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Hipertensão/Pressão Alta

O Estudo TOZAN

18/01/2011

Marco Mota
Médico cardiologista, especialista em Hipertensão e Cardiologia, professor titular de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Alagoas CRM-AL 718


Descrição do Estudo

O Estudo TOZAN foi um estudo multicêntrico, nacional, aberto, fase III, realizado para avaliação da eficácia e da segurança da combinação besilato de anlodipino, 5 mg, e losartana, 50 mg, numa mesma formulação galênica, durante 14 semanas, em pacientes portadores de hipertensão arterial estágio 1.

Após duas semanas de washout, 116 pacientes distribuídos em quatro centros, todos portadores de hipertensão estágio 1, quando não controlados com monoterapia, ou mesmo terapia de associação, foram submetidos ao tratamento com besilato de anlodipino, 5 mg, + losartana, 50 mg, (em formulação galênica única). Quando a meta de 140 x 90 mmHg não foi alcançada com oito semanas de seguimento, a medicação foi titulada para dois comprimidos da associação.
 Esse Estudo teve como objetivo primário testar a eficácia do uso dessa associação e, como objetivo secundário, avaliar a formação de edema pela utilização do princípio de Arquimedes.

Comentários

O moderno tratamento da hipertensão arterial está centrado num efetivo controle da pressão arterial. Metas diferenciadas, na dependência da estratificação do risco cardiovascular, são preconizadas pelas diversas diretrizes nacionais e internacionais. Obter essas metas é um permanente desafio enfrentado pela classe médica. O tratamento como monoterapia quase sempre é ineficaz nesse mister. A titulação da monoterapia pode significar pequena vantagem na resposta anti-hipertensiva e aumento dos chamados efeitos colaterais. O uso das associações fixas (em formulação galênica única) pode se constituir numa excelente opção terapêutica.
 No caso específico do Estudo TOZAN, a associação fixa (inovadora pela constituição de uma nova forma galênica), mostrou ser eficaz opção terapêutica quando controlou a pressão arterial em 47,16% dos pacientes com um único comprimido, e quando titulada para dois comprimidos a taxa de controle dessa população subiu para 83,3%. Houve uma baixa incidência de efeitos colaterais, sendo cefaleia e tontura os mais relatados. O aparecimento de edema dos membros inferiores foi maior na população do estudo que necessitou dobrar a dose do besilato de anlodipino para 10 mg (como é esperado nessa situação). Embora o estudo não tenha sido desenhado com essa finalidade, ressalte-se não ter ocorrido alterações nos perfis glicídicos e lipídicos dos pacientes submetidos ao tratamento por um período médio de 12 semanas. 

Dois outros achados ainda merecedores de comentários: uma expressiva redução da pressão sistólica de 15,6 mmHg e de 9 mmHg na pressão diastólica, já observados na quarta semana de tratamento; e essa redução de pressão arterial não se acompanhou de aumento da frequência cardíaca, conforme é esperado como o uso do besilato de anlodipino.

Leitura recomendada

Kohlmann Jr. O, Oigman W, Mion Jr. D, Rocha JC, Gomes MAM, Salgado N et al. Estudo "LOTHAR": Avaliação de eficácia e tolerabilidade da combinação fixa de anlodipina e losartana no tratamento da hipertensão arterial primária. Arq Bras Cardiol. 2006;86:39-51.

Law MR, Wald NJ, Morris JK, Jordan RE. Value of low dose combination treatment with blood pressure lowering drugs: analysis of 354 randomised trials. Brit Med J. 2003;326:1427-34.

 Law MR, Morris JK, Wald NJ. Use of blood pressure lowering drugs in the prevention of cardiovascular disease: meta-analysis of 147 randomised trials in the context of expectations from prospective epidemiological studies. BMJ. 2009;338:1665. doi:10.1136/bmj.b1665.
Oigman W, Brandão A, Motta MA, Saraiva JFK. Estudo multicêntrico, aberto, fase III, para avaliação da eficácia e segurança da combinação em uma mesma forma galência de anlodipino 5 mg e losartana 50 mg durante 14 semanas em pacientes portadores de hipertensão arterial estágio 1. Rev Bras Med.2008; 65 (11):372-7.

 

Fonte:

 

http://www.torrentonline.com.br/default.asp#

 

 


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