-
Esta página já teve 134.638.809 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.668 acessos diários
home | entre em contato
 

Sono/Distúrbio do sono

Estratégia de sono de enfermeiros desregula relógio biológico

10/05/2011

Risco à saúde: estratégia de sono de enfermeiros desregula relógio biológico

Desalinhamento circadiano leva a doenças cardiovasculares, metabólicas, gastrintestinais, além de câncer e transtornos mentais

 Jornada de trabalho é mostrado em cinza escuro, o tempo de sono é está em vermelho e o tempo livre é mostrado em cinza claro
Karem Gamble, uma das pesquisdoras responsáveis pelo estudo Estratégias de sono utilizadas pelos enfermeiros que trabalham nos turnos da noite atrapalham seus relógios circadianos e podem levar a problemas metabólicos, cardiovasculares e gastrintestinais. É o que mostra estudo realizado na Vanderbuilt University, nos Estados Unidos.

Resultados mostram que, principalmente naqueles que permanecem 24 horas acordado, as variações nos genes individuais do relógio circadiano têm um impacto perceptível sobre a capacidade de se adaptar.

Perturbações prejudiciais

Estudos anteriores constataram que a incidência de perturbações no ritmo circadiano - o que ocorre quando os padrões de sono dos indivíduos estão fora de sincronia com os seus relógios biológicos - não é saudável.

O desalinhamento circadiano tem sido associado com maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, metabólicas e gastrintestinais, alguns tipos de câncer e diversos transtornos mentais.

A maneira que os turnos de enfermagem têm sido marcados nos últimos tempos torna o profissional particularmente suscetíveis a esse problema. Enfermeiros de hospitais que trabalham com pacientes internados trabalham, quase que exclusivamente, em turnos de 12 horas. O turno geralmente vai de 7 da manhã até as 7 da noite e o turno da noite abrange de 7 da noite até as 7 da manhã.

Enfermeiros do turno da noite costumam trabalhar uma agenda que inclui três dias no turno da noite, seguido de 2 a 5 dias de folga, quando a maioria volta a um ciclo normal de sono. Isso significa que a maioria deles estão mudando seus ciclos de sono tão frequentemente quanto duas vezes por semana.

"Fiquei muito surpresa ao descobrir que a segunda estratégia mais comum dos enfermeiros é a de não dormir e ficar acordado nas 12 horas antes de iniciar o turno da noite", observou a pesquisadora Karen Gamble. "Isso significa que eles estão ignorando o sono por pelo menos 24 horas seguidas."

Estratégias diferenciadas de sono

Os pesquisadores identificaram cinco estratégias distintas que os enfermeiros utilizam para ajustar seus relógios circadianos. A abordagem mais comum, usada por cerca de metade dos participantes, foi de dormir até tarde na manhã antes do seu primeiro turno da noite. Uma pequena porcentagem manteve uma agenda noturna em seus dias de folga. As outras duas estratégias foram intermediárias.

" Não é sempre que você identifica e caracteriza um comportamento humano, pela primeira vez, e muito menos um que tenha um efeito na saúde humana" , disse o co-autor Chris Ciarleglio.

Os pesquisadores pediram aos enfermeiros que preenchessem várias questões destinadas a avaliar a sua adaptação. Por exemplo, eles perguntaram como eles se sentiam bem adaptado, quanto tempo levavam para sair da cama, quanto de cafeína consumiam e qual era a probabilidade de cair no sono durante o dia.

As respostas a essas perguntas indicaram que os enfermeiros que utilizam a estratégia de privação de sono foram os mais mal adaptados dos cinco grupos.

Os pesquisadores recomendam que os enfermeiros devem ser aconselhados a evitar a estratégia de "não dormir" quando estão de plantão noturno e sugerem que os hospitais reavaliem a maneira que os enfermeiros se programam para reduzir a frequência com que os enfermeiros mudam seus horários de sono.

"A maioria das pessoas não quer trabalhar à noite e aqueles que querem usam o que funciona melhor para eles e seu estilo de vida", observou a co-investigadora Nancy Wells.

Influência genética

Os pesquisadores também recolheram amostras de DNA de todos os participantes para investigar a extensão da influência de seus relógios circadianos sobre sua adaptação.

Eles determinaram o "cronotipo" dos enfermeiros - sejam eles " madrugadores naturais" ou que acordam tarde - e quais, entre sete variações bem conhecidas, ou polimorfismos, em genes do relógio circadiano humano cada enfermeiro possuía.

Esta informação permitiu aos pesquisadores determinar que os " madrugadores naturais" se adaptam muito bem às mudanças de dia e particularmente mal ao turno da noite, enquanto os que acordam tarde não se adaptam especialmente bem ou mal a qualquer mudança.

Além disso, eles descobriram que as variações em um gene, chamado Per3, parecem ter um impacto importante sobre a eficácia da estratégia de " não dormir" . Os indivíduos com uma variante deste genótipo parecem responder pior do que a média a essa estratégia, enquanto aqueles com outros genótipos parecem responder melhor do que a média.

Fonte: Isaude.net
 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos