Mar/ Núcleo Picinguaba - PESM/NPic.(Comunidades participantes:Comunidade Quilombo da Fazenda, Comunidade Quilombo do Cambury, Sertão do Ubatumirim e bairro Corcovado.)
Consorciada a outras culturas, a polpa oferecida pelos frutos do palmiteiro Juçara tem sido um importante passo para a sustentabilidade econômica e ambiental local.
A colheita é realizada sem causar danos à planta e toda a polpa produzida resulta na produção de sementes para plantio e repovoamento da espécie. Entre as sementes produzidas também é feito o trabalho e seleção de plantas matrizes, livres de doenças e que apresentam um melhor padrão de produção.
Faça sua parte! Consuma este alimento que além de ser um produto ecológico, é rico em nutrientes* e flavonóides, especificamente antocianinas, que são antioxidantes e anti-radicais livres, responsáveis por diversos benefícios à saúde, tais como: prolongação da vida das células, retardamento do envelhecimento, melhor circulação sanguínea, aumento das defesas imunológicas, além de possuir a capacidade de adiar perdas de visão e diminuição dos efeitos da doença de Alzheimer (ROGEZ, 2000).**

PLANTE UMA MUDA:
Através do projeto podem ser adquiridas sementes comuns que resultam da produção geral de polpa e ou de matrizes selecionadas. As sementes devem ser plantadas em recipientes contendo terra, areia e matéria orgânica em partes iguais ou em canteiros de areia para posterior transplante da muda. O plantio definitivo da muda ou semente deve ser à sombra em solo orgânico e com umidade constante.

INFORME-SE!
O Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (IPEMA) é uma organização não governamental que através de projetos e cursos consolida e difunde práticas sustentáveis de moradia e agricultura desenvolvidas com base em princípios ecológicos. Agende uma visita. Participe!

Maiores Informações: www.ipemabrasil.org.br ou pelo telefone (12) 3848-2682.


* Para cada 100g de polpa: 57.8 calorias, 0.76g de proteínas, 5.8g de lipídios, 1.44g de fibras alimentares, 0.3g de minerais e 0.4g de açúcares solúveis.
** Para cada 100 g de polpa de juçara (euterpe edulis): 1347 mg de antocianinas e na polpa do açaí (euterpe oleracea): 336 mg por 100 g.

 

•Oficina de Produção de Juçara


Conforme a programação do projeto, realizou-se no dia 22 de junho no Horto/IAC em Ubatuba, a Oficina “Produção de Polpa e Sementes dos Frutos da Palmeira Juçara - Uma alternativa de geração de renda e uso sustentável da Mata Atlântica”. Estiveram presentes agricultores e representantes de diversas comunidades. Foram abordados métodos de coleta dos frutos, manejo e cultivo, produção de polpa e beneficiamento de sementes, além da degustação do produto e apresentação de vídeos técnicos. Nesta oportunidade também foi efetivado o convênio/projeto de parceria com a Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio – APTA/Ubatuba. Aproveitando a oportunidade, foi inaugurada a “Unidade de capacitação e beneficiamento dos frutos de Juçara” na sede desta instituição, implementada com recursos do projeto PDA e do IPEMA. Esta unidade de beneficiamento conta com todos os equipamentos necessários para a produção, embalagem e armazenamento da polpa da juçara, e foi construida de acordo com as normas da vigilância sanitária. A produção de polpa de Juçara é uma iniciativa para garantir às comunidades uma alternativa de geração de renda aliada ao uso sustentável da Mata Atlântica.

•Rede Rio-São Paulo de Sementes Florestais


A Rede Rio-SP de Sementes foi concebida como processo de organização entre instituições que trabalham com a oferta de produtos, serviços e informações relacionadas às sementes e mudas florestais nativas. Esta iniciativa foi possível graças a um edital nacional do Fundo Nacional Meio Ambiente e Programa Nacional de Florestas para o fomento e organização deste setor. A Rede se propõem a gerar metodologias de trabalho e produção de sementes florestais junto a comunidades que vivem no entorno de Unidades de Conservação, através de parcerias público/privadas. A atuação estende-se desde o sul do Estado de São Paulo até a região da Serra dos Órgãos no Rio de Janeiro.
O IPEMA, desde 2005, é parceiro destas instituições, colocando em questão a realidade sócio-ambiental na busca por alternativas sustentáveis de desenvolvimento para a região.

