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Arte/Cultura/Diversão/Agenda

II Mostra do Programa de Exposições no Centro Cultural São Paulo

29/10/2009

 

São Paulo, de 29 de agosto a 01 de novembro de 2009

 

 

Centro Cultural São Paulo apresenta a II Mostra do Programa de Exposições, com apresentações individuais dos artistas Bruno Faria, Ilan Waisberg, Júnior Suci, Marina Weffort, Maurício Topal de Moraes, Roberto Bellini e Tiago Judas. Dentre os trabalhos em exibição, desenhos, esculturas, vídeos e instalações.

Sob a coordenação de Paulo Monteiro, a mostra ficará aberta ao público de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h, no Piso Caio Graco, com entrada franca.

Programa de Exposição do CCSP

A mesma diversidade que caracteriza a produção contemporânea também é uma
das marcas do Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo. A cada ano, o projeto realiza exposições individuais de até 21 artistas selecionados por meio de edital, reunidos em três mostras. Trata-se de um esforço no sentido de promover um mapeamento do panorama artístico brasileiro, abrindo espaço a artistas em início de carreira e possibilitando o acesso do público a uma pluralidade de manifestações: da pintura à performance, passando pela fotografia, vídeo, desenho, instalação e propostas que recusam qualquer categorização.

Desde a sua criação, em 1990, o Programa de Exposições passou por importantes reformulações, incluindo a implementação do grupo de jovens críticos, que acompanha os selecionados e escreve sobre suas exposições, e do Prêmio Aquisição, por meio do qual quatro artistas têm suas obras adquiridas para a Coleção de Arte da Cidade.

Prestes a completar 20 anos, o projeto traz outras novidades: o lançamento do Prêmio Residência, que oferece a um dos selecionados a possibilidade de participar de uma atividade de formação no Brasil ou no exterior, e a publicação de um catálogo, reunindo material sobre os 21 artistas participantes. Também vale mencionar a participação dos artistas convidados, nomes de trajetória constituída que desde 2008 vêm desenvolvendo projetos site-specific para o Centro Cultural São Paulo, isto é, trabalhos especialmente concebidos para o contexto da instituição.

Os Artistas
Textos de apresentação

Bruno Faria
Recife/PE - 81 3466.0149 / 9946.4340 / fariasp13@hotmail.com

Miragem é um efeito óptico que produz a ilusão de um recanto paradisíaco em meio a um terreno inóspito e escaldante. Oásis é um lugar que, em um ambiente hostil, nos proporciona prazer. São essas duas situações que inspiram as proposições de Bruno Faria no CCSP. Em Miragem, intervenção sonora situada na rampa de entrada do CCSP, uma torre com três auto-falantes emite informações úteis para banhistas de uma praia. O outro trabalho, Oásis, transforma o jardim da cobertura do prédio em um lugar para se tomar sol e ver o tempo passar, com espreguiçadeiras e guarda sóis. Com estas idéias, Bruno, propõe uma aproximação entre ambientes díspares - praia e a cidade de São Paulo - e cria um espaço de imaginação que será ocupado por todos aqueles que se disporem a investir seu tempo na percepção da obra.

                                                     Por Gabriela Motta

Bruno Faria, participou de individuais em 2008 na Fundação Joaquim Nabuco, em Recife/PE; e Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte/MG. Em coletivas participou de exposições no Centro Cultural Usiminas João Pessoa/PB e Ateliê Aberto Campinas/SP, em 2009; Laboratório de Arte Alameda, Ciudad de México, e 59o Salão de Abril, Fortaleza/CE, em 2008; e da XXXVIII Anual de Artes Plásticas, FAAP/SP, 35º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto - Santo André; SESC Ribeirão Preto/SP e Museu da Casa Brasileira, São Paulo/SP em 2007. Prêmios: 29o Salão de Arte de Belo Horizonte Bolsa Pampulha (2007/08); Prêmio bolsa de estudos, XXXVIII, Anual de Artes Plásticas, FAAP; Prêmio aquisição 35º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto Santo André/SP; 7o Prêmio Sergio Motta de Arte y Tecnologia, artista selecionado (2007).

