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Pneumologia/Pulmão

Pesquisadores avaliam abordagens diagnósticas para obstruções das vias aéreas superiores

21/12/2010

26th International Congress of Pediatrics (IPA 2010)
De 4 a 9 de agosto de 2010

Pesquisadores avaliam abordagens diagnósticas para obstruções das vias aéreas superiores

Obstruções crônicas nas vias aéreas superiores podem se apresentar como distúrbios respiratórios do sono, que afetam principalmente crianças obesas, de origem afro-caribenha, com distúrbios craniofaciais - em particular, hipoplasia mandibular -, crianças com síndrome de Down e aquelas com doença neurológica associada à espasticidade ou hipotonia dos músculos da faringe. Essas obstruções e suas abordagens diagnósticas foram tema de debates no Congresso Internacional de Pediatria - realizado neste mês na África do Sul.

Em publicação do evento, especialistas do Imperial College, de Londres, destacaram que algumas categorias com alto índice de suspeita merecem, pelo menos, um estudo de sono simples, independentemente dos sintomas. Em outros casos, o primeiro passo é história clínica detalhada e exame, focando, principalmente, nas possíveis consequências diurnas dos distúrbios respiratórios do sono. "Deve-se prestar atenção se a criança respira pela boca, ao tamanho das amígdalas (embora se relacione pouco com distúrbio funcional) e a qualquer complicação, em particular, a hipertensão pulmonar. Se os pais têm acesso a uma câmera, um vídeo da criança dormindo pode ser útil", explicou o pesquisador A. Bush. O nível de teste de diagnóstico subsequente, segundo os autores, apresenta grande variação geográfica, que "pode estar relacionada com a capacidade de fazer dinheiro a partir de estudos do sono".

Os especialistas destacam que, em uma criança cujos pais relatam história clássica de apneia obstrutiva do sono, confirmada por um vídeo, e que tem amígdalas que se encontram na linha média, poderia se argumentar que, em muitos contextos de cuidados de saúde, não são necessários mais testes, e a criança deve ser submetida a uma adenotonsilectomia. Em alguns contextos, uma polissonografia deve ser realizada antes e após a intervenção cirúrgica, sendo verdade que uma adenotonsilectomia anterior pode ser encarada como fator de risco para apneia.

De acordo com A. Bush, se mais investigações ainda forem consideradas necessárias, então, é prudente considerar que algumas perguntas precisam ser respondidas - "é possível, cada vez mais, fazer medições durante o sono, mas isso não significa que essas medidas serão úteis", explica. O especialista acrescenta que um estudo de saturação pode ser todo o necessário em relação ao risco de a criança desenvolver a hipertensão pulmonar. E as apneias são mais bem estudadas por uma combinação de saturação transcutânea e tensão de dióxido de carbono, cintos abdominal e torácico para medir os movimentos respiratórios e medições de fluxo respiratório no nariz. "Se estagiamento do sono for requerido, medidas mais sofisticadas são necessárias, mas é discutível o quanto isso leva a uma alteração no controle".

Fonte: 26th International Congress of Pediatrics. Abstract 1607.

 

http://www.medicalservices.com.br/agenda/txtcongresso.php?id=246&topo=

 

 


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