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Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura

A utilização da Pfaffia glomerata no processo de cicatrização de feridas da pele

13/04/2011

ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo)

Resumo

SILVA, Marileide Inacio da et al. A utilização da Pfaffia glomerata no processo de cicatrização de feridas da pele. ABCD, arq. bras. cir. dig. [online]. 2010, vol.23, n.4, pp. 228-233. ISSN 0102-6720.  doi: 10.1590/S0102-67202010000400004.

RACIONAL: Quando ocorre perda tecidual na pele surge a necessidade de reconstituir-se o tecido lesionado e atualmente cada vez mais surgem artifícios que se propõem neoformá-lo. O uso de fitoterápicos, como a Pfaffia glomerata, tem a finalidade de buscar nestes produtos princípios ativos que desempenhem efetivo papel no processo de cicatrização. OBJETIVO: Avaliar os resultados da utilização da Pfaffia glomerata na cicatrização de feridas cirúrgicas em ratos. MÉTODOS: Foram utilizados 40 ratos, nos quais realizaram-se feridas cirúrgicas com punch de 3 mm de diâmetro no dorso da parte superior direita onde nenhuma substância foi aplicada e nesses mesmos animais foram também realizadas feridas cirúrgicas na região inferior, onde foi aplicado o extrato do fitoterápico. Foram divididos em quatro subgrupos de 48 horas, uma, duas e três semanas em relação ao sacrifício. Foram tomadas as medidas na circunferência para analisar a contração da ferida macroscopicamente. Microscopicamente os resultados foram analisados utilizando-se a coloração de Hematoxilina-Eosina, para verificar o processo inflamatório; imunohistoquímica, fator VIII, para observar a densidade vascular; e tricrômio de Masson para estudar a fibrose. RESULTADOS: Macroscopicamente o grupo planta obteve resultados superiores ao grupo controle. A análise da variável fator VIII mostrou significância estatística no grupo de uma semana do fitoterápico. Na variável fibrose, constatou-se que no período de 48 horas o grupo controle apresentou 70% de casos com fibrose mínima, ao passo que o da planta, 90%. Em uma semana, o grupo controle apresentou 10% de casos com ausência de fibrose , 60% com fibrose mínima e 30% com fibrose moderada, enquanto que o grupo planta apresentou 70% de casos com fibrose mínima e 30% com fibrose moderada. Já no período de duas semanas, o grupo controle manteve 60% dos casos com fibrose mínima e aumentou para 40% os com fibrose moderada, enquanto que o grupo planta manteve sua média apresentada no grupo anterior. No período de três semanas ambos os grupos, controle e planta, mantiveram as porcentagens apresentadas no período anterior. CONCLUSÃO: Macroscopicamente em relação à contração da ferida o grupo planta apresentou resultados superiores ao grupo controle. Com relação à análise histológica: a coloração de HE mostrou que houve a maior presença de processo inflamatório nos animais do grupos controle. A técnica de imunohistoquímica avaliada mostrou densidade vascular superior no grupo planta no período de uma semana sendo que na coloração de tricromio de Masson as alterações estudadas não se apresentaram significativas.

Palavras-chave : Cicatrização de feridas; Ratos; Fitoterapia.

       
 


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