Ilan Waisberg
Belo Horizonte/MG - 31 3264.2562 / 8463.8039 / ilangamal@hotmail.com

Construídas com chapas e blocos de madeira, tijolos, concreto e outros materiais acompanhados de "tecnologia chinesa", as assemblages de Ilan Waisberg geralmente assemelham-se a maquetes incompletas de lugares indefinidos, como se estivessem em construção. Em alguns casos, o título das obras nos fornece uma indicação genérica e esquemática do local em questão, como no caso de Motel (2008) e Metrô (2008). Ainda assim, cabe ao espectador completar as imagens criadas pelo artista, que muitas vezes são acompanhadas por um som retirado, literalmente, de algum aparelho eletrônico comprado nos camelôs. Existe, aqui, a apropriação de uma sabedoria e de um fazer populares em que o valor de uso dos materiais é desviado para funcionar dentro de uma economia estética própria em que predominam os arranjos precários e cheios de humor.

Por Kiki Mazzucchelli

Ilan Waisberg, nasceu em Belo Horizonte, no dia 17 de julho de 1977. Há mais de sete anos vem desenvolvendo pesquisas em diferentes suportes como desenho, esculturas eletrônicas e vídeo, sempre atento às transformações ereconfigurações do espaço urbano, social e eletrônico cotidiano. "O trabalho do Ilan desvenda o inacabado no acabado. Pega o acabado e traz de volta o que ele tem de inacabado nas suas entranhas. Brinquedos eletrônicos chineses, comprados em camelô, ficam só nas carcaças, criando máquinas de desconstrução, de re-urbanização perversa (ou divertida).", Hermano Vianna.

Júnior Suci
São Paulo/SP - 11 3051.2775 / 8908.3321 / juniorsuci@yahoo.com.br

O trabalho de Junior Suci tem a capacidade de unir delicadeza, simplicidade e potência crítica. Seus desenhos, sempre de pequenas dimensões, reproduzem performances feitas pelo próprio artista solitariamente. Vemos imagens em close-up de partes do corpo realizando ações e/ou gestos, algumas vezes com a interação de objetos. Ao propor a existência de uma perfomenace privada, o artista subverte alguns princípios desse gênero da arte, como a presença do público, bem como relativiza a sua duração. Em uma das séries de desenhos vemos reproduzidas pequenas ações com as mãos, como a de fazer uma figa, imitar um coração ou fazer sexo, acompanhadas das seguintes frases: "Eu posso ter quem eu quiser"; "Eu posso amar quem eu quiser"; "Eu posso foder quem eu quiser". Em outra série, uma lâmpada aparece em diversas partes do corpo, evocando possibilidade de sermos um receptáculo para a aparição da "luz". Com esses poucos exemplos, já é possível entrever muito do que Suci intenciona com sua obra. Trata-se de olhar para estes rituais que incorporamos cotidianamente como sintomas de uma cultura, de um tempo, sintomas que findamos por incorporar e, quiçá, acreditar, sem mais os olharmos com o filtro necessário. Passamos a crer em uma série de superstições, repetimos clichês, e tudo isso possui, na narrativa critica de Suci, um objetivo, a busca cega e neurótica do homem contemporâneo pela "luz" (que pode levar o nome de bem-estar, qualidade de vida, saúde, felicidade). Tal busca é, no universo do artista, traduzida através de um humor levemente corrosivo. Tocar em um ponto central, um dos maiores sintomas do nosso tempo, a colonização de subjetividades guiadas por um ideal de felicidade inalcançável, com tamanha delicadeza e simplicidade é um atributo refinado da obra desse jovem artista. O que solicita uma atenção igualmente delicada e aguda por parte de quem pousa os olhos sobre os seus desenhos. 

