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Arte/Cultura/Diversão/Agenda

Brecheret em São Paulo

05/11/2009

Cultura

OBRAS DO ESCULTOR BRECHERET CHEGAM À CAIXA CULTURAL SP

Brasilia, 26 de Outubro de 2009

Com curadoria de Maria Aparecida Brecheret, a exposição traz obras inspiradas nos antepassados indígenas e no primitivismo milenar
 
Ícone da escultura nacional, criador de grandes monumentos e obras, homem que transformava pedras, terracota e madeira em arte. Mesmo dono de cultura erudita, o ítalo-brasileiro Victor Brecheret encontrou nas matas brasileiras a inspiração máxima: os índios. A exposição A Arte Indígena de Victor Brecheret, com curadoria de Maria Aparecida Brecheret, será inaugurada no dia 04 de novembro, na CAIXA Cultural São Paulo e ficará em cartaz até o dia 10 de janeiro de 2010.
 
Foram selecionadas 24 esculturas e 23 desenhos, inspirados na cultura indígena, brasilianista e marajoara, oriunda da Ilha do Marajó, no Pará. Inspirado nos antepassados e no primitivismo milenar, o artista criou grafismos que lembram escritas antigas. A terracota é um dos materiais que ele usava para entalhar lendas e mitos indígenas, como as obras “Drama Marajoara”, “Filha da Terra Roxa” e “Índio e a Suaçuapara”, que ganhou o prêmio de melhor escultura nacional na 1ª Bienal de Arte de São Paulo, em 1951.
 
Além da terracota e da madeira, ele esculpia em pedras. Encontrou três pedras enormes que foram arrastadas pela maré até a praia, e nelas entalhou a história de uma índia e um peixe. Nesta obra, o autor se aproxima do primitivismo e marca o instante em que a escultura deixa de ser baixo relevo e se transforma em gravura. Para executar estas peças, ele fez uma série de estudos em desenho, até encontrar a melhor composição.
 
Foi Mário de Andrade, amigo de Brecheret, que lançou a sugestão de abrasileirar a produção, pouco antes da Semana de Arte Moderna. ‘‘Estude os tipos dos nossos índios, tipos não desprovidos de beleza, estilize-os, unifique-os num tipo único, original, e terá adquirido assim a maior das suas qualidades”, disse ele. Anos depois, as palavras do escritor influenciariam a obra do escultor, considerado um dos precursores do Modernismo no país.
 
A fase indígena é considerada a terceira na trajetória do artista, mas outros momentos e trabalhos também ajudaram a celebrizá-lo no meio artístico. É dele o Monumento às Bandeiras, no Parque do Ibirapuera, um dos cartões postais obrigatórios da cidade de São Paulo. Brecheret também esculpiu o Fauno, estátua que pode ser vista no Parque Trianon, em frente ao MASP e Duque de Caxias, na Praça Princesa Isabel, também na capital paulista.
 
A exposição A Arte Indígena de Victor Brecheret tem patrocínio da Caixa Econômica Federal. A mostra já percorreu os espaços da CAIXA Cultural de Brasília, Curitiba, Salvador e Rio de Janeiro, finalizando esta itinerância na cidade de São Paulo.
 
Sobre Victor Brecheret
 
Italiano de nascença, o escultor se considerava um brasileiro. Em 1912, já no Brasil, freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. No ano seguinte, voltou à Itália, para estudar escultura com Arturo Dazzi. Em 1915, abriu seu primeiro ateliê, na capital italiana. Nesta fase, sofreu influência dos renascentistas, do impressionista Rodin e de Mestrovic. Depois de seis anos na Itália, voltou para o Brasil impregnado com as ideias da escultura moderna.  Depois de passar um tempo em Paris, voltou para o Brasil e participou da Semana de Arte Moderna de 22, ao lado dos amigos Oswald e Mário de Andrade e Di Cavalcanti.
 
Foi premiado no Salão da Sociedade dos Artistas Franceses, em 1925. Dedicou-se a obras abstratas nos anos 30. Em 36, começou a trabalhar no monumento que lhe deu visibilidade e ao qual dedicou boa parte da carreira: o Monumento às Bandeiras, próximo ao Parque do Ibirapuera. No final dos anos 40, começou a trabalhar com temas nacionais e indígenas e com formas mais orgânicas e essenciais.
 
Brecheret participou das XXV e XXVI Bienais de Veneza (1950 e 1952) e das I, III e IV Bienais de São Paulo. Na Bienal de 1951, recebeu o prêmio de Melhor Escultor Nacional. Morreu em 1955, em São Paulo.
 
SERVIÇO:
Exposição infantil: “A Arte Indígena de Victor Brecheret”
Local: CAIXA Cultural - Edifício Sé - Praça da sé, 111 – Galeria Michelon - São Paulo (SP)
Abertura para imprensa e convidados: 04 de novembro de 2009, quarta-feira, 19h
Datas para visitação: 05 de novembro de 2009 a 10 de janeiro de 2010
Horários: Terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Entrada: franca 
Recomendação etária: livre
Visitas monitoradas para grupos, agendamento e informações: (11) 3321-4400
Realização: CAIXA Cultural São Paulo
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
 
Assessoria de Imprensa CAIXA Cultural /SP
Tel.: (11) 3103-5723 / 8367-7599 (atendimento exclusivo para imprensa)
 
 
 
Fonte:
 
 
 
 
 
 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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