Urologia/Andrologia/Homem - Câncer de próstata
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Urologia/Andrologia/Homem

Câncer de próstata

27/06/2003

 

Câncer de próstata. Neoplasma maligno, normalmente adenocarcinoma, é a segunda causa principal de mortes por câncer de homens americanos. É raro que ocorra antes dos 50 anos; porém, uma grande parte dos homens irá desenvolver câncer de próstata conforme envelhecerem. Não se sabe o que causa este tipo de câncer e não há evidencia alguma de que a hipertrofia prostática benigna (HPB) venha a se desenvolver em câncer.  O que sabemos é que, após se desenvolverem dentro da próstata, as células cancerígenas podem transvasar pela parede da glândula (a capsula) e disseminar-se para outras áreas. Com o tempo o câncer invade os nódulos linfáticos, passando logo para outros órgãos e produzindo resultados fatais. Pode ser que no início não haja sintomas, mas, conforme a doença progride, sinais de obstrução do fluxo urinário ou dor nos ossos poderão aparecer. O câncer de próstata é dito ter quatro etapas: A ou B quando se crê que o câncer está circunscrito à glândula prostática; C quando o câncer já afetou as áreas imediatamente adjacente à próstata; e D quando o câncer já afetou outras áreas fora da região prostática. A etapa D é incurável.

Prevenção do câncer de próstata: uma dieta baixa em gorduras é recomendável. Um estudo na Universidade Loma Linda, Califórnia, analisou mais de 6,500 homens e concluiu que havia uma incidência de câncer de próstata 3.6 vezes maior em homens que consumiam grandes quantidades de carne e produtos lácteos em comparação com aqueles que comiam muito pouco ou nenhum desses alimentos. Estudos na Ásia e na  África do Sul também constataram menor risco entre homens que mantêm uma dieta baixa em gorduras.

O diagnóstico precoce de tumores mediante um exame retal de rotina e exame de sangue do antígeno prostático específico (PSA) podem  levar à iniciação do tratamento enquanto o tumor ainda está localizado na próstata. Recomenda-se que todos os homens acima de 50 anos façam anualmente um exame retal e um teste de PSA. Ao inserir no reto um dedo coberto por luva, o médico consegue sentir se tem algum nódulo ou área de firmeza ou dureza questionável na próstata. Se alguma anormalidade for detectada ou se o PSA estiver muito alto, uma biopsia é feita. Ultra-som também pode ser feito para que os nódulos na próstata possam ser vistos e medidos mais claramente.

Tratamentos para o câncer de próstata: A prostatectomia radical, procedimento de cirurgia maior que consiste na recessão da próstata e das vesículas seminais adjacentes, é a primeira recomendação dos urólogos, mas este procedimento está associado com complicações as quais precisão ser consideradas. Em primeiro lugar, a cirurgia não é garantia de cura, não assegurando com que o período de vida do paciente seja maior. Em segundo lugar, muitos homens sofrem de incontinência urinária logo após a cirurgia, o que obriga alguns a usar absorventes. Finalmente, mesmo após uma prostatectomia com triagem de nervos, 70% dos pacientes perdem sua capacidade de ter uma ereção.

Radioterapia: A irradiação de precisão combinada (CPI) combina o uso de dois tipos de radioterapia que, diz-se, quando utilizados separadamente são menos eficazes, produzindo resultados ruins. Essa técnica usa ultra-som para guiar o colocação de sementes de iodo radioativas na próstata e nas vesículas seminais, passando através do períneo. Essa operação simples leva de 30 a 40 minutos e o paciente já pode ir para casa na mesma tarde ou no dia seguinte. A radiação pós implante do acelerador da próstata começa três semanas depois da implantação e é feita cinco vezes por semana por seis semana. Uma alternativa para este processo consiste em fazer uma incisão, dentro da qual se coloca as sementes, o que também permite a remoção dos nódulos linfáticos suspeitos.

Terapia hormonal manipulativa: Castração ou medicação (agonistas ou estrogêneos LH-RH) podem ser usados. Ao reduzir demasiadamente o hormônio masculino (testosterona), o tumor reduzirá e os sintomas causados pelo câncer diminuirão ou cessarão . Essa forma de tratamento só se utiliza se o câncer for incurável por meio de cirurgia ou irradiação, ou quando o paciente não é um bom candidato para o tratamento curativo.

Cirocirurgia: Em pacientes seletos, a congelação da próstata, mediante o uso de uma sonda especial e um equipamento que controla transmissões radiofônicas, se mostrou efetiva.

Esperar e vê o que acontece é outra opção, especialmente popular entre pacientes de 70 ou mais, que sofrem de câncer assintomático e de desenvolvimento lento.

Efeitos secundários causados pelo câncer de próstata: Apesar da técnica de triagem de nervos, a capacidade de atingir ou manter uma ejaculação satisfatória para relações sexuais pode ser afetada, quando nervos necessários para a ereção são lesionados ou sacrificados durante o tratamento ou remoção do câncer.

O que posso esperar da minha visita ao meu médico? Se o seu médico não fizer um exame retal ou de PSA em você, tendo você mais de 50 anos, ( ou mais de 40 se tiver um precedente familiar), você mesmo deverá os solicitar. Existem campanhas como a semana nacional de saúde prostática, ou coisa similar, durante a qual clínicas e/ou médicos se propõem a fazer os exames de graça.

Você deve perguntar ao seu médico sobre maneiras de como se lidar com a disfunção erétil (impotência) que pode ocorrer após a operação ou outro tratamento para câncer prostático. O uso da terapia de vácuo externo pode permitir que relações sexuais ocorram até que a potência retorne ou pode ser usada indefinidamente se a habilidade erétil tiver sido perdida para sempre. Pode ser iniciada seis semanas após o término da cirurgia e alguns informes sugerem que ela pode até acelerar o processo de recuperação e reduzir a produção de tecido de cicatrização. A injeção peniana é outra opção eficaz. Atualmente, os médicos só recomendam implante de prótese em último caso.

Será o meu relacionamento com minha parceira afetado pelo câncer de próstata?

Talvez. Homens e mulheres totalmente devotos um ao outro e comprometidos num relacionamento sincero não chegam a expressar preocupações, pois apenas encontram uma maneira de adaptar-se ao desencanto sexual causado pelo câncer de próstata e seu tratamento. Com o tempo, vendo-se incapaz de enfrentá-lo, o casal perdem sua auto estima, se distanciam um do outro e separação pode ocorrer. Homens solteiros podem ficar relutantes em aventurar-se num relacionamento novo.

Seja aberto e sincero com sua parceira. Converse sobre ambas preocupações. Faça uma lista com ambas suas perguntas e visitem o médico juntos para esclarecê-las. Se sua companheira estiver disposta a cooperar e apoiá-lo, a habilidade de desfrutar as relações sexuais novamente pode ser restaurada após uma cirurgia de próstata.

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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