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Cuidados paliativos não evitam pedidos de eutanásia

23/05/2011
 

Os cuidados paliativos contribuem para melhorar a qualidade de vida, mas não evitam que os doentes peçam para morrer a médicos e enfermeiros dessas unidades de saúde, revela um estudo da DECO, a que a agência Lusa teve acesso.

 

De acordo com o estudo, que será publicado na edição de Junho da revista Proteste, os doentes em cuidados paliativos pedem para morrer e fazem-no principalmente a médicos e enfermeiros nessas unidades de saúde.

 

“O estudo mostra, de resto, que é nestas unidades que os doentes se sentem mais à vontade para formular tais desejos”, lê-se no estudo da associação de defesa do consumidor.

 

Segundo o estudo, muitos doentes expressam um desejo persistente de morrer, independentemente de terem cuidados paliativos, tendo 13% interpelado a equipa médica.

 

Entre os pedidos feitos, contam-se a suspensão de um tratamento, a sedação profunda com corte de alimentação e hidratação e administração de uma droga letal.

 

Todos estes pedidos foram superiores entre os doentes em cuidados paliativos, com seis% a pedir mesmo a eutanásia. O inquérito revelou ainda que, apesar de ser ilegal, a eutanásia é praticada em Portugal, ainda que em números muito residuais.

 

“Apesar de não ser a filosofia dos cuidados paliativos, a realidade mostra que é nestas unidades que os doentes e familiares mais se sentem à vontade para abordar o assunto”.

 

A decisão de suspender tratamentos para manter a vida de forma artificial é uma das questões mais polémicas no que diz respeito a doentes terminais, mas o inquérito prova que a chamada “obstinação terapêutica” piora a qualidade de vida no último mês e o momento da morte.

 

A tentação de curar à força mostrou-se superior nos cuidados hospitalares de fim de vida e em relação a doentes com cancro, bem como entre os profissionais que seguem uma religião.

 

Ao contrário, a correcta utilização de sedação profunda na última semana de vida, aceite pela Ordem dos Médicos, pode ajudar a melhorar o conforto no fim de vida, indica o estudo.

 

Contudo, as boas práticas aconselham a suprimir a alimentação e a hidratação artificiais, para não prolongar a vida sem sentido. Em Portugal, 12% dos médicos que admitiram já ter aplicado este tipo de sedação seguiram o procedimento errado.

 

“Quanto mais os médicos tentam curar à força, maior a tendência para os doentes desejarem encurtar a vida”, uma realidade expressa pelos relatos de 41% dos médicos e enfermeiros, que admitem já ter sido confrontados com estas solicitações.

 

A suspensão de um tratamento ou aumento da medicação foram os desejos mais atendidos pelos profissionais, e a DECO verificou que a qualidade de vida no último mês e na morte foram superiores quando o falecimento aconteceu perto do momento natural.

 

“Prolongar o óbito tem um claro impacto negativo na escala de qualidade. Significa que a obstinação terapêutica é uma prática a evitar”, lê-se no estudo.

 

Fonte:

 

http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/cuidados-paliativos-nao-evitam-pedidos-de-eutanasia_234

 

 


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