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Pediatria/Criança

Perfil epidemiológico de pacientes pediátricos internados com pneumonia

28/02/2011
 
 
 
Tiago Neves Veras, Gleisver Sandim, Kali Mundim, Rosielly Petrauskas, Geórgia Cardoso, Juliana D’Agostin

Resumo


OBJETIVOS: descrever o perfil clínico-epidemiológico de pacientes pediátricos internados por pneumonia.
 
MÉTODOS: estudo transversal que incluiu pacientes menores de 18 anos, internados com pneumonia entre janeiro e dezembro de 2009, em um hospital pediátrico de Joinville, Santa Catarina, na região sul do Brasil. Foram analisados dados demográficos, calendário vacinal, exposição a tabagismo ativo/passivo, duração e mês da internação, passagem pela unidade de tratamento intensivo, uso de ventilação mecânica, desfecho, diagnóstico principal, alteração radiológica principal, uso de antibiótico, uso de oxigênio suplementar, procedência do paciente e coleta de hemocultura.
 
 
 
RESULTADOS: em 2009 foram internadas 93 crianças e adolescentes com pneumonia, com predomínio do sexo masculino (2:1), em sua maioria procedentes de Joinville. A idade média dos pacientes foi de 3,1 anos (mediana 2 anos). A duração média das internações foi de 7,5 dias, sendo maior nos pacientes com passagem pela unidade de tratamento intensivo. O período de junho a agosto foi o período com maior número de internações (34,4%). O antibiótico mais usado foi penicilina cristalina e a principal alteração radiológica encontrada foi condensação alveolar em lobo superior direito. Em 27% dos pacientes foi necessário uso de oxigênio suplementar e 9% tiveram passagem pela unidade de tratamento intensivo. Seis pacientes (6,7%) apresentaram derrame pleural. Em 56% dos pacientes internados com pneumonia não houve coleta de hemocultura e em nenhuma das culturas coletadas houve crescimento bacteriano.
 
 
CONCLUSÕES: houve um predomínio das internações por pneumonia no período do inverno e em pacientes do sexo masculino, com baixa taxa de complicações, como derrame pleural. A ausência de positividade nas hemoculturas, bem como o baixo índice de solicitação das mesmas, alertam para a necessidade de incentivo para criação de protocolos e capacitação dos pediatras envolvidos no atendimento desses pacientes.

Fonte:
 
 
 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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