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Arte/Cultura/Diversão/Agenda

A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petesburgo: Virada Russa

13/11/2009
Virada Russa: A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petesburgo

Se você já estudou história da arte provavelmente deve saber que durante vários e vários séculos tudo foi muito previsível. Vejam só: depois da Idade Média, vem o Renascimento querer fazer tudo diferente de antes, até que começa o Neo Classicismo e faz tudo de novo como antes.

Em geral, na Arte Ocidental, as coisas funcionaram assim por muito tempo, com o movimento artístico da vez tentando fazer tudo diferente seu antecessor, mas quase sempre buscando referências estéticas em correntes já conhecidas (porém esquecidas pela memória curta da galera, que sequer tinha uma mísera enciclopédia Barsa para ajudar).
Na última metade do século XIX, a Europa era um lugar que seguia essa linha evolutiva contínua, quando começam a surgir indícios da corrente que seria chamada mais tarde de Modernismo. Seguindo essa lógica de substituição, o Modernismo buscava romper com tudo o que já havia sido feito, criando uma estética completamente nova.

A industrialização e todas as mudanças e sociais geradas por ela foram o principal impulso da Arte Moderna. Imagine um homem que até então tem que fazer tudo sozinho, à luz de velas, e de repente se depara com uma vida mais ou menos automatizada, onde suas roupas podem ser compradas em lojas e o rádio passa a lhe comunicar as principais notícias do dia. Junte a essas novas possibilidades com a tendência a renovação (por que usar o mesmo sapato do ano passado se você pode comprar outro, não é mesmo?) e temos aí um homem completamente diferente do que tínhamos no início desse mesmo século XIX.

Me arrisco até a dizer que as novas necessidades desse homem moderno e sua predisposição para mudança, fizeram com que o Modernismo fosse uma das correntes mais ricas, duradouras e que mais gerou movimentos consecutivos.

chagall

Marc Chagall

Bom, toda essa contextualização aí em cima, além de tentar mostrar em que pé estavam as coisas no fim do século XIX, é para dizer o quanto sou apaixonada por várias vertentes da Arte Moderna e o quanto fiquei feliz ao saber que o CCBB trouxe para o Brasil a exposição Virada Russa: A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petesburgo.
São quatro andares divididos em ordem cronológica, com o melhor da arte russa produzida nas primeiras décadas do século XX. Kandinsky, Chagall, Tátlin e Maliévitch são apenas alguns dos grandes nomes com obras expostas ali.

Já a primeira vista, você consegue perceber porque vanguarda é a melhor palavra para ser usada nesse contexto. Quando se mistura Arte e Revolução, o mínimo que se pode esperar é algo transgressor, diferente de tudo o que já foi produzido antes.

No subsolo podem ser encontrados alguns cartazes russos simplesmente incríveis. Juro que nunca pensei que fosse ver uma obra de um dos irmãos Stenberg ao vivo. Mas estavam lá na minha frente e precisei de pelo menos uma hora só para assimilar como os caras conseguiam fazer aquele tipo de coisa, em tempos em que o Photoshop não era nem projeto.

stenberg

Vladimir Stenberg

rodchenko

Alexandr Rodchenko

Recomendo:

Até 15 de novembro
De terça a domingo, das 10h às 20h
CCBB São Paulo | Subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares

 

Fonte:

 

http://santahelena.org/virada-russa-a-vanguarda-na-colecao-do-museu-estatal-russo-de-sao-petesburgo

 

 

 


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