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Nutrologia/Alimentos/Nutrição

Associação entre ângulo de fase, PRISM I e gravidade da sepse

14/04/2010

Revista Brasileira de Terapia Intensiva

 

Rev. bras. ter. intensiva vol.19 no.3 São Paulo July/Sept. 2007

doi: 10.1590/S0103-507X2007000300005 

ARTIGO ORIGINAL

 

Associação entre ângulo de fase, PRISM I e gravidade da sepse*

 

Association between phase angle, PRISM I and sepsis severity

 

 

Zina Maria Almeida de AzevedoI; Dilma Ribeiro SilvaII; Maria Virgínia P. DutraIII; Maria Ignêz C. Gaspar ElsasIV; Maria Cristina G. Barbosa-SilvaV; Vânia Matos FonsecaVI

IMédica, Chefe da Unidade de Pacientes Graves do Instituto Fernandes Figueira - FIOCRUZ, Doutora em Ciências, Professora Adjunta Doutor I da Universidade UNIGRANRIO
IINutricionista
IIIProfessora e Pesquisadora da Pós-Graduação em Saúde da Mulher e da Criança - FIOCRUZ. Doutora em Engenharia Biomédica
IVPesquisadora Titular da FIOCRUZ, Bolsista CNPQ em Produtividade. Doutora em Patologia
VProfessora Adjunta da Escola de Medicina da Universidade Católica de Pelotas. Doutora em Epidemiologia
VIProfessora e Pesquisadora da Pós-Graduação em Saúde da Mulher e da Criança - FIOCRUZ. Doutora em Epidemiologia

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Ângulo de fase (AF) é a diferença entre a voltagem e a corrente e pode ser usado como indicador de massa celular corporal. Estudos clínicos mostram que baixos AF estão associados com morbidade e mortalidade em pacientes críticos. O objetivo deste estudo foi conhecer a relação entre AF e o escore pediátrico de risco de mortalidade (PRISM I) em pacientes pediátricos sépticos críticos, associando esse indicador c om a gravidade da sepse.
MÉTODO: Estudo transversal realizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Instituto Fernandes Figueira. Os pacientes foram caracterizados de acordo com faixa etária, sexo, gravidade da sepse, etiologia da insuficiência respiratória, escore de PRISM I, grau de disfunção de múltiplos órgãos e sistemas (DMOS). A análise de bioimpedância elétrica (BIA) foi realizada em todos os pacientes e, através da razão dos valores de reactância (Xc) e resistência (R), foi calculado o AF (AF = arco-tangente da reactância/resistência x 180º /Pi).
RESULTADOS: Foram avaliados 75 pacientes, sendo 68 (90,7%) com sepse. A incidência de choque séptico foi 39,7%, sepse grave 42,6% e sepse 17,6%. Não houve diferença estatística significativa entre as médias de ângulo de fase e as categorias de PRISM I, porém observou-se uma relação inversa entre os valores de AF e as categorias de PRISM I, DMOS e tempo de internação. Os valores mais baixos de AF (1,5º-2,2º) foram observados no maior escore de PRISM I (> 30 %).
CONCLUSÕES: Os pacientes pediátricos críticos apresentaram baixos valores de angulo de fase, portanto deve ter a sua importância prognóstica estudada.

Unitermos: ângulo de fase, escore prognóstico, impedância elétrica, PRISM I, UTI pediátrica.


SUMMARY

BACKGROUND AND OBJECTIVES: Phase angle (PA) is the difference between voltage and current and can be used as an indicator of body cell mass. Clinical studies show that low phase angle is associated with morbidity and mortality of critical patients. The purpose of this study was to know the relation between phase angle and the Pediatric Risk of Mortality I (PRISM I) score, associating this score with the severity of sepsis.
METHODS: A transversal study was performed at the Pediatric Intensive Care Unit (PICU) in Instituto Fernandes Figueira. The patients were classified according to age, gender, sepsis severity, cause of respiratory failure, PRISM I score, multiple organ dysfunction syndromes (MODS). Electrical bioimpedance analysis (BIA) was performed in all patients. Phase angle was calculated directly from reactance (Xc) and resistance (R). AF = arc-tangent reactance/resistance x 180º/Pi.
RESULTS: 75 patients (68 septic) were evaluated. The incidence of septic shock was 39.7%, severe sepsis 42.6% and sepsis 17.6%. There was no significative statistical difference between the mean values of BIA and the categories of PRISM I, MODS, or the length of stay the PICU. The PA's lowest values (1.5º-2.2º) were associated to the greatest PRISM's scores (> 30%).
CONCLUSIONS: Pediatric critical patients show low phase angle values, which might have prognostic implication.

Key Words: electrical bioimpedance analysis, phase angle; PRISM I score; PICU.

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2007000300005

 

 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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