•Visita ao Vale do Ribeira


Foi realizado pelo projeto PDA/IPEMA, em abril deste ano, uma visita de intercâmbio a empreendimentos sócio-ambientais. Foi ao Vale do Ribeira, região sul de São Paulo e norte do Paraná, nos municípios de Sete Barras e Barra do Turvo. Em Sete Barras, foi realizada uma visita as instalações da Kazita Indústria e Comércio, em uma fazenda que realiza há cinco anos o manejo da palmeira Juçara.Os produtos são comercializados com licença do DEPRN. Este empreendimento merece destaque por ser referência em uso sustentável dos recursos e promover a visibilidade do mercado promissor que é o da polpa, do palmito e das sementes da palmeira juçara. Logo depois, a equipe do IPEMA conheceu o trabalho desenvolvido pela Cooperafloresta, uma cooperativa que promove capacitações de agricultores na produção agroflorestal, fortalecimento social e comercialização no mercado de orgânicos, no munícipio de Barra do Turvo-SP. Através do sistemas de certificação participativa a Cooperafloresta está integrada com a rede ECO-VIDA de agroecologia. Nesta visita foi possível observar sistemas agroflorestais em estágios diferenciados, produção de mandioca e feijão nas áreas mais recentes, produção de banana em áreas intermediárias e nas áreas mais antigas e bem sucedidas, produção de palmito. O beneficiamento agroindustrial entre pequenos produtores associados na produção de banana passa e bananada sem açucar para mercados orgânicos foi um destaque que pode ser um ótimo exemplo para futuros trabalhos em Ubatuba.

•Curso Fibras de Bananeira


A utilização da fibra da bananeira é uma tecnologia que promove o uso sustentável e geração de renda em diversos projetos e empreendimentos no Brasil. Em Ubatuba, entre os dias 3 e 7 de abril foi realizado um curso sobre aproveitamento das fibras da bananeira. O evento contou com o apoio do SENAI, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Pólo Produtivo de Ubatuba e foi realizado na Sede da APTA/Ubatuba, no Horto Florestal, sob a orientação da Professora Margarete Torres. Foram trabalhadas as formas de obtenção da fibra a partir do tronco da bananeira, tratamento e secagem do material, confecção de balaios, cestos, esteiras, cintos, chapéus e outros tipos de utensílios e artesanatos. Esta técnica tem um baixo custo, alta resistência e beleza nos produtos finais, representa grande alternativa de trabalho, geração de renda e inclusão social, sendo uma boa forma de utilização dos recursos naturais no desenvolvimento de produtos de qualidade.

•Conferência para o Planejamento da Pesca, Agricultura, Maricultura e Abastecimento


Com o objetivo de identificar as principais ações necessárias ao desenvolvimento sustentável, integrado e compartilhado, a Secretaria Municipal da Agricultura, Pesca e Abastecimento (SMAPA), promoveu nos dias 20, 21, 22 e 27 de março a Conferência Municipal de Planejamento dos Setores de Pesca, Agricultura, Maricultura e Abastecimento. Os resultados e propostas apresentadas podem virar lei e servir para nortear o Plano Diretor Participativo do Município, que deve ser finalizado em outubro de 2006.
A conferência aconteceu no salão paroquial da Igreja São Francisco, e também foram realizadas reuniões técnicas na região norte e sul do município. Participaram das atividades cerca de 400 pessoas, entre agricultores, maricultores, pescadores e pessoas do setor público e privado. Os participantes foram divididos em setores produtivos e os problemas e soluções foram colocados nos grupos temáticos: Zoneamento, Infra-estrutura, Legislação, Capacitação/Organização, Cultura Tradicional, Crédito, Saúde, Resíduos e Saneamento. Iniciativas como esta colocam em pauta o futuro do município e auxiliam na elaboração de um planejamento que ficará valendo pelos próximos quinze anos.

 

Fonte:

 

http://www.ipemabrasil.org.br/

 

 


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