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Curiosidades da Dra Shirley

Saiba mais sobre o Jaguareçá

29/10/2009

 

Por: Armando Urenha Jr. Foto/Ilustração: Kid Ocelos

 

O jaguareçá (Holocentrus Ascensionis) é uma espécie de peixe marinho da família Holocentridae, conhecido em algumas regiões do Brasil como jaguriçá, jaguaruçá, jaguariçá, joão-cachaça, mariquita e olho-de-vidro.

 

Pode atingir até 50 centímetros de comprimento e pesar cerca de 1 kg, embora o mais comum seja encontrar exemplares com média de 25 centímetros. A espécie apresenta dimorfismo sexual, ou seja, machos e fêmeas possuem características físicas marcadamente diferentes.

 

O jaguareçá é um peixe de hábitos noturnos, normalmente solitário e territorialista. Algo interessante sobre ele é que nunca fica com a barriga voltada para cima ou para o lado, ou seja, está sempre com ela voltada para o substrato mais próximo. Isso faz com que em cavernas seja encontrado muitas vezes nadando de “costas”, com a barriga virada para o teto.

 

O dorso tem coloração avermelhada, com reflexos dourados, e o ventre é rosado, com as nadadeiras amareladas. Possui a membrana dorsal espinhosa, de coloração amarelada uniforme. Tem, ainda, flancos vermelhos, com faixas longitudinais esbranquiçadas, indistintas e irregulares. Seu corpo é relativamente alto, alongado e achatado lateralmente, destacando-se  os grandes olhos, que têm a íris avermelhada.

 

O preopérculo tem um grande espinho e os raios anteriores da dorsal são alongados. Já o pedúnculo caudal é longo e a caudal, furcada. As pélvicas possuem um espinho e sete raios. Os espinhos da dorsal são fortes e afiados, com escamas ctenóides muito ásperas e bem implantadas na pele, afiadas e cortantes como uma gilete.

 

O maxilar inferior chega a alcançar e por vezes até ultrapassar o centro do olho. Tem  boca muito grande, e com o interior branco. Isso muitas vezes costuma ser usado para assustar seus adversários.

 

Costumam viver solitários em suas tocas e rachas do fundo, embora existam outros indivíduos da espécie espalhados nas imediações. Observam curiosamente o que ocorre ao redor de sua toca e à noite saem para se alimentar, principalmente de caranguejos, camarões, vermes, conchas e outros pequenos crustáceos. Costumam emitir um curioso tipo de som produzido por músculos próximos à bexiga natatória.

 

Onde encontrar

 

Ocorrem em todos os mares do Atlântico americano. No Brasil, são costumeiramente encontrados principalmente no Nordeste e Sudeste.

 

Vivem em águas relativamente rasas, que tenham os fundos coralinos ou rochosos, porém podem habitar as regiões de alto-mar com águas mais profundas de até 100 metros de profundidade. Passam o dia se escondendo dentro das tocas e rachas do fundo.

 

Fonte:

 

http://pesca-cia.uol.com.br/peixes-do-brasil/agua-salgada.aspx?c=2732

 

 


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