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Pesquisa revela fatores de risco e proteção da saúde dos adolescentes Brasileiros

21/12/2010



 

 

 

Mapear os fatores de risco e proteção da saúde dos adolescentes brasileiros nas 26 capitais estaduais e no Distrito Federal, este foi o objetivo da I Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em parceria pelo Ministério da  Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2009. O estudo coletou informações de 60.973 estudantes do 9º ano (antiga 8ª série) do ensino fundamental em 1.453 de escolas públicas e privadas das capitais dos estados brasileiros e do Distrito Federal. Os alunos participaram voluntariamente e ofereceram informações sociodemográficas, nutricionais, atividade física e consumo de drogas lícitas e ilícitas, entre outras. As informações foram divulgadas no artigo "Prevalência de fatores de risco e proteção de doenças crônicas não transmissíveis em adolescentes: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), Brasil, 2009", publicado na Revista Científica Ciência & Saúde Coletiva.

No que se refere à alimentação saudável, mais da metade dos alunos consumiam feijão em pelo menos cinco dias da semana, especialmente os meninos (68,3%) e alunos das escolas públicas (65,8%). O consumo regular de frutas frescas foi baixo (31,5%), semelhante entre meninas (31,6%) e meninos (31,4%) e entre escolas privadas e públicas. Entre os alimentos não saudáveis estudados, as guloseimas foram as mais consumidas (50,9%), especialmente pelas meninas. Já o consumo regular de refrigerantes ocorreu em um terço dos estudantes, sendo maior entre os alunos de escolas privadas.

A atividade física era praticada nos níveis recomendados por 43,1% dos alunos estudados, e essa prática foi mais frequente entre meninos e alunos de escolas privadas. Quanto ao tempo em frente à TV, 79,5% dos alunos dedicavam mais de duas horas diárias a essa atividade, sendo maior o índice entre alunos de escolas públicas.

O estudo revelou que 24,2% dos estudantes já experimentaram cigarro alguma vez na vida, não sendo observada diferença entre os sexos, mas com uma frequência maior entre alunos de escolas públicas. O uso atual do cigarro foi observado em 6,3% dos alunos, com proporção levemente superior entre alunos de escolas públicas e sem diferença entre os sexos. O estudo mostrou ainda que 71,4% dos alunos já experimentaram bebida alcoólica alguma vez na vida, sendo maior a frequência entre as meninas e os alunos de escolas privadas. O consumo atual de bebida alcoólica foi de 27,3%, com frequência levemente superior entre alunos de escolas privadas. Alunos que já experimentaram droga ilícita alguma vez na vida somaram 8,7%, sendo o seu uso mais frequente entre meninos e alunos de escolas públicas.

Os dados gerados pela PeNSE constituem a linha de base para o monitoramento que será feito a partir de agora através da realização de pesquisas regulares, permitindo acompanhar tendências e assim orientar a implementação de políticas públicas e realizar ações para minimizar a exposição de fatores de risco dos adolescentes brasileiros.

 

 

Contato:
Deborah Carvalho Malta
Coordenação Geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis
Secretaria de Vigilância em Saúde
Ministério da Saúde
e-mail: deborah.malta@saude.gov.br

 

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext_pr&pid=S1413-81232010011900001&lng=en&nrm=iso&tlng=en

 

 


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