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Diabete/Diabetes

Pesquisa decifra melhor prognóstico para diabéticos com doença cardíaca

09/03/2011
Ciência e Tecnologia
05.12.2009

 

Estudo revela que gravidade da doença interfere na escolha do tratamento e que médicos e pacientes devem decidir juntos

Nova pesquisa da Universidade de Saint Louis revela que tratamento para pacientes com diabetes tipo 2 e doenças coronarianas varia entre indivíduos. Cientistas mostram que as perspectivas avaliadas para pacientes com as doenças não são mais tão desagradáveis como se acreditava inicialmente.
"Nossa pesquisa constatou que as pessoas com diabetes tipo 2 e doenças cardíacas têm um prognóstico mais favorável, com a assistência médica adequada e gestão dos fatores de risco, incluindo o colesterol, pressão arterial, níveis de açúcar no sangue e fumo, do que se pensava anteriormente" , disse Bernard R. Chaitman , professor de medicina e cardiologista da Escola de Medicina da Universidade de Saint Louis e pesquisador principal do estudo.
O objetivo do Bypass Angioplasty Revasularization Investigation 2 Diabetes (BARI 2D) foi analisar como a doença cardíaca é mortal em indivíduos com diabetes tipo 2 e identificar as melhores opções de tratamento para esses pacientes, inclusive se a revascularização da artéria através de um procedimento de angioplastia é necessária.
No total, 2,368 participantes do estudo foram seguidos por cinco anos. Todos os participantes do estudo receberam o tratamento recomendado por seu médico, assim como a terapia médica intensiva, incluindo medicamentos para o colesterol, pressão arterial, diabetes e alterações do estilo de vida, tais como controle de peso e aconselhamento sobre parar de fumar.
A pesquisa descobriu que os indivíduos com doença cardíaca coronariana de leve a moderada, tratados com a terapia médica intensiva por si só, não foram mais prováveis de morrer de um problema cardíaco do que aqueles que também sofreram um procedimento de angioplastia.

Para os indivíduos com doença cardíaca mais extensa, no entanto, a cirurgia coronariana, além do tratamento médico intensivo, diminuiu significativamente o risco de ataques cardíacos e mortes cardíacas relacionadas. 16 % dos pacientes que receberam a cirurgia morreu ou teve um ataque cardíaco dentro de cinco anos, em comparação com 22% dos pacientes que receberam tratamento médico intensivo sozinho.
Segundo Chaitman, os indivíduos com obstrução coronária mais severa e extensa têm mais probabilidade de sofrer um ataque cardíaco sem cirurgia imediata.
"Nosso principal objetivo é sempre evitar a ocorrência de ataques cardíacos, no entanto, nossa pesquisa constatou que a angioplastia não é sempre necessária para prevenir um ataque cardíaco ou morte cardíaca relacionada somente por uma artéria obstruída estar presente. Pacientes com diabetes tipo 2 e doença cardíaca precisam de ter uma discussão franca com seus médicos sobre suas opções de tratamento e sobre o que é melhor para o seu caso individual", completou Chaitman.

 
Fonte: Isaude.net
 
 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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