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Álcool

Consumo de cerveja em excesso aumenta risco de câncer de estômago

06/04/2011

Consumo de cerveja em excesso aumenta risco de câncer de estômago

Risco é maior entre pessoas que bebem quantidades elevadas da bebida e possuem uma variante genética específica no organismo

Pessoas que bebem uma quantidade elevada de cerveja têm um risco significativamente maior de desenvolver câncer de estômago, principalmente se possuem uma determinada variante genética. É o que revela estudo realizado no Instituto Catalão de Oncologia, na Espanha.

Resultados do estudo também mostram que o mesmo risco também é elevado (mas não tão significativo) para aqueles que bebem uma grande quantidade de cerveja e não têm a variante conhecida como rs1230025, e para os não-bebedores que possuem rs1230025 ou rs283411.

"Esta é uma interação gene-ambiente clássica", disse o pesquisador Eric Duell. "Ter esses dois fatores de riscos - consumo elevado de cerveja e rs1230025 - parece ser pior em termos de risco de câncer gástrico do que ter apenas um ou nenhum."

O uso de álcool tem sido suspeito de ser um fator que contribui para o desenvolvimento de câncer gástrico, mas vários estudos têm mostrado resultados mistos.

Duell e colegas conduziram uma análise detalhada do consumo de álcool e do risco de câncer gástrico em mais de 521 mil pessoas com idades entre 35 e 70. Os pesquisadores avaliaram o tipo de álcool consumido (cerveja, vinho ou licor), a localização e o grau de câncer.

Eles descobriram que pessoas que consumiam mais de 60 gramas de álcool (o equivalente a quatro ou cinco cervejas) por dia tinham um risco 65% maior de desenvolver a doença no período do estudo do que pessoas que consumiam regularmente de 0,1 a 4,9 gramas de álcool por dia (menos de uma cerveja).

No entanto, essa associação foi exclusiva para o consumo de cerveja. Vinhos e bebidas alcoólicas não estiveram associados com o risco de câncer gástrico.

Em uma análise mais aprofundada, utilizando um estudo que incluiu 365 casos de câncer gástrico e 1.284 controles, os pesquisadores analisaram os efeitos de um polimorfismo de nucleotídeo único (SNPs) no grupamento do gene ADH1 que produz uma enzima que degrada o álcool. Duas variantes no gene ADH1 foram significativamente associadas com o risco de câncer gástrico; apenas uma variante, rs1230025, interagiu com a cerveja para aumentar o risco.

O mecanismo exato de como o álcool pode causar câncer de estômago ainda não é conhecido. No entanto, Duell disse que há hipóteses convincentes envolvendo o metabólito do álcool (acetaldeído, um composto tóxico e cancerígeno), e nitrosaminas, tais como N nitrosodemethylamine, carcinógeno animal encontrado na cerveja.

 
Fonte: Isaude.net
 


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