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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Resultados de um ano de seguimento do estudo SYNTAX em lesão de tronco de artéria coronária esquerda.

25/11/2010

Morice MC, et al. Outcomes in patients with de novo left main disease treated with either percutaneous coronary intervention using paclitaxel-eluting stents or coronary artery bypass graft treatment in the Synergy Between Percutaneous Coronary Intervention with TAXUS and Cardiac Surgery (SYNTAX) trial. Circulation 2010;121(24):2645-53.

O estudo SYNTAX foi desenhado para avaliar a estratégia de revascularização ideal entre a intervenção coronária percutânea (ICP) e revascularização do miocárdio (CRM) em pacientes com lesão de tronco de coronária esquerda (TCE) e / ou com doença coronária multiarterial. Nesta análise observacional dos resultados de um ano no subgrupo pré-especificado de 705 pacientes com lesão de TCE, dentre os 1800 casos arrolados para tratamento com stents eluídos com paclitaxel (TAXUS) ou a CRM, no estudo SYNTAX. As taxas de eventos cardíacos e vasculares cerebrais maiores, em um ano de seguimento, foram semelhantes para CRM e ICP (13,7% vs 15,8%;% P = 0,44). A taxa de AVC foi significativamente maior no braço RM (2,7% vs 0,3%; P = 0,009), enquanto a taxa de nova revascularização foi significativamente maior no grupo ICP (6,5% vs 11,8%; P = 0,02); não houve diferença entre os grupos para desfechos secundários. Quando os pacientes foram estratificados pela complexidade anatômica, aqueles com maior escore SYNTAX apresentaram resultados significativamente piores com a ICP, do que os pacientes com risco SYNTAX baixo ou intermediário. Resultados para pacientes submetidos a CRM não se alteraram com o escore SYNTAX, mas o EuroSCORE foi um preditor de risco para ambas as intervenções. Na conclusão, em pacientes com doença de TCE, a revascularização com stents eluídos em paclitaxicel apresentou segurança e eficácia comparável à CRM, no seguimento de um ano. Seguimento em longo prazo é necessário para determinar se estas duas estratégias de revascularização podem oferecer resultados realmente comparáveis, neste grupo de pacientes complexos.

Comentário: Esta sub-análise do estudo SYNTAX apresenta a taxa de desfechos em 1 ano de pacientes com lesão de TCE submetidos a CRM ou ao implante do stent TAXUS. As taxas de eventos cardiovasculares maiores, quando retirado o desfecho “nova revascularização de vaso alvo”, foram similares entre os grupos, sugerindo segurança para a abordagem percutânea do TCE. Entretanto, uma limitação importante do estudo reside no fato de que a análise estatística pré-definida incluiria somente a comparação dos efeitos combinados (MACCE) e, em caso da demonstração de não-inferioridade da ICP em relação a CRM, a análise de subgrupos teria validade, o que não ocorreu. Além disso, os resultados apresentados recentemente, de 3 anos de seguimento do ensaio SYNTAX, apontam aumento da diferença de MACCE entre os grupos, o que nos leva a questionar que resultados estão reservados para o ano seguinte, devido ao distanciamento progressivo das curvas de desfechos. De qualquer forma, somente os resultados tardios do SYNTAX e de outros ensaios poderão vir a modificar a recomendação atual das Diretrizes, de designar como Classe II B, a indicação de stents em TCE, naqueles pacientes com baixo escore SYNTAX e com alto risco cirúrgico.

 

Fonte:

 

http://www.sbccv.org.br/medica/boletimMai10.asp

 

 


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