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Pediatria/Criança

Fatores associados à interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo e à introdução tardia da alimentação complementar no centro-oeste brasileiro

10/08/2009

Jornal de Pediatria

 

J. Pediatr. (Rio J.) vol.82 no.6 Porto Alegre Nov./Dec. 2006

doi: 10.1590/S0021-75572006000800009 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fatores associados à interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo e à introdução tardia da alimentação complementar no centro-oeste brasileiro

 

 

Gisela S. BrunkenI; Solanyara M. SilvaII; Giovanny V. A. FrançaIII; Maria M. EscuderIV; Sonia I. VenâncioV

IDoutora. Professora, Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT
IIMestre. Nutricionista, Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso, Cuiabá, MT
IIIBolsista, Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). Estudante de Nutrição, UFMT, Cuiabá, MT
IVMestre, Instituto de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, São Paulo, SP
VDoutora, Instituto de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, São Paulo, SP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Identificar fatores associados à interrupção precoce (antes dos 4 meses) do aleitamento materno exclusivo e à introdução tardia (após os 8 meses) de alimentos complementares.
MÉTODOS: Realizou-se estudo transversal, por meio de inquérito, no primeiro dia da Campanha Nacional de Vacinação de 2004 em Cuiabá (MT). A amostra consistiu de 921 crianças menores de 1 ano, cujos acompanhantes foram entrevistados utilizando questionário semi-estruturado. Aplicou-se técnica de probitos para avaliação da oferta de líquidos e sólidos, e análise de regressão logística para análise de fatores associados à introdução precoce de líquidos ou introdução tardia de sólidos.
RESULTADOS: Observou-se elevado consumo de água e chás, seguido pelo de leite de vaca, nos menores de 120 dias. A chance de estar ofertando líquido no momento do inquérito foi maior para as crianças que receberam tais alimentos no dia da alta da maternidade. A partir dos 8 meses, aproximadamente 60% das crianças estavam recebendo sopa ou comida da família.
CONCLUSÕES: A oferta de líquidos no primeiro dia em casa mostrou-se um bom preditor desse hábito nos primeiros 4 meses, reforçando a necessidade de ações no acompanhamento pré-natal e na maternidade sobre os malefícios dessa prática. Após os 8 meses, no entanto, há que se reforçar a importância da participação da criança na comida da família, especialmente para as mães adultas, com menos do que o 3º grau de escolaridade e primíparas.

Palavras-chave: Desmame, alimentação complementar, inquéritos nutricionais, aleitamento materno, nutrição infantil.

 

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572006000800009&script=sci_arttext&tlng=pt

 

 

 


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