 Por Luisa Duarte

Júnior Suci, nasceu em 1985 na cidade de Americana, no interior de SP. Formado em Licenciatura em Artes Plásticas pela Universidade Estadual Paulista, atualmente mora em São Paulo, onde atua como arte-educador e artista com produção em desenho. É graduado em Educação Artística - habilitação em Artes Plásticas pela UNESP (2003/ 2006). Participou das exposições coletivas Galeria Mezanino - SP Arte/SP; Home Sweet Home - Ateliê Caradecasa/SP e Roupa de Domingo, 3ª Edição - B_arco/SP, SESC, Ribeirão Preto/SP; Unicamp, Campinas/SP; V Salão de Artes Unimed em Ponta Grossa/PR; Bienal de Arte do Triângulo, em Uberlândia/MG; 7º Salão de Artes Visuais de Guarulhos/SP; 32º SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto/SP.

Marina Weffort
São Paulo/SP - 11 9259.5970 / marinafw@gmail.com

Os trabalhos de Marina Freire expostos no CCSP fazem parte de uma série de experimentos que investigam problemas como estabilidade, permanência, durabilidade e duração. Freire manipula uma série bastante diversa de materiais -pedras, xícaras, cartões de ponto ou tecidos finos - e os arranja de modo a evidenciar suas propriedades, inclusive quando muito diferentes. Busca a contigüidade, mas não a síntese. Cada parte tem seu lugar, amparada, acolhida, pela outra - sem perder nunca a sua unicidade. Explora uma relação sensual entre as coisas - contraditoriamente segura e frágil, como toda convivência que se queira íntegra. 

Por Fernanda Pitta

Marina Freire Weffort (São Paulo/SP; 1978) é bacharel em Artes Plásticas pela FAAP -Fundação Armando Álvares Penteado (2000). Participa regularmente de salões de arte,dentre eles, o Programa de Exposições e o Salão Nacional Contemporâneo no MARP em Ribeirão Preto, 36º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, além de mostras coletivas com grupos de artistas como o Coringa e o Ateliê do Centro.

Maurício Topal de Moraes
Salvador/BA - 71 3359.2529 / 8729.2675 / mauricio@semtitulo.com.br

Parece ser lugar-comum a idéia de que o "tudo é permitido" clamado pelos anos 60/ 70 tenha atravessado gerações, contribuindo para plasmar uma sociedade mais permissiva. Mas diante dessa aparente abertura sócio-cultural, reconfigura-se a questão: onde é tudo permitido? A Maurício Topal interessa a evidenciação e investigação dos ainda rígidos espaços sociais e suas respectivas limitações e permissividades, por ele exploradas metafórica e fisicamente. Ao apresentar situações a um só tempo tensionantes e sedutoras, o artista coloca o espectador na ambivalente posição de outsider e cúmplice, revertendo-lhe a questão: o que você admite no espaço alheio é o que permite no seu? 

                                                                                                                     Por Clarissa Diniz

Maurício Topal de Moraes é graduado em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia (1998/2002) e mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (2004/2006). Entre 1994 e 2003 realizou vários cursos complementares na Grã-Bretanha e Espanha. Em 2008, participou de exposição individual no Museu de Arte Moderna da Bahia. Em coletivas, participou a IX Bienal do Recôncavo - patrocinada pelo Centro Cultural Dannemann, São Felix, BA (2008); Visualidades, no Galpão Santa Luzia, Salvador (2004), Multiplicidade, no Solar do Ferrão, Salvador (2002), coletiva no SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), pela Universidade Federal da Bahia, Salvador, além de intervenção artística em espaço público, na universidade (2001), Residência e intervenção artística na Universidad Politécnica de Valencia, pelo Programa de Cooperación Interuniversitaria, Valencia, Espanha (2001).

Roberto Bellini
Belo Horizonte/MG - 31 3293.1352 / 9604.0007 / info@robertobellini.com

Três encontros francos com o lugar, ou três lugares que se encontram agora no Centro Cultural São Paulo: "Acéphale", montado como instalação, explora a paisagem íntima dos quartos de motel, relacionando o corpo ausente à plasticidade destes ambientes. "Cordis", o trabalho mais recente, revela aspectos da cidade de Cordisburgo, criando uma narrativa fundada em seu tempo e ritmo peculiares. Em "Jardim Invisível", o próprio vídeo se torna lugar, tomando como ponto de partida a paisagem noturna de um bairro suburbano americano, caracterizado por uma organização espacial que exclui o uso público. Três trabalhos que proporcionam entradas para seus lugares de referência, a partir de uma percepção crítica das possibilidades de representação. Produtos de um olhar que, de modo perspicaz, assume o lugar do estrangeiro.

