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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Mudanças de paradigmas na filariose bancroftiana.

12/11/2009

Revista da Associação Médica Brasileira

 

Resumo

DREYER, Gerusa; MATTOS, Denise; FIGUEREDO-SILVA, José  e  NOROES, Joaquim. Mudanças de paradigmas na filariose bancroftiana. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2009, vol.55, n.3, pp. 355-362. ISSN 0104-4230.  doi: 10.1590/S0104-42302009000300032.

Ao longo do tempo, a maneira como se entende um determinado assunto passa por modificações através da pesquisa científica. Na maioria das vezes, essas mudanças causam pequenas diferenças na estrutura total do tópico em questão. Outras vezes, entretanto, ocorrem mudanças revolucionárias que não só alteram a compreensão do assunto em si, mas promovem a abertura de diferentes perspectivas que podem desencadear o início de novas etapas de interpretações e de novos caminhos de conhecimento. Exemplo disso foram os estudos de Gregor Johann Mendel que levaram à descoberta de leis da hereditariedade que, por sua vez, revolucionaram a biologia e traçaram as bases da genética. Em algumas situações, as mudanças não só modificam a forma de pensar, mas também têm implicações práticas ao melhorar a qualidade de vida de muitos seres humanos. No seu livro A Estrutura de Revoluções Científicas, Thomas Kuhn se refere às ruturas nessa evolução científica como "mudanças de paradigma", um termo que hoje é usado de uma forma genérica para descrever uma modificação profunda em nossos pontos de referência. O paradigma de que o estágio adulto da Wuchereria bancrofti causava a obstrução do vaso linfático e desencadeava uma reação imunológica inevitável em indivíduos predispostos, provocando a elefantíase, foi substituído pela esperança de que ser infectado não mais significa, necessariamente, ser um potencial portador da forma mais deformante da disfunção linfática. A infecção bacteriana secundária de repetição (semelhante clinicamente à erisipela) é hoje reconhecida como o fator mais importante para a instalação e a progressão do linfedema crônico, nos indivíduos que vivem em áreas endêmicas de filariose linfática. Evitar ou minimizar os episódios agudos bacterianos é um processo factível para a maioria dos habitantes das comunidades endêmicas, através do uso regular de água e sabão: a forma mais simples de higiene já conhecida pelo ser humano.

Palavras-chave : Elefantíase filarial; Wuchereria bancrofti; Wolbachia; Linfedema; Paradigma; Clubes da esperança.

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