Por Gilberto Mariotti

Roberto Bellini (Juiz de Fora, 1979) é graduado em Desenho pela Escola de Belas Artes, UFMG (2002) e mestrado em Transmedia (University of Texas at Austin, 2007). Realizou várias exposições coletivas com trabalhos em diversas mídias no Brasil e no exterior. Seus vídeos já foram premiados no 15º Salão de Arte da Bahia em Salvador, na 2ª Bienal de Vídeo Interamericano nos EUA e no 10° Festival de Cinema de Santa Maria da Feira, Portugal. Já participou de mostras como o 61 Festival Internacional de Cinema em Locarno, na Suíça, Paraísos Indômitos no Museu de Arte Contemporânea de Vigo, na Espanha, 14° e 15° VideoBrasil em São Paulo, Kunst Film Biennale na Alemanha, e Ways to See no Centro Fundación Telefónica, Peru. Recentemente finalizou seu mestrado em Transmedia na University of Texas at Austin, nos EUA. Com seu trabalho no Texas Bellini participou de importantes mostras como a Texas Biennial de 2007, Lone Star Video no Center for Contemporary Art em Tel Aviv, This Land is Your Land no Chicago Museum of Contemporary Photography, e Texas/Nexus no Contemporary Arts Museum de Houston.

Tiago Judas
São Paulo/SP - 11 3672.2630 / 9583.9947 / tiagozox@gmail.com

Em Direito de Subir, exposição que compreende três trabalhos inéditos, Tiago Judas traz mais uma vez o universo dos gibis para o campo das artes visuais, colocando à prova seus limites formais, narrativos e conceituais. Tanto em Fale por Si quanto em Cadeira Ideal, obras que requerem a participação do visitante, Judas reproduz tridimensionalmente alguns recursos característicos dos gibis: o baloon onde aparecem os diálogos e a lâmpada que se acende sobre a cabeça dos personagens quando têm uma ideia. Aqui, contudo, a narrativa está em aberto, e seu desenvolvimento depende inteiramente da reação dos visitantes. O trabalho que empresta seu título à exposição consiste em uma HQ em grande formato que mostra a aventura metafísica de um astronauta, uma espécie de alegoria de uma série de questionamentos relativos ao campo das artes visuais.

Por Kiki Mazzucchelli

Tiago Judas , já participou de Matiz Vertical e 3D delivery na Galeria Vermelho, onde também realizou várias apresentações coletivas. Em coletivas, destacam-se as exposições realizadas em várias edições da mostra Verbo da Galeria Vermelho, Paço das Artes, nas unidades do SESC Pompéia, Vila Mariana, Pinheiros, Paulista e Vila Mariana; no MIS; CCBB; Galeria Olido/; Memorial da América Latina; Faap; Centro Universitário Mariantônia; MAC -Museu de Arte Contemporânea, de Americana/SP. Também participou do Bem Bom - Contemporão, espaço de performance em Florianópolis, 14º Salão da Bahia - MAM; Mostra de Vídeos do Contra-Forum - Gato Negro, em Belo Horizonte, e do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, além de ter apresentado trabalhos em outros países como Barcelona e Valência, na Espanha; Cusco, Peru; Viena, Áustria; Palm Beach, Estados Unidos; Amesterdan, Holanda; e Berlin, Alemanha.

Data e horário
29 de agosto a 1 de novembro
Terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Entrada franca
 
Local
Centro Cultural São Paulo - Piso Caio Graco
Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso
São Paulo SP
 
Maiores informações
Fone 11 3397-4002
Website: www.centrocultural.sp.gov.br

 

 

Fonte:

 

http://www.vitruvius.com.br/noticia/noticia_detalhe.asp?id=3321

 

 